Remuneração / Cargos / Enfermeiro
Em jul/2026, quem ocupa cargos de Enfermeiro no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 11.373,40 e mediana de R$ 11.001,56, entre 9.372 registros de 2 esferas de governo.
Carreiras próximas, com página própria: Técnico de enfermagem (mediana R$ 5.445), Auxiliar de enfermagem (mediana R$ 5.883).
Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana caiu R$ 20,30 (−0,2%) entre quem ocupa cargos de enfermeiro. O número de registros caiu em 2.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 5.457,00) ao P90 (R$ 17.905,94): entre quem ocupa cargos de enfermeiro, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|
| Governo federal | 5.255 | R$ 14.593,17 | R$ 14.293,52 | −0,5% |
| Estado de São Paulo | 4.117 | R$ 7.263,65 | R$ 6.821,95 | −0,6% |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 7.739,19. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Governo federal | 40 horas * | 5.063 | R$ 14.456,98 |
| 36 horas | 110 | R$ 9.013,98 | |
| 20 horas | 47 | R$ 8.194,95 | |
| 30 horas | 34 | R$ 9.735,06 | |
| Estado de São Paulo | 30 horas * | 2.653 | R$ 7.025,10 |
| Não informada | 1.424 | R$ 6.320,10 | |
| 40 horas | 29 | R$ 9.812,13 | |
| 36 horas | 11 | R$ 15.231,63 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. “Não informada” é o que a própria fonte deixa em branco ou zerado — aparece aqui porque omitir daria a impressão de uma cobertura que não temos. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Quanto muda com o tempo de serviço
Na jornada mais comum do cargo no serviço público federal (40 horas), a mediana da remuneração bruta é de R$ 7.600,91 entre quem tem menos de 2 anos de serviço e de R$ 15.466,32 entre quem tem 30 anos ou mais.
| Tempo de serviço público | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Menos de 2 anos | 148 | R$ 7.600,91 |
| 2 a 5 anos | 112 | R$ 9.155,94 |
| 5 a 10 anos | 411 | R$ 12.670,30 |
| 10 a 15 anos | 604 | R$ 14.829,02 |
| 15 a 20 anos | 1.100 | R$ 12.528,43 |
| 20 a 30 anos | 1.671 | R$ 16.014,93 |
| 30 anos ou mais | 1.017 | R$ 15.466,32 |
É uma foto de hoje, e não o caminho de uma pessoa. Quem tem 30 anos de serviço entrou em outra época, e não necessariamente sob as mesmas regras de carreira de quem entrou agora, então a diferença entre as linhas pode misturar tempo de casa com geração: ela não prevê quanto você vai ganhar, e a mediana pode até cair de uma faixa para a seguinte. Só serviço público federal, na jornada indicada, em remuneração bruta antes do abate-teto. O tempo é contado desde o ingresso no serviço público, segundo a data de ingresso que o Portal da Transparência publica.
Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 3.050 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.202,15, para uma bruta mediana de R$ 14.244,95 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 71% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra
A diferença não é acaso: cada esfera paga o enfermeiro por uma lei de carreira diferente, com regras próprias de progressão e de adicionais.
- No governo federal, os órgãos que mais pagam são universidades federais, onde o enfermeiro está na carreira dos técnico-administrativos em educação (PCCTAE, Lei 11.091/2005), no nível mais alto de classificação, o E.
- Nessa carreira, quem tem escolaridade acima da exigida recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento que cresce com especialização, mestrado e doutorado. O servidor também sobe de padrão por mérito e por capacitação ao longo dos anos. Equipes com mais pós-graduados e mais tempo de casa puxam a mediana pra cima.
- Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
- No Estado de São Paulo, o enfermeiro da Secretaria da Saúde está no plano da Lei Complementar 1.157/2011, com jornada básica de 30 horas semanais. A remuneração combina vencimento, adicional por tempo de serviço, sexta-parte e gratificações da saúde calculadas sobre uma unidade de valor fixada em lei, e não sobre o salário.
- A progressão paulista por desempenho é limitada por lei a uma parcela dos servidores de cada classe, e o título de pós-graduação entra como requisito da promoção. Os plantões de 12 horas feitos além da jornada são pagos por plantão e não incorporam ao salário.
- O adicional de insalubridade segue lógicas diferentes nas duas esferas: no federal é um percentual do vencimento; no Estado, um valor fixo por grau.
