Remuneração / Cargos / Professor universitário
Em jul/2026, quem ocupa cargos de Professor universitário no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 18.185,56 e mediana de R$ 17.572,92, entre 100.276 registros de 2 esferas de governo.
Carreiras próximas, com página própria: Professor da educação básica (mediana R$ 7.340), Professor de ensino técnico (mediana R$ 16.531).
Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 17.572,92 entre quem ocupa cargos de professor universitário. O número de registros subiu em 565.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 6.157,29) ao P90 (R$ 26.878,80): entre quem ocupa cargos de professor universitário, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|
| Governo federal | 95.679 | R$ 18.540,88 | R$ 18.150,48 | 0% |
| Estado de São Paulo | 4.597 | R$ 10.790,23 | R$ 9.374,02 | −2,1% |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 9.554,08. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes, e no governo federal isso muda muito o número: quem tem 40 horas tem mediana de R$ 7.555,50 e quem tem 20 horas, R$ 4.238,14 — cerca de 78% a mais para a mesma função. São as duas jornadas com mais gente no cargo.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Governo federal | Dedicação exclusiva * | 80.264 | R$ 21.347,73 |
| 40 horas | 10.016 | R$ 7.555,50 | |
| 20 horas | 5.399 | R$ 4.238,14 | |
| Estado de São Paulo | 40 horas * | 4.491 | R$ 9.331,56 |
| 20 horas | 65 | R$ 10.477,70 | |
| 30 horas | 19 | R$ 25.859,12 | |
| 36 horas | 14 | R$ 20.753,76 | |
| 12 horas | 7 | R$ 4.810,81 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 68.840 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 13.734,90, para uma bruta mediana de R$ 18.743,39 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 73% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra
Quase todos os professores desta página são do governo federal. No Estado de São Paulo o grupo é outro: a maior parte dá aula nas Fatecs, do Centro Paula Souza, e uma parte menor na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).
- Governo federal: a carreira do Magistério Superior (Lei 12.772/2012) paga vencimento básico mais a Retribuição por Titulação, que cresce com o título — aperfeiçoamento, especialização, mestrado ou doutorado. Desde 2025 são quatro classes, de A a D (Titular), e o professor sobe de nível por avaliação a cada dois anos.
- O regime de trabalho pesa tanto quanto o título. A regra é 40 horas com dedicação exclusiva, e existe também o de 20 horas; vencimento e retribuição por titulação têm tabelas diferentes para cada regime.
- Os professores substitutos e visitantes, que aparecem com rótulo próprio no portal, são contratados por tempo determinado (Lei 8.745/1993). O substituto só cobre falta de professor efetivo e nunca tem dedicação exclusiva.
- Estado de São Paulo: o professor de ensino superior do Centro Paula Souza é empregado pela CLT, num plano com referências ligadas à titulação e graus ligados a tempo e avaliação (LC 1.044/2008). Na FAMERP a carreira é estatutária, com os cargos de Professor Assistente Mestre, Adjunto Doutor e Titular e regimes de 20, 30 ou 40 horas (LC 1.042/2008).
