Quanto ganha um bibliotecário concursado

Remuneração / Cargos / Bibliotecário

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Bibliotecário no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 13.663,42 e mediana de R$ 13.974,74, entre 3.401 registros de 2 esferas de governo.

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 3.401Atualizado em

Média
R$ 13.663,42
Mediana
R$ 13.974,74
Registros
3.401
Mediana vs. mês anterior
+0,4%

Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana subiu R$ 61,09 (+0,4%) entre quem ocupa cargos de bibliotecário. O número de registros subiu em 19.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 8.982,25) ao P90 (R$ 17.359,49): entre quem ocupa cargos de bibliotecário, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 3.393 R$ 13.672,02 R$ 13.974,74 +0,4%
Estado de São Paulo 8 R$ 10.015,98 R$ 7.939,00 +38,1% *

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 8.135,96. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

* Variação de mais de 15% num mês raramente é reajuste ou corte: folha pública tem décimo terceiro, terço de férias e pagamento de atrasados, e qualquer um deles move o mês inteiro. Vale para Estado de São Paulo — compare os dois meses antes de tratar como aumento ou perda.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 2.703 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.798,11, para uma bruta mediana de R$ 13.913,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 71% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário varia entre bibliotecários

Quase todos os bibliotecários desta página estão em universidades e institutos federais, na mesma carreira.

  • O cargo é Bibliotecário-Documentalista, no nível mais alto (E) da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005).
  • Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem tem especialização, mestrado ou doutorado recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento.
  • Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • Os bibliotecários estaduais desta página trabalham em fundações do Estado de São Paulo que contratam pela CLT, com planos de cargos próprios. Os rótulos júnior, pleno e sênior vêm desses planos.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 9.849/1967 (SP), art. 7º, Lei 6.472/1989 (SP), art. 13, Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 12.333,56 (Sergipe) a R$ 14.484,11 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Distrito Federal 112 R$ 14.484,11
Santa Catarina 98 R$ 14.452,07
Paraíba 109 R$ 14.189,73
Rio Grande do Norte 89 R$ 13.974,74
Espírito Santo 75 R$ 13.974,74
Minas Gerais 296 R$ 13.944,20
Pernambuco 122 R$ 13.927,15
Rio de Janeiro 363 R$ 13.913,65
Maranhão 90 R$ 13.913,65
Amazonas 68 R$ 13.913,65
Alagoas 35 R$ 13.913,65
Piauí 34 R$ 13.913,65
Rio Grande do Sul 228 R$ 13.424,34
Bahia 135 R$ 13.424,34
São Paulo 97 R$ 13.424,34
Goiás 66 R$ 13.394,99
Ceará 97 R$ 13.112,34
Paraná 121 R$ 12.895,62
Pará 126 R$ 12.839,24
Sergipe 35 R$ 12.333,56

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 860 registros (26,4%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 8.982 R$ 13.975
Setor privado,
salário de admissão
41 a 44h R$ 1.910 R$ 3.436
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 3.000 R$ 4.508

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 3.392 registros, de 3.392 que declaram jornada. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de bibliotecário no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Nas universidades federais, a entrada é por concurso público, e o requisito do cargo é curso superior em Biblioteconomia ou Ciências da Informação.
  • A lei da profissão exige diploma de bacharel em Biblioteconomia pra cargos técnicos de bibliotecário na administração pública, e registro no Conselho Regional de Biblioteconomia pra exercer a profissão.

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 4.084/1962, art. 3º, Lei 9.674/1998. Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • BIBLIOTECARIO-DOCUMENTALISTA — Governo federal, 3.375 pessoas
  • BIBLIOTECARIO — Governo federal, 16 pessoas
  • BIBLIOTECARIO SR — Estado de São Paulo, 3 pessoas
  • BIBLIOTECARIO JUNIOR — Estado de São Paulo, 2 pessoas
  • BIBLIOTECARIO – NA — Governo federal, 1 pessoa
  • BIBLIOTECARIO – NS — Governo federal, 1 pessoa
  • BIBLIOTECARIO — Estado de São Paulo, 1 pessoa
  • BIBLIOTECARIO PL — Estado de São Paulo, 1 pessoa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bibliotecário no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.974,74, entre 3.393 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.847,80 e R$ 15.696,15. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um bibliotecário no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 7.939,00, entre 8 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 5.479,44 e R$ 11.725,30. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 8.135,96.

Quanto sobra do salário de um bibliotecário depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.798,11 em jul/2026 — na mediana, 71% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um bibliotecário ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Fundação Universidade de Brasília: R$ 15.050,06, entre 63 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 13.663,42) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.974,74) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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