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Dados de salário no Brasil: o que cada fonte oficial mede e qual usar

Autor Equipe Ganha QuantoPublicado Atualizado Dado de situação das fontes em 13/10/2026Fonte Documentação oficial do MTE (Novo CAGED e RAIS), do IBGE (PNAD Contínua) e dos portais de transparência — conferida em 13/10/2026

Dados de salário no Brasil: o que cada fonte oficial mede e qual usar

Onde achar informação confiável e atualizada sobre salários no Brasil? Não existe uma fonte única: cada base oficial mede uma coisa. O Novo CAGED mostra o salário de quem foi contratado com carteira assinada. A RAIS mostra a remuneração de quem tinha emprego formal em 31 de dezembro. A PNAD Contínua estima o rendimento de quem trabalha, com ou sem carteira. E os portais de transparência mostram o que cada governo pagou aos seus servidores. Qual usar depende da pergunta.

Salário de quem é contratado com carteira
Novo CAGED
Remuneração de quem já está empregado
RAIS
Remuneração de servidor público
Portais de transparência

Mapa montado a partir da documentação oficial de cada fonte. Ver as fontes que o site carrega →

A tabela resume sete fontes, conferidas nas páginas oficiais em 13 de outubro de 2026.

Fonte e quem publica O que mede Quem cobre Frequência e dado mais recente em 13/10/2026 Onde consultar
Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Admissões e desligamentos, com o salário mensal declarado pelo empregador Trabalhadores regidos pela CLT Mensal; agosto de 2026 Novo CAGED e microdados
RAIS, MTE Vínculos de emprego formal ativos em 31 de dezembro e a remuneração de cada um Vínculos formais de estabelecimentos privados e públicos Anual; ano-base 2025 RAIS 2025
PNAD Contínua, IBGE Rendimento de trabalho, estimado por pesquisa em amostra de domicílios Pessoas ocupadas de 14 anos ou mais: com e sem carteira, domésticos, setor público, empregadores e conta própria Mensal para o Brasil (trimestre de junho a agosto de 2026); trimestral para os estados (2º trimestre de 2026) PNAD Contínua e tabelas no SIDRA
Portal da Transparência, Controladoria-Geral da União Remuneração paga a cada servidor, mês a mês Servidores civis e militares do Executivo federal; aposentados e pensionistas em arquivos próprios Mensal; folha de agosto de 2026 Download de servidores
Portais de estados e municípios (exemplos: Estado e Prefeitura de São Paulo) Remuneração paga a cada servidor, mês a mês Servidores do próprio governo. No Estado de SP: ativos, aposentados e pensionistas. No conjunto de dados abertos da Prefeitura de SP: ativos da administração direta Mensal; Prefeitura de SP, agosto de 2026; Estado de SP, ao menos agosto de 2026 Estado de SP e Prefeitura de SP
Painel de Remuneração dos Magistrados, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Folha de pagamento dos magistrados, enviada por cada tribunal Magistrados de 92 órgãos do Judiciário A cada folha paga; ao menos agosto de 2026 Painel do CNJ
Portal da Transparência do Ministério Público Federal (MPF) Remuneração de membros e servidores, com verbas indenizatórias e remunerações temporárias em colunas que o total bruto não soma Membros e servidores do MPF, ativos e inativos Mensal; ao menos agosto de 2026 Contracheque do MPF

A segunda e a terceira colunas separam as fontes.

Novo CAGED: o salário de quem acabou de ser contratado

O cadastro registra, todo mês, as admissões e as dispensas de trabalhadores regidos pela CLT, declaradas pelo empregador. O valor é o salário de admissão: o salário mensal do contrato de quem está entrando, sem comissão, hora extra nem benefício.

O que não mede. O salário de quem continua no emprego: os registros são de admissão e de desligamento. Servidor estatutário, autônomo e trabalho sem carteira ficam fora.

A armadilha. Ler o número como “o salário da profissão”. Ele é a porta de entrada. E meses já publicados mudam: a nota técnica do ministério explica que declarações feitas fora do prazo entram na série de forma retroativa. O sumário mensal traz médias por setor e por estado; a ocupação está nos microdados.

RAIS: quem já estava empregado em 31 de dezembro

A Relação Anual de Informações Sociais é uma declaração anual, obrigatória para todo estabelecimento, público ou privado. Ela conta os vínculos formais ativos no último dia do ano: 59.970.945 em 2025. Nos resultados do ministério, a remuneração é a de dezembro, o que o trabalhador recebeu no mês, sem o 13º.

O que não mede. O ano corrente: em outubro de 2026, o retrato mais novo é o de dezembro de 2025, sem nenhum reajuste dado depois. Trabalho informal e por conta própria também ficam fora.

A armadilha. Usar a RAIS para salário de servidor. A nota técnica do ano-base 2025 registra 493 entes públicos que não enviaram a remuneração de todo o ano, o que atinge 116.622 vínculos. Entre os militares, nenhum vínculo tem remuneração de dezembro declarada.

PNAD Contínua: o rendimento de quem trabalha, com ou sem carteira

É uma pesquisa do IBGE em amostra de domicílios. Mede o rendimento de trabalho das pessoas ocupadas e, desta lista, é a única que alcança o empregado sem carteira do setor privado e o trabalho por conta própria.

O que a tabela não traz. O rendimento de uma profissão específica. Na divulgação trimestral, a tabela de rendimento por ocupação tem 11 grandes grupos, como “profissionais das ciências e intelectuais”; a ocupação detalhada está nos microdados.

A armadilha. O número “mensal” não é do mês. Segundo o IBGE, o indicador divulgado todo mês descreve o trimestre móvel que termina naquele mês, e só para o Brasil; os estados saem na divulgação trimestral. O valor é um rendimento médio e, por vir de amostra, é uma estimativa.

Portais de transparência: o que o governo pagou a cada servidor

A fonte é a folha que cada governo publica.

O que não medem. A folha de outro governo. No federal, as bases de servidores são as do Executivo: SIAPE, comandos militares e Banco Central.

A armadilha. Comparar portais como se as colunas fossem iguais. “Bruto” não quer dizer a mesma coisa em todos, e um mês com 13º, férias ou acerto de atrasados não é um mês típico. O caminho, portal por portal, está no guia de onde encontrar o salário de um servidor.

Magistrados e MPF: fontes próprias

O painel do CNJ reúne a folha dos magistrados que cada tribunal envia, e a responsabilidade pelo dado é do tribunal. Um cuidado: aposentados e pensionistas vêm junto com os ativos, sem marca padronizada que os separe.

No portal do MPF, a planilha de remuneração tem colunas próprias para verbas indenizatórias e remunerações temporárias, e o “Total de Rendimentos Brutos” não soma nenhuma das duas; outra planilha abre as indenizatórias rubrica por rubrica. E ele não traz os Ministérios Públicos dos estados.

E o eSocial e a CBO?

Nenhum dos dois é uma tabela de salários. O eSocial é o sistema em que o empregador presta as informações; dele o ministério tira hoje o Novo CAGED e a RAIS, as publicações em que as estatísticas aparecem. A CBO, Classificação Brasileira de Ocupações, é a lista de códigos que identifica a ocupação nesses registros.

Qual fonte usar para cada pergunta

  • Quanto pagam para contratar na minha profissão? Novo CAGED.
  • Quanto ganha quem