Fontes: Lei 11.091/2005, LC 1.157/2011 (SP), Lei 8.270/1991, art. 12, LC 432/1985 (SP), Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Bruta média |
|---|---|---|
| Universidade Federal do Pará | 97 | R$ 18.981,84 |
| Fundação Universidade Federal Uberlândia | 129 | R$ 18.883,45 |
| Universidade Federal do Rio Grande do Norte | 112 | R$ 18.296,46 |
| Universidade Federal do Triângulo Mineiro | 75 | R$ 17.794,30 |
| Universidade Federal de Mato Grosso do Sul | 43 | R$ 17.668,92 |
| Universidade Federal de Santa Maria – RS | 138 | R$ 17.357,74 |
| Universidade Federal de Goiás | 89 | R$ 16.992,79 |
| Fundação Universidade de Brasília | 56 | R$ 16.973,76 |
| Universidade Federal da Paraíba | 78 | R$ 16.677,33 |
| Universidade Federal de Santa Catarina | 133 | R$ 16.579,08 |
| Universidade Federal da Bahia | 114 | R$ 16.310,80 |
| Fundação Universidade Federal de Sergipe | 46 | R$ 16.204,21 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 12.075,19 (Rio de Janeiro) a R$ 18.383,08 (Pará). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Pará | 113 | R$ 18.383,08 |
| Goiás | 91 | R$ 16.447,19 |
| Rio Grande do Norte | 113 | R$ 16.398,97 |
| Rio Grande do Sul | 265 | R$ 16.389,91 |
| Paraíba | 110 | R$ 16.297,35 |
| Santa Catarina | 140 | R$ 16.097,31 |
| Espírito Santo | 50 | R$ 16.097,31 |
| Minas Gerais | 375 | R$ 15.848,14 |
| Ceará | 194 | R$ 15.801,84 |
| Mato Grosso do Sul | 72 | R$ 15.753,47 |
| São Paulo | 216 | R$ 15.637,52 |
| Sergipe | 53 | R$ 15.512,36 |
| Bahia | 138 | R$ 15.479,71 |
| Alagoas | 55 | R$ 15.190,76 |
| Paraná | 161 | R$ 15.157,21 |
| Pernambuco | 167 | R$ 15.049,72 |
| Maranhão | 118 | R$ 15.049,72 |
| Amazonas | 49 | R$ 14.829,02 |
| Distrito Federal | 150 | R$ 12.622,30 |
| Rio de Janeiro | 1.623 | R$ 12.075,19 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 909 registros (17,6%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.
E no setor privado?
São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.
| De onde vem | Jornada | P10 | Mediana |
|---|---|---|---|
| Serviço público, quem já está no cargo |
40h | R$ 10.544 | R$ 14.457 |
| Serviço público, quem já está no cargo |
30h | R$ 5.246 | R$ 7.087 |
| Setor privado, salário de admissão |
31 a 39h | R$ 3.025 | R$ 4.102 |
| Setor privado, salário de admissão |
40h | R$ 2.806 | R$ 4.650 |
P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 5.092 registros e 30h tem 2.687 registros, de 7.947 que declaram jornada; a de 40h é 99% federal e a de 30h é 99% do Estado de São Paulo. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.
Salário de enfermeiro no setor privado, jornada por jornada →
Como se chega nesse cargo
- Nas duas esferas, a entrada é por concurso público de provas ou de provas e títulos, com graduação em Enfermagem.
- Pra exercer a profissão é preciso estar inscrito no Conselho Regional de Enfermagem (COREN) da região onde se trabalha.
- No governo federal, cada universidade ou instituto faz o próprio concurso, e o servidor entra no padrão inicial do nível E. Os hospitais universitários também contratam pela EBSERH, mas esses empregados são regidos pela CLT, fora da carreira de servidor.
- No Estado de São Paulo, o ingresso é pela referência inicial da classe. Parte dos hospitais estaduais, como o Hospital das Clínicas da USP, hoje contrata pelo regime da CLT.
Fontes: Lei 11.091/2005, art. 9º, LC 1.157/2011 (SP), art. 4º, Lei 7.498/1986, art. 2º, Lei 12.550/2011, art. 10, LC 1.160/2011 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- ENFERMEIRO — Estado de São Paulo, 4.077 pessoas
- ENFERMEIRO-AREA — Governo federal, 3.363 pessoas
- ENFERMEIRO — Governo federal, 1.752 pessoas
- ENFERMEIRO – 36H — Governo federal, 99 pessoas
- ENFERMEIRO DO TRABALHO — Governo federal, 25 pessoas
- ENFERMEIRO II — Estado de São Paulo, 25 pessoas
- ENFERMEIRO I — Estado de São Paulo, 20 pessoas
- ENFERMEIRO III — Estado de São Paulo, 11 pessoas
Este cargo, órgão por órgão
- Enfermeiro na Secretaria Adm.Penitenciária
- Enfermeiro na Secretaria da Saúde
- Enfermeiro no H.C.fac.med.botucatu-HCFMB
- Enfermeiro no HC Fac Medicina Rib Preto USP
- Enfermeiro no Hosp.clin.fac.med.USP-HCFMUSP
- Enfermeiro no Inst.as.med.ser.pub.est IAMSPE
Perguntas frequentes
Quanto ganha um enfermeiro no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 14.293,52, entre 5.255 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.649,04 e R$ 17.053,36. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto ganha um enfermeiro no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 6.821,95, entre 4.117 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 5.639,36 e R$ 8.570,25. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 7.739,19.
Quanto sobra do salário de um enfermeiro depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.202,15 em jul/2026 — na mediana, 71% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um enfermeiro ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Universidade Federal do Pará: R$ 18.981,84, entre 97 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 11.373,40) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 11.001,56) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?