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Remuneração de servidores federais

Quanto ganham os servidores do Executivo federal, órgão por órgão: ministérios, universidades, institutos federais, agências reguladoras e autarquias. Os dados são os que o Portal da Transparência publica no arquivo Servidores SIAPE — 2.051.377 registros na base, somando todos os meses carregados.

Remuneração / Federal

Há uma página para cada um dos 192 órgãos com pelo menos 100 servidores. Cada uma mostra a remuneração bruta média e mediana do mês mais recente, a faixa que vai dos 10% que ganham menos aos 10% que ganham mais, a variação em relação ao mês anterior e os cargos mais comuns do órgão, com o valor de cada um.

Órgãos por tipo

Universidades federais (69)

Professores do magistério superior e técnico-administrativos em educação formam quase toda a folha.

Institutos federais, Cefets e Colégio Pedro II (41)

A rede federal de educação profissional: professores do ensino básico, técnico e tecnológico e técnico-administrativos.

Ministérios, Presidência, AGU e CGU (30)

A administração direta. Aqui convivem carreiras de Estado, cargos administrativos e servidores cedidos por outros órgãos.

Agências reguladoras e supervisão de mercado (16)

Cada agência tem carreira própria de especialista em regulação; CVM, Susep e Previc supervisionam mercado de capitais, seguros e previdência complementar, e o Banco Central, o sistema financeiro.

Comandos militares (3)

Só os servidores civis de Exército, Marinha e Aeronáutica. A remuneração dos militares está em outro arquivo do portal, que esta base ainda não carrega.

Autarquias, fundações e outros órgãos (33)

INSS, Ibama, IBGE, Fiocruz, Dnit e as demais autarquias e fundações, além de vínculos especiais como os dos ex-territórios.

Como ler os números do governo federal

Remuneração bruta é o que o portal chama de remuneração básica: a soma das parcelas do cargo efetivo, da função ou do cargo em comissão, com os adicionais, antes de qualquer desconto e antes do corte do teto constitucional. Pagamentos eventuais ficam fora dela. Por ser valor de tabela, quase só muda com reajuste, progressão ou troca de cargo — por isso a mediana de um órgão pode ficar igual de um mês para o outro.

Remuneração líquida soma a básica com os pagamentos eventuais do mês (13º, férias, atrasados) e desconta o abate-teto, o imposto de renda e a contribuição previdenciária. Por isso, em alguns meses, a líquida de um servidor passa da bruta.

O que não entra em nenhuma das duas: as verbas indenizatórias, como auxílio-alimentação e auxílio-transporte, que o portal registra à parte. E os descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão alimentícia — não são publicados, então a líquida do portal não é o valor que cai na conta.

Quem não está nesta base

  • Militares das Forças Armadas. O portal publica a folha deles em arquivo separado, que está nas páginas dos militares. Nos comandos militares, só aparecem os servidores civis.
  • Aposentados e pensionistas. Têm arquivos próprios e estão em aposentados e pensionistas do Executivo federal, à parte e sem somar com os números daqui. Aqui estão os vínculos em atividade, incluindo cedidos, requisitados, temporários e professores substitutos.
  • Legislativo e Judiciário. Câmara, Senado, TCU e os tribunais federais publicam a folha nos seus próprios sites.
  • Órgãos com menos de 100 servidores. Não ganharam página, mas estão na busca.

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