Quanto ganha um técnico de laboratório

Remuneração / Cargos / Técnico de laboratório

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Técnico de laboratório no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 8.052,81 e mediana de R$ 8.188,84, entre 12.006 registros de 2 esferas de governo.

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 12.006Atualizado em

Média
R$ 8.052,81
Mediana
R$ 8.188,84
Registros
12.006
Mediana vs. mês anterior
igual

Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 8.188,84 entre quem ocupa cargos de técnico de laboratório. O número de registros subiu em 25.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 4.481,89) ao P90 (R$ 11.194,38): entre quem ocupa cargos de técnico de laboratório, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 11.069 R$ 8.333,93 R$ 8.471,42 0%
Estado de São Paulo 937 R$ 4.731,87 R$ 4.164,42 −0,1%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 4.731,87. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 10.856 R$ 8.487,33
30 horas 154 R$ 6.506,74
20 horas 59 R$ 5.311,46
Estado de São Paulo 20 horas * 513 R$ 4.278,70
Não informada 424 R$ 3.532,47

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. “Não informada” é o que a própria fonte deixa em branco ou zerado — aparece aqui porque omitir daria a impressão de uma cobertura que não temos. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível D), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento de cada padrão e a mediana da bruta que o Portal mostra →

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 8.196 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 6.309,41, para uma bruta mediana de R$ 8.375,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 76% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra

O rótulo é o mesmo, mas o técnico de laboratório de uma universidade federal, o do Ministério da Agricultura e o da saúde estadual estão em carreiras diferentes.

  • Nas universidades e institutos federais, o cargo oficial é Técnico de Laboratório/área, no nível de classificação D da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005). O concurso pode ser feito por área de especialização, definida no edital.
  • Nessa carreira, o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, desde 2025, e recebe o Incentivo à Qualificação quando tem graduação, especialização, mestrado ou doutorado. Laboratórios com equipes mais tituladas e mais antigas puxam a média pra cima.
  • Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • No Ministério da Agricultura, o técnico de laboratório está no plano das atividades técnicas de fiscalização agropecuária (PCTAF, Lei 13.324/2016). Trabalha nos laboratórios oficiais do ministério, com jornada de 40 horas, e parte da remuneração é uma gratificação de desempenho.
  • No Estado de São Paulo, o técnico de laboratório da saúde está na LC 1.157/2011, em nível intermediário. No Hospital das Clínicas da USP, que aparece entre os que mais pagam, o pessoal novo é contratado pela CLT, com plano de remuneração próprio.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 13.324/2016, arts. 47 a 51, LC 1.157/2011 (SP), LC 1.160/2011 (SP), Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 7.207,54 (Roraima) a R$ 9.188,94 (Rio Grande do Sul). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Rio Grande do Sul 754 R$ 9.188,94
Paraíba 475 R$ 8.918,02
Sergipe 171 R$ 8.862,44
Tocantins 96 R$ 8.848,87
Rio Grande do Norte 302 R$ 8.818,75
Mato Grosso 183 R$ 8.689,43
Pernambuco 482 R$ 8.672,44
Minas Gerais 1.533 R$ 8.524,59
Espírito Santo 187 R$ 8.524,59
Santa Catarina 333 R$ 8.487,33
Paraná 519 R$ 8.449,77
São Paulo 641 R$ 8.428,41
Goiás 370 R$ 8.347,18
Piauí 192 R$ 8.153,05
Alagoas 142 R$ 8.153,05
Bahia 308 R$ 8.145,42
Pará 292 R$ 8.145,42
Rio de Janeiro 1.072 R$ 8.137,78
Ceará 371 R$ 8.116,98
Amazonas 201 R$ 8.096,46
Mato Grosso do Sul 334 R$ 8.057,45
Distrito Federal 477 R$ 7.842,45
Maranhão 236 R$ 7.817,27
Amapá 60 R$ 7.817,27
Acre 52 R$ 7.258,90
Roraima 40 R$ 7.207,54

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 1.219 registros (11,0%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 5.230 R$ 8.487
Setor privado,
salário de admissão
41 a 44h R$ 1.651 R$ 2.236
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 1.621 R$ 2.750

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 10.856 registros, de 11.582 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de técnico de laboratório no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • A entrada é por concurso público. Nas universidades federais a exigência é ensino médio profissionalizante, ou ensino médio completo mais curso técnico; no Ministério da Agricultura, ensino médio técnico, com a habilitação específica definida no edital.
  • No Estado de São Paulo, a exigência é ensino médio ou curso técnico profissionalizante de nível equivalente, com requisitos específicos no edital.
  • Registro em conselho profissional depende da área do edital: por exemplo, quando a área é química, o técnico precisa de registro no Conselho Regional de Química.

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 13.324/2016, arts. 47 a 51, LC 1.157/2011 (SP), LC 1.160/2011 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • TECNICO DE LABORATORIO AREA — Governo federal, 10.340 pessoas
  • TECNICO DE LABORATORIO — Estado de São Paulo, 940 pessoas
  • TECNICO DE LABORATORIO — Governo federal, 669 pessoas
  • TECNICO EM LABORATORIO – NI — Governo federal, 21 pessoas
  • TECNICO EM LABORATORIO — Governo federal, 15 pessoas
  • TECNICO DE LABORATORIO – NI — Governo federal, 11 pessoas
  • TECNICO EM LABORATORIO – NA — Governo federal, 10 pessoas
  • TECNICO DE LABORATORIO – DEC JUDICIAL — Governo federal, 6 pessoas

Este cargo, órgão por órgão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de laboratório no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 8.471,42, entre 11.069 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 6.698,36 e R$ 9.836,06. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um técnico de laboratório no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 4.164,42, entre 937 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 3.302,48 e R$ 4.734,29. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 4.731,87.

Quanto sobra do salário de um técnico de laboratório depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 6.309,41 em jul/2026 — na mediana, 76% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um técnico de laboratório ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 11.686,06, entre 212 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 8.052,81) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 8.188,84) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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