Remuneração / Cargos / Engenheiro
Em jul/2026 e ago/2026, quem ocupa cargos de Engenheiro no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 16.474,98 e mediana de R$ 15.080,05, entre 4.591 registros de 3 esferas de governo.
Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana caiu R$ 356,96 (−2,3%) entre quem ocupa cargos de engenheiro. O número de registros caiu em 2.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 9.068,30) ao P90 (R$ 23.243,51): entre quem ocupa cargos de engenheiro, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); nas outras esferas, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | Período | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|---|
| Governo federal | jul/2026 | 3.531 | R$ 14.706,38 | R$ 14.456,98 | 0% |
| Estado de São Paulo | jul/2026 | 1.059 | R$ 22.360,53 | R$ 18.907,69 | −7,1% |
| Prefeitura de São Paulo | ago/2026 | 1 | R$ 28.615,94 | R$ 28.615,94 | +19% * |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 23.505,99. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
* Variação de mais de 15% num mês raramente é reajuste ou corte: folha pública tem décimo terceiro, terço de férias e pagamento de atrasados, e qualquer um deles move o mês inteiro. Vale para Prefeitura de São Paulo — compare os dois meses antes de tratar como aumento ou perda.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Governo federal | 40 horas * | 3.515 | R$ 14.484,11 |
| 30 horas | 12 | R$ 10.773,39 | |
| Estado de São Paulo | 40 horas * | 1.029 | R$ 18.920,68 |
| 44 horas | 21 | R$ 19.656,02 | |
| 30 horas | 9 | R$ 11.089,10 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 2.382 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.233,37, para uma bruta mediana de R$ 13.974,74 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 74% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum; a Prefeitura de São Paulo não publica a remuneração líquida. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário muda tanto de um lugar pra outro
Esta página junta engenheiros de universidades federais, de órgãos federais e do Estado de São Paulo, incluindo empresas estatais. São regimes de trabalho e planos de pagamento diferentes.
- Nas universidades e institutos federais, o cargo é Engenheiro/área, no nível mais alto (E) da carreira dos técnico-administrativos em educação. A remuneração é vencimento mais Incentivo à Qualificação, que cresce com especialização, mestrado e doutorado.
- Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
- No DNIT, o rótulo “Engenheiro” é de um plano especial antigo, com vencimento e gratificações. Quando esses cargos vagam, viram cargos da carreira de infraestrutura de transportes do órgão, que tem outro nome e desde 2025 é paga por subsídio.
- No Estado de São Paulo, o engenheiro das secretarias e autarquias está numa série de seis classes, de I a VI, com ingresso sempre na classe I e promoção anual por antiguidade e merecimento. A remuneração é vencimento mais adicional por tempo e sexta-parte.
- Parte dos engenheiros estaduais desta página trabalha em empresas do Estado, como CPTM e CETESB, que contratam pela CLT e têm planos de salários próprios. Os rótulos com nome de área, como projetos ou manutenção, vêm desses planos.
- O piso salarial do engenheiro previsto em lei federal não vale para servidor estatutário: sua aplicação a esses servidores foi suspensa em 1971, depois de decisão do STF. Ele alcança quem é contratado pela CLT, como os empregados das estatais.
Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 11.171/2005 (DNIT), LC 439/1985 (SP), art. 1º, LC 540/1988 (SP), Lei 7.861/1992 (SP), art. 11, Lei 118/1973 (SP), Lei 4.950-A/1966, Resolução do Senado 12/1971, Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Média |
|---|---|---|
| Depart.estradas Rodagem DER | 45 | R$ 55.773,58 |
| Sec.meio Amb. Infra.logist. | 104 | R$ 34.077,62 |
| Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes | 57 | R$ 25.982,65 |
| C.P.trens Metropolitanos-CPTM | 189 | R$ 19.996,08 |
| Comp.metropolitano S.P.-METRO | 247 | R$ 19.891,37 |
| CETESB-cia.ambiental Est.S.P. | 297 | R$ 19.817,25 |
| Fundação Nacional de Saúde | 32 | R$ 19.121,87 |
| Comando da Marinha | 83 | R$ 18.764,61 |
| Superintendência da Zona Franca de Manaus | 64 | R$ 18.159,85 |
| Min da Integ e do Desenv Regional | 34 | R$ 17.768,19 |
| Governo do Ex-Território Federal de Rondônia | 42 | R$ 17.596,72 |
| Ministério da Saúde | 31 | R$ 17.388,83 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”. Nos órgãos do Estado de São Paulo, a média é do salário do mês; nos federais, da remuneração bruta. A Prefeitura de São Paulo fica fora deste ranking porque publica a unidade de lotação — hospital, escola — e não o órgão, o que não é comparável com um ministério ou uma secretaria.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 11.403,42 (Roraima) a R$ 15.007,88 (Goiás). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Goiás | 53 | R$ 15.007,88 |
| Rio Grande do Norte | 111 | R$ 14.829,02 |
| Ceará | 107 | R$ 14.829,02 |
| Pernambuco | 111 | R$ 14.028,16 |
| Paraná | 82 | R$ 13.944,20 |
| Minas Gerais | 287 | R$ 13.913,65 |
| Rio Grande do Sul | 222 | R$ 13.913,65 |
| Santa Catarina | 125 | R$ 13.913,65 |
| Paraíba | 111 | R$ 13.913,65 |
| Rio de Janeiro | 263 | R$ 13.887,59 |
| Pará | 130 | R$ 13.883,41 |
| Tocantins | 30 | R$ 13.673,37 |
| Amazonas | 48 | R$ 13.668,99 |
| Piauí | 34 | R$ 13.394,99 |
| Mato Grosso | 48 | R$ 13.365,64 |
| Mato Grosso do Sul | 47 | R$ 13.365,64 |
| Maranhão | 38 | R$ 13.255,31 |
| Alagoas | 34 | R$ 12.992,11 |
| Bahia | 65 | R$ 12.895,62 |
| Distrito Federal | 423 | R$ 12.839,24 |
| Espírito Santo | 57 | R$ 12.839,24 |
| São Paulo | 69 | R$ 11.899,83 |
| Roraima | 38 | R$ 11.403,42 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 923 registros (26,7%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.
E no setor privado?
São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.
| De onde vem | Jornada | P10 | Mediana |
|---|---|---|---|
| Serviço público, quem já está no cargo |
40h | R$ 9.068 | R$ 15.095 |
| Setor privado, salário de admissão |
41 a 44h | R$ 3.500 | R$ 10.775 |
| Setor privado, salário de admissão |
40h | R$ 6.887 | R$ 12.100 |
P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 4.545 registros, de 4.587 que declaram jornada. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.
Salário de engenheiro no setor privado, jornada por jornada →
Como se chega nesse cargo
- No serviço público, a entrada é por concurso público de provas ou de provas e títulos. Nas empresas estatais, a lei manda contratar por processo seletivo.
- É exigido diploma de engenharia na área do edital. Pra exercer a profissão, o engenheiro precisa de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).
- No Estado de São Paulo, o ingresso nas secretarias e autarquias é sempre na classe I da série de engenheiro.
Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 5.194/1966, art. 55, LC 439/1985 (SP), art. 1º, Lei 7.861/1992 (SP), art. 11. Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- ENGENHEIRO-AREA — Governo federal, 1.984 pessoas
- ENGENHEIRO — Governo federal, 665 pessoas
- ENGENHEIRO AGRONOMO — Governo federal, 417 pessoas
- ENGENHEIRO DE SEG DO TRABALHO — Governo federal, 239 pessoas
- ENGENHEIRO — Estado de São Paulo, 205 pessoas
- ENGENHEIRO I — Estado de São Paulo, 134 pessoas
- ENGENHEIRO VI — Estado de São Paulo, 127 pessoas
- ENGENHEIRO DE TECNOLOGIA MILITAR — Governo federal, 99 pessoas
Este cargo, órgão por órgão
Perguntas frequentes
Quanto ganha um engenheiro no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 14.456,98, entre 3.531 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.431,14 e R$ 17.536,32. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto ganha um engenheiro no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 18.907,69, entre 1.059 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 14.670,12 e R$ 23.809,40. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 23.505,99.
Quanto ganha um engenheiro na Prefeitura de São Paulo?
Em ago/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo na Prefeitura de São Paulo foi de R$ 28.615,94, entre 1 pessoa. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 28.615,94 e R$ 28.615,94. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto sobra do salário de um engenheiro depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.233,37 em jul/2026 — na mediana, 74% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um engenheiro ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior média ficou com Depart.estradas Rodagem DER: R$ 55.773,58 de salário do mês, entre 45 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 16.474,98) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 15.080,05) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?