Fontes: Lei 12.772/2012, Lei 8.745/1993, LC 1.044/2008 (SP), LC 1.042/2008 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Média |
|---|---|---|
| Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais | 46 | R$ 25.270,32 |
| Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca | 72 | R$ 23.372,78 |
| Comando do Exército | 80 | R$ 22.384,57 |
| Instituto Federal do Maranhão | 79 | R$ 22.161,22 |
| Fundação Universidade de Brasília | 2.785 | R$ 21.497,55 |
| Instituto Federal da Bahia | 45 | R$ 20.826,52 |
| Univer. Federal do Agreste de Pernambuco | 193 | R$ 20.754,01 |
| Ministério da Educação | 39 | R$ 20.677,65 |
| Universidade Federal de Santa Maria – RS | 1.904 | R$ 20.612,34 |
| Fac.med.S.J.rio Preto FAMERP | 220 | R$ 20.522,89 |
| Universidade Federal de Viçosa – MG | 1.207 | R$ 20.292,49 |
| Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro | 1.271 | R$ 20.090,41 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”. Nos órgãos do Estado de São Paulo, a média é do salário do mês; nos federais, da remuneração bruta.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 13.753,96 (Roraima) a R$ 20.674,61 (Rio Grande do Sul). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Rio Grande do Sul | 7.459 | R$ 20.674,61 |
| Paraíba | 3.542 | R$ 20.674,61 |
| Distrito Federal | 2.749 | R$ 20.674,61 |
| Santa Catarina | 2.559 | R$ 20.674,61 |
| Espírito Santo | 1.586 | R$ 20.674,61 |
| Minas Gerais | 11.558 | R$ 19.290,88 |
| Paraná | 4.146 | R$ 18.278,75 |
| Sergipe | 1.495 | R$ 17.935,89 |
| São Paulo | 3.513 | R$ 17.662,21 |
| Rio de Janeiro | 8.926 | R$ 17.116,46 |
| Pernambuco | 3.955 | R$ 16.877,23 |
| Rio Grande do Norte | 2.823 | R$ 16.877,23 |
| Goiás | 2.298 | R$ 16.877,23 |
| Mato Grosso do Sul | 1.824 | R$ 16.877,23 |
| Mato Grosso | 1.677 | R$ 16.877,23 |
| Ceará | 2.578 | R$ 16.821,15 |
| Bahia | 4.256 | R$ 16.073,55 |
| Pará | 3.546 | R$ 16.073,55 |
| Piauí | 1.654 | R$ 16.073,55 |
| Alagoas | 1.502 | R$ 16.073,55 |
| Tocantins | 989 | R$ 16.073,55 |
| Maranhão | 1.725 | R$ 15.964,45 |
| Rondônia | 720 | R$ 15.388,27 |
| Amazonas | 1.506 | R$ 15.308,15 |
| Acre | 691 | R$ 14.579,19 |
| Amapá | 560 | R$ 14.579,19 |
| Roraima | 540 | R$ 13.753,96 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 15.302 registros (16,0%) ficam fora desta tabela, porque a fonte não informa a UF de exercício deles.
Como se chega nesse cargo
- Governo federal: concurso público de provas e títulos, sempre no primeiro nível da classe A. A lei exige o título de doutor, e a universidade pode dispensar a exigência em área com falta de doutores.
- Substitutos e visitantes entram por processo seletivo simplificado, não por concurso; o visitante pode ser escolhido só pela análise do currículo.
- Estado de São Paulo: no Centro Paula Souza, concurso público para emprego pela CLT. Na FAMERP, concurso de provas e títulos para cada cargo, com mestrado, doutorado ou livre-docência, conforme o cargo.
Fontes: Lei 12.772/2012, Lei 8.745/1993, LC 1.044/2008 (SP), LC 1.042/2008 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR — Governo federal, 87.507 pessoas
- PROFESSOR MAGISTERIO SUPERIOR-SUBSTITUTO — Governo federal, 7.499 pessoas
- PROFESSOR DE ENSINO SUPERIOR — Estado de São Paulo, 4.342 pessoas
- PROFESSOR MAGISTERIO SUPERIOR -VISITANTE — Governo federal, 780 pessoas
- PROFESSOR TITULAR-LIVRE MAG SUPERIOR — Governo federal, 112 pessoas
- PROF.ADJUNTO IV-D — Estado de São Paulo, 107 pessoas
- PROFESSOR MAGISTERIO SUPERIOR-TEMPORARIO — Governo federal, 44 pessoas
- PROF. ADJUNTO DOUTOR – RTI — Estado de São Paulo, 37 pessoas
Este cargo, órgão por órgão
- Prof.adjunto Iv-d na Fac.med.S.J.rio Preto FAMERP
- Professor de Ensino Superior no Ctro.est.ed.tec.”P.so” CEETEPS
Perguntas frequentes
Quanto ganha um professor universitário no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 18.150,48, entre 95.679 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 13.870,61 e R$ 23.933,44. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto ganha um professor universitário no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 9.374,02, entre 4.597 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.387,84 e R$ 15.390,37. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 9.554,08.
Quanto sobra do salário de um professor universitário depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 13.734,90 em jul/2026 — na mediana, 73% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um professor universitário ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior média ficou com Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais: R$ 25.270,32 de remuneração bruta, entre 46 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 18.185,56) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 17.572,92) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?