Remuneração / Cargos / Administrador
Em jul/2026, quem ocupa cargos de Administrador no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 13.953,01 e mediana de R$ 13.913,65, entre 4.911 registros de 2 esferas de governo.
Carreiras próximas, com página própria: Assistente administrativo.
Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 13.913,65 entre quem ocupa cargos de administrador. O número de registros subiu em 8.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 8.288,65) ao P90 (R$ 18.903,08): entre quem ocupa cargos de administrador, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|
| Governo federal | 4.908 | R$ 13.955,11 | R$ 13.913,65 | 0% |
| Estado de São Paulo | 3 | R$ 10.513,74 | R$ 7.303,04 | −43,6% * |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 16.679,72. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
* Variação de mais de 15% num mês raramente é reajuste ou corte: folha pública tem décimo terceiro, terço de férias e pagamento de atrasados, e qualquer um deles move o mês inteiro. Vale para Estado de São Paulo — compare os dois meses antes de tratar como aumento ou perda.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Governo federal | 40 horas * | 4.891 | R$ 13.913,65 |
| 30 horas | 13 | R$ 8.924,87 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Quanto muda com o tempo de serviço
Na jornada mais comum do cargo no serviço público federal (40 horas), a mediana da remuneração bruta é de R$ 7.057,99 entre quem tem menos de 2 anos de serviço e de R$ 16.834,17 entre quem tem 30 anos ou mais.
| Tempo de serviço público | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Menos de 2 anos | 182 | R$ 7.057,99 |
| 2 a 5 anos | 360 | R$ 8.288,65 |
| 5 a 10 anos | 705 | R$ 11.398,35 |
| 10 a 15 anos | 1.555 | R$ 13.913,65 |
| 15 a 20 anos | 1.472 | R$ 15.696,15 |
| 20 a 30 anos | 224 | R$ 16.339,69 |
| 30 anos ou mais | 373 | R$ 16.834,17 |
É uma foto de hoje, e não o caminho de uma pessoa. Quem tem 30 anos de serviço entrou em outra época, e não necessariamente sob as mesmas regras de carreira de quem entrou agora, então a diferença entre as linhas pode misturar tempo de casa com geração: ela não prevê quanto você vai ganhar, e a mediana pode até cair de uma faixa para a seguinte. Só serviço público federal, na jornada indicada, em remuneração bruta antes do abate-teto. O tempo é contado desde o ingresso no serviço público, segundo a data de ingresso que o Portal da Transparência publica. Ficam de fora 20 registros (0,4% da jornada) sem data de ingresso válida.
Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 3.629 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.969,26, para uma bruta mediana de R$ 13.913,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 74% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário muda tanto de um órgão pra outro
Quase todos os administradores desta página são federais, mas estão em planos de carreira diferentes conforme o órgão.
- Nas universidades e institutos federais, que concentram a maior parte, o Administrador está no nível mais alto (E) da carreira dos técnico-administrativos em educação. Desde 2025 sobe um padrão a cada 12 meses com avaliação positiva, e recebe Incentivo à Qualificação quando tem especialização, mestrado ou doutorado.
- Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
- No INSS, os cargos do antigo plano de cargos do órgão foram levados para a carreira do seguro social, cuja gratificação de desempenho tem piso de 70 pontos. No plano geral do Executivo, a gratificação equivalente começa em 30 pontos.
- Na Suframa, o plano especial do órgão paga, além da gratificação de desempenho, uma Gratificação de Qualificação para parte dos servidores de nível superior com pós-graduação.
- Cada plano tem sua própria tabela de vencimentos, o que explica parte da diferença entre órgãos com o mesmo nome de cargo.
Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 10.855/2004, art. 11, Lei 11.356/2006 (Suframa), Lei 11.357/2006, Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Bruta média |
|---|---|---|
| Superintendência da Zona Franca de Manaus | 39 | R$ 19.252,19 |
| Instituto Nacional do Seguro Social | 43 | R$ 17.978,42 |
| Instituto Federal da Paraíba | 31 | R$ 16.621,69 |
| Universidade Tecnológica Federal do Paraná | 37 | R$ 15.879,05 |
| Universidade Federal de São Carlos – SP | 33 | R$ 15.503,56 |
| Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais | 31 | R$ 15.448,45 |
| Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro | 30 | R$ 15.340,19 |
| Instituto Federal Sul-rio-grandense | 30 | R$ 15.287,55 |
| Universidade Federal do Rio Grande do Norte | 41 | R$ 15.010,27 |
| Min Gestão e Inov em Serv Públicos | 52 | R$ 15.005,49 |
| Instituto Federal do Rio Grande do Norte | 33 | R$ 14.966,37 |
| Universidade Federal de Lavras – MG | 36 | R$ 14.887,76 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 11.899,83 (Paraná) a R$ 14.906,08 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Distrito Federal | 365 | R$ 14.906,08 |
| Rio Grande do Norte | 83 | R$ 14.484,11 |
| São Paulo | 152 | R$ 13.974,74 |
| Tocantins | 56 | R$ 13.974,74 |
| Alagoas | 38 | R$ 13.944,20 |
| Santa Catarina | 139 | R$ 13.913,65 |
| Pernambuco | 116 | R$ 13.913,65 |
| Goiás | 67 | R$ 13.913,65 |
| Piauí | 42 | R$ 13.913,65 |
| Rondônia | 32 | R$ 13.913,65 |
| Espírito Santo | 74 | R$ 13.503,10 |
| Minas Gerais | 344 | R$ 13.424,34 |
| Rio Grande do Sul | 300 | R$ 13.394,99 |
| Paraíba | 123 | R$ 13.365,64 |
| Mato Grosso do Sul | 67 | R$ 13.365,64 |
| Rio de Janeiro | 207 | R$ 12.895,62 |
| Ceará | 107 | R$ 12.839,24 |
| Bahia | 105 | R$ 12.839,24 |
| Maranhão | 60 | R$ 12.360,64 |
| Amazonas | 86 | R$ 12.333,56 |
| Pará | 137 | R$ 12.033,53 |
| Paraná | 200 | R$ 11.899,83 |
| Mato Grosso | 56 | R$ 11.899,83 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 1.867 registros (38,7%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.
E no setor privado?
São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.
| De onde vem | Jornada | P10 | Mediana |
|---|---|---|---|
| Serviço público, quem já está no cargo |
40h | R$ 8.289 | R$ 13.914 |
| Setor privado, salário de admissão |
41 a 44h | R$ 2.015 | R$ 3.536 |
| Setor privado, salário de admissão |
40h | R$ 2.795 | R$ 5.297 |
P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 4.893 registros, de 4.911 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.
Salário de administrador no setor privado, jornada por jornada →
Como se chega nesse cargo
- A entrada é por concurso público de provas ou de provas e títulos. Nas universidades federais, a lei exige curso superior em Administração.
- A profissão de administrador é privativa de bacharel em Administração, e a lei diz que o diploma é obrigatório pra cargos técnicos de administração no serviço público, sem dispensar o concurso.
- A exigência de registro no Conselho Regional de Administração depende do edital de cada concurso.
Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 4.769/1965, arts. 3º e 4º. Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- ADMINISTRADOR — Governo federal, 4.880 pessoas
- ADMINISTRADOR – NS — Governo federal, 25 pessoas
- ADMINISTRADOR I — Governo federal, 4 pessoas
- ADMINISTRADOR II — Governo federal, 3 pessoas
- ADMINISTRADOR DE AREA — Estado de São Paulo, 2 pessoas
- ADMINISTRADOR — Estado de São Paulo, 1 pessoa
Perguntas frequentes
Quanto ganha um administrador no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.913,65, entre 4.908 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.431,14 e R$ 16.339,69. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto ganha um administrador no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 7.303,04, entre 3 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 6.387,45 e R$ 13.034,68. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 16.679,72.
Quanto sobra do salário de um administrador depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.969,26 em jul/2026 — na mediana, 74% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um administrador ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Superintendência da Zona Franca de Manaus: R$ 19.252,19, entre 39 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 13.953,01) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.913,65) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?