Remuneração / Cargos / Auxiliar de serviços gerais
Em jul/2026, quem ocupa cargos de Auxiliar de serviços gerais no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 4.191,68 e mediana de R$ 3.911,19, entre 4.688 registros de 2 esferas de governo.
Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana subiu R$ 2,08 (+0,1%) entre quem ocupa cargos de auxiliar de serviços gerais. O número de registros caiu em 73.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 2.897,71) ao P90 (R$ 6.018,11): entre quem ocupa cargos de auxiliar de serviços gerais, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|
| Estado de São Paulo | 4.115 | R$ 3.877,66 | R$ 3.801,20 | +0,2% |
| Governo federal | 573 | R$ 6.446,77 | R$ 6.206,60 | −0,1% |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 4.283,13. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes, e no Estado de São Paulo isso muda muito o número: quem tem 40 horas tem mediana de R$ 3.894,44 e quem tem 30 horas, R$ 3.610,53 — uma diferença para a mesma função. São as duas jornadas com mais gente no cargo.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Estado de São Paulo | 40 horas * | 3.113 | R$ 3.894,44 |
| 30 horas | 993 | R$ 3.610,53 | |
| 36 horas | 9 | R$ 3.018,19 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 196 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 4.991,60, para uma bruta mediana de R$ 6.091,30 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 84% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra
Nas duas esferas, o auxiliar de serviços gerais é um cargo em extinção: quem aparece aqui entrou há muitos anos, e novas vagas não são abertas.
- No Estado de São Paulo, o cargo é a classe de nível elementar do plano geral de cargos (LC 1.080/2008), que reuniu funções antigas como vigia, telefonista, recepcionista e trabalhador braçal. Desde 2008 os cargos vagos foram extintos e os ocupados acabam quando vagarem.
- No Estado, o auxiliar tem uma única referência e nenhuma promoção prevista em lei. Pode subir de grau por avaliação de desempenho, com interstício de dois anos e limite de uma parcela da classe por ano. Sobre o vencimento entram o adicional por tempo de serviço e a sexta-parte.
- No governo federal, o cargo entrou em extinção em 1998 (Lei 9.632/1998), e suas atividades passaram a poder ser terceirizadas. Os ocupantes mantêm os direitos, inclusive promoção, até o cargo vagar.
- O plano federal depende do órgão. No plano geral do Executivo, o nível auxiliar recebe uma gratificação de desempenho em pontos e uma gratificação específica de nível auxiliar. Por isso o mesmo nome de cargo pode ter remunerações diferentes.
Fontes: LC 1.080/2008 (SP), Lei 9.632/1998, Lei 11.357/2006. Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Média |
|---|---|---|
| Fundação Nacional do Índio | 57 | R$ 8.755,82 |
| Fundação Nacional de Saúde | 50 | R$ 5.779,65 |
| Ministério da Saúde | 291 | R$ 5.586,95 |
| Secret. Fazenda Planejamento | 57 | R$ 4.902,19 |
| Secretaria Adm.Penitenciária | 63 | R$ 4.873,34 |
| Procuradoria Geral do Estado | 38 | R$ 4.559,78 |
| HC Fac Medicina Rib Preto USP | 164 | R$ 4.136,90 |
| Sec.meio Amb. Infra.logist. | 198 | R$ 4.076,27 |
| Secr.agricultura Abastecimento | 109 | R$ 4.000,72 |
| Secretaria da Saúde | 1.949 | R$ 3.955,56 |
| Secretaria Segurança Pública | 174 | R$ 3.739,29 |
| Depart.estradas Rodagem DER | 590 | R$ 3.727,19 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”. Nos órgãos do Estado de São Paulo, a média é do salário do mês; nos federais, da remuneração bruta.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 6.174,77 (Pará) a R$ 8.234,64 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Distrito Federal | 56 | R$ 8.234,64 |
| Pernambuco | 35 | R$ 6.784,18 |
| Pará | 34 | R$ 6.174,77 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 309 registros (71,2%) ficam fora desta tabela, porque a fonte não informa a UF de exercício deles.
E no setor privado?
São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.
| De onde vem | Jornada | P10 | Mediana |
|---|---|---|---|
| Serviço público, quem já está no cargo |
40h | R$ 2.901 | R$ 4.036 |
| Serviço público, quem já está no cargo |
30h | R$ 2.898 | R$ 3.611 |
| Setor privado, salário de admissão |
41 a 44h | R$ 1.596 | R$ 1.731 |
| Setor privado, salário de admissão |
40h | R$ 1.506 | R$ 1.649 |
P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 3.686 registros e 30h tem 993 registros, de 4.688 que declaram jornada; a de 40h é 100% do Estado de São Paulo e a de 30h é 100% do Estado de São Paulo. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.
Salário de auxiliar de serviços gerais no setor privado, jornada por jornada →
Como se chega nesse cargo
- Hoje não há concurso para esse cargo em nenhuma das duas esferas: o Estado extinguiu as vagas em 2008 e a União, em 1998.
- Os serviços gerais nessas administrações são feitos hoje, em boa parte, por empresas contratadas. No Hospital das Clínicas da USP, o pessoal novo é contratado pela CLT, por concurso.
Fontes: LC 1.080/2008 (SP), Lei 9.632/1998, LC 1.160/2011 (SP), art. 17. Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- AUXILIAR SERV.GERAIS — Estado de São Paulo, 4.155 pessoas
- AUXILIAR DE SERVICOS GERAIS — Governo federal, 291 pessoas
- AUX DE SERVICOS GERAIS — Governo federal, 169 pessoas
- AUX DE SERVICOS GERAIS – NI — Governo federal, 55 pessoas
- AUXILIAR DE SERVICOS GERAIS – CVM — Governo federal, 15 pessoas
- AUXILIAR DE SERV GERAIS — Governo federal, 12 pessoas
- AUXILIAR DE SERVICOS GERAIS – NA — Governo federal, 12 pessoas
- AGENTE DE SERVICOS GERAIS — Governo federal, 8 pessoas
Este cargo, órgão por órgão
- Auxiliar Serv.gerais na Sec.meio Amb. Infra.logist.
- Auxiliar Serv.gerais na Secr.agricultura Abastecimento
- Auxiliar Serv.gerais na Secretaria da Saúde
- Auxiliar Serv.gerais na Secretaria Segurança Pública
- Auxiliar Serv.gerais no Depart.estradas Rodagem DER
- Auxiliar Serv.gerais no HC Fac Medicina Rib Preto USP
- Auxiliar Serv.gerais no Hosp.clin.fac.med.USP-HCFMUSP
- Auxiliar Serv.gerais no Inst.as.med.ser.pub.est IAMSPE
Perguntas frequentes
Quanto ganha um auxiliar de serviços gerais no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 3.801,20, entre 4.115 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 3.256,59 e R$ 4.376,26. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 4.283,13.
Quanto ganha um auxiliar de serviços gerais no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 6.206,60, entre 573 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.138,25 e R$ 7.267,13. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto sobra do salário de um auxiliar de serviços gerais depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 4.991,60 em jul/2026 — na mediana, 84% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um auxiliar de serviços gerais ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior média ficou com Fundação Nacional do Índio: R$ 8.755,82 de remuneração bruta, entre 57 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 4.191,68) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 3.911,19) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?