Quanto ganha um auxiliar de enfermagem

Remuneração / Cargos / Auxiliar de enfermagem

Em jul/2026 e ago/2026, quem ocupa cargos de Auxiliar de enfermagem no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 6.043,58 e mediana de R$ 5.883,35, entre 16.780 registros de 3 esferas de governo.

Carreiras próximas, com página própria: Enfermeiro (mediana R$ 11.002), Técnico de enfermagem (mediana R$ 5.445).

Período jul/2026 e ago/2026Esferas federal, estadual, municipalRegistros 16.780Atualizado em

Média
R$ 6.043,58
Mediana
R$ 5.883,35
Registros
16.780
Mediana vs. mês anterior
igual

Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 5.883,35 entre quem ocupa cargos de auxiliar de enfermagem. O número de registros caiu em 92.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 3.667,44) ao P90 (R$ 8.223,59): entre quem ocupa cargos de auxiliar de enfermagem, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); nas outras esferas, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera Período No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal jul/2026 9.767 R$ 7.147,71 R$ 6.565,08 −0,1%
Estado de São Paulo jul/2026 7.011 R$ 4.505,02 R$ 4.376,66 −0,5%
Prefeitura de São Paulo ago/2026 2 R$ 7.454,05 R$ 7.454,05 +70,6% *

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 4.832,63. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

* Variação de mais de 15% num mês raramente é reajuste ou corte: folha pública tem décimo terceiro, terço de férias e pagamento de atrasados, e qualquer um deles move o mês inteiro. Vale para Prefeitura de São Paulo — compare os dois meses antes de tratar como aumento ou perda.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 9.705 R$ 6.571,64
30 horas 31 R$ 4.605,62
20 horas 30 R$ 3.634,53
Estado de São Paulo 30 horas * 5.522 R$ 4.440,59
Não informada 1.419 R$ 3.931,24
40 horas 41 R$ 4.777,48
36 horas 29 R$ 3.742,77

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. “Não informada” é o que a própria fonte deixa em branco ou zerado — aparece aqui porque omitir daria a impressão de uma cobertura que não temos. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Compare o seu salário

Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 4.391 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 5.192,01, para uma bruta mediana de R$ 6.407,59 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 80% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum; a Prefeitura de São Paulo não publica a remuneração líquida. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

Calcule o seu líquido

Onde você trabalha
Regime de previdência

Ajustar: previdência complementar, função, pensão

Por lei fica fora da base da previdência, salvo se você optou por incluir.

Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra

O auxiliar de enfermagem é um cargo que está sendo fechado. Quase ninguém entra mais, e isso ajuda a explicar quem aparece nesta página.

  • Nas universidades federais, o auxiliar está no nível de classificação C da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005). Desde 2019 está proibido abrir concurso pra esse cargo, e a Lei 15.141/2025 prevê que os cargos vagos sejam transformados em outros cargos da carreira.
  • No Estado de São Paulo, a LC 1.157/2011 mudou o nome do cargo de auxiliar para técnico de enfermagem à medida que ele fica vago. Quem continua como auxiliar é quem já estava no cargo, e a promoção à referência mais alta exige o diploma de técnico.
  • Como não há novos ingressantes, a folha fica concentrada em servidores com muitos anos de casa. Por isso pesam mais as parcelas que crescem com o tempo, como o adicional por tempo de serviço e, no Estado, a sexta-parte.
  • No federal, o auxiliar das universidades recebe o Incentivo à Qualificação quando tem escolaridade acima da exigida. No Ministério da Saúde, o cargo está em outro plano, com gratificação de desempenho medida em pontos (Lei 11.355/2006).
  • Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • No Estado, plantões de 12 horas além da jornada são pagos à parte, e o adicional de insalubridade é um valor fixo por grau, não um percentual do salário.

