Quanto ganha um nutricionista concursado

Remuneração / Cargos / Nutricionista

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Nutricionista no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 13.581,98 e mediana de R$ 13.686,54, entre 1.286 registros de 2 esferas de governo.

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 1.286Atualizado em

Média
R$ 13.581,98
Mediana
R$ 13.686,54
Registros
1.286
Mediana vs. mês anterior
+0%

Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana subiu R$ 2,61 (+0%) entre quem ocupa cargos de nutricionista. O número de registros subiu em 6.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 8.288,65) ao P90 (R$ 18.071,23): entre quem ocupa cargos de nutricionista, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 1.268 R$ 13.673,58 R$ 13.835,71 +0,6%
Estado de São Paulo 18 R$ 7.129,46 R$ 6.944,97 −0,9%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 8.472,74. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 1.251 R$ 13.913,65
30 horas 9 R$ 9.671,71
20 horas 8 R$ 7.847,35

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 976 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.996,78, para uma bruta mediana de R$ 13.809,69 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 74% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário varia entre nutricionistas

A maior parte dos nutricionistas desta página trabalha em universidades e institutos federais. Outro grupo está no Ministério da Saúde, em outra carreira.

  • Universidades e institutos federais. O cargo é Nutricionista/habilitação, no nível mais alto (E) da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005). Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem tem escolaridade acima da exigida (especialização, mestrado ou doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento.
  • Desde abril de 2026, a lei permite que a universidade ou o instituto reconheça a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • No Ministério da Saúde, o cargo está em outra carreira federal, a da Previdência, da Saúde e do Trabalho, que paga vencimento mais a GDPST, com até 20 pontos pela avaliação individual e até 80 pelas metas do órgão.
  • No Estado de São Paulo, os nutricionistas da Fundação CASA, a antiga FEBEM, são contratados pela CLT. O plano de cargos da fundação divide os cargos permanentes em três classes (I, II e III), cada uma com seis faixas salariais, e a mudança de faixa e de classe depende de avaliação de competências. É daí que vêm os rótulos I, II e III.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 15.367/2026, Lei 11.355/2006, Lei 185/1973 (SP), art. 13, Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação CASA (enviado à Alesp em 2021). Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Órgão No cargo Bruta média
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 42 R$ 15.792,84
Universidade Federal da Paraíba 33 R$ 14.891,97
Universidade Federal de Pernambuco 32 R$ 14.891,40
Universidade Federal da Bahia 30 R$ 14.851,78
Universidade Federal do Rio de Janeiro 74 R$ 14.698,68
Universidade Federal Fluminense – RJ 51 R$ 14.042,14
Ministério da Saúde 129 R$ 12.103,05

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 11.691,91 (Paraná) a R$ 14.915,87 (Paraíba). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Paraíba 46 R$ 14.915,87
Piauí 31 R$ 14.829,02
Minas Gerais 115 R$ 14.435,12
Rio Grande do Norte 60 R$ 14.056,74
Rio Grande do Sul 62 R$ 13.913,65
Pernambuco 50 R$ 13.913,65
Santa Catarina 32 R$ 13.900,62
Distrito Federal 54 R$ 13.893,23
Pará 41 R$ 13.777,64
São Paulo 48 R$ 13.683,92
Rio de Janeiro 244 R$ 12.913,37
Bahia 75 R$ 12.895,62
Ceará 45 R$ 12.333,56
Paraná 31 R$ 11.691,91

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 169 registros (15,3%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 8.401 R$ 13.802
Setor privado,
salário de admissão
41 a 44h R$ 2.500 R$ 4.000
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 2.549 R$ 4.300

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 1.268 registros, de 1.285 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de nutricionista no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Nas universidades e institutos federais, a entrada é por concurso público de cada instituição, no padrão inicial do nível E, com exigência de curso superior em Nutrição.
  • A designação e o exercício da profissão são privativos de quem tem diploma de graduação em Nutrição, registrado no MEC, e inscrição no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 8.234/1991, art. 1º. Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • NUTRICIONISTA-HABILITACAO — Governo federal, 1.116 pessoas
  • NUTRICIONISTA — Governo federal, 150 pessoas
  • NUTRICIONISTA II — Estado de São Paulo, 7 pessoas
  • NUTRICIONISTA III — Estado de São Paulo, 6 pessoas
  • NUTRICIONISTA I — Estado de São Paulo, 4 pessoas
  • NUTRICIONISTA – 40H — Governo federal, 2 pessoas
  • NUTRICIONISTA — Estado de São Paulo, 2 pessoas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um nutricionista no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.835,71, entre 1.268 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.001,56 e R$ 16.069,92. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um nutricionista no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 6.944,97, entre 18 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.776,93 e R$ 8.626,85. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 8.472,74.

Quanto sobra do salário de um nutricionista depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.996,78 em jul/2026 — na mediana, 74% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um nutricionista ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Universidade Federal do Rio Grande do Norte: R$ 15.792,84, entre 42 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 13.581,98) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.686,54) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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