Fontes: Lei 11.091/2005, Decreto 10.185/2019, Anexo III, Lei 15.141/2025, LC 1.157/2011 (SP), Lei 11.355/2006, LC 432/1985 (SP), Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”. A Prefeitura de São Paulo fica fora deste ranking porque publica a unidade de lotação — hospital, escola — e não o órgão, o que não é comparável com um ministério ou uma secretaria.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 3.896,06 (Roraima) a R$ 8.468,09 (Rio Grande do Norte). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Rio Grande do Norte 162 R$ 8.468,09
Pará 202 R$ 8.062,35
Mato Grosso do Sul 126 R$ 7.999,37
Rio Grande do Sul 312 R$ 7.793,60
Minas Gerais 581 R$ 7.739,85
Goiás 55 R$ 7.739,85
São Paulo 534 R$ 7.524,86
Ceará 289 R$ 7.524,86
Bahia 263 R$ 7.524,86
Paraíba 242 R$ 7.524,86
Maranhão 165 R$ 7.524,86
Alagoas 142 R$ 7.524,86
Espírito Santo 135 R$ 7.524,86
Sergipe 68 R$ 7.524,86
Amazonas 67 R$ 7.447,17
Santa Catarina 71 R$ 7.414,50
Pernambuco 294 R$ 7.256,11
Mato Grosso 41 R$ 7.256,11
Paraná 317 R$ 7.191,78
Distrito Federal 454 R$ 6.320,23
Rio de Janeiro 3.327 R$ 6.091,30
Roraima 115 R$ 3.896,06
Amapá 39 R$ 3.896,06

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 1.741 registros (17,9%) ficam fora desta tabela, porque a fonte não informa a UF de exercício deles.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 5.611 R$ 6.571
Serviço público,
quem já está no cargo
30h R$ 3.544 R$ 4.443
Setor privado,
salário de admissão
31 a 39h R$ 1.770 R$ 2.255
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 1.806 R$ 2.392

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 9.748 registros e 30h tem 5.553 registros, de 15.360 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal e a de 30h é 99% do Estado de São Paulo. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de auxiliar de enfermagem no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Hoje, em regra, não se chega: nas universidades federais o concurso está vedado desde 2019, e no Estado de São Paulo as vagas de auxiliar viraram vagas de técnico de enfermagem.
  • Pra quem já está no cargo, a exigência nas universidades foi ensino médio completo mais curso profissionalizante, com inscrição no Conselho Regional de Enfermagem (COREN).
  • Pra exercer a profissão é preciso ter o certificado de auxiliar de enfermagem registrado e inscrição no COREN. O auxiliar faz atividades de nível médio, de natureza repetitiva, sempre sob supervisão do enfermeiro.
  • Quem quer seguir na área pelo concurso hoje presta pra técnico de enfermagem, que exige curso técnico.

Fontes: Decreto 10.185/2019, Anexo III, Lei 11.091/2005, Anexo II, LC 1.157/2011 (SP), Lei 7.498/1986, Decreto 94.406/1987, art. 15. Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM — Governo federal, 9.465 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM — Estado de São Paulo, 6.815 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM – NA — Governo federal, 155 pessoas
  • AUXILIAR EM ENFERMAGEM — Governo federal, 99 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM II — Estado de São Paulo, 94 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM III — Estado de São Paulo, 81 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM I — Estado de São Paulo, 74 pessoas
  • AUXILIAR DE ENFERMAGEM-SUPORTE — Governo federal, 49 pessoas

Este cargo, órgão por órgão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de enfermagem no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 6.565,08, entre 9.767 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 5.883,35 e R$ 7.767,49. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um auxiliar de enfermagem no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 4.376,66, entre 7.011 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 3.701,33 e R$ 5.092,43. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 4.832,63.

Quanto ganha um auxiliar de enfermagem na Prefeitura de São Paulo?

Em ago/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo na Prefeitura de São Paulo foi de R$ 7.454,05, entre 2 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 7.412,95 e R$ 7.495,16. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto sobra do salário de um auxiliar de enfermagem depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 5.192,01 em jul/2026 — na mediana, 80% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um auxiliar de enfermagem ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Universidade Federal do Triângulo Mineiro: R$ 9.778,88, entre 96 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 6.043,58) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 5.883,35) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

Quer ver nome a nome, com órgão e período?

Buscar Auxiliar de enfermagem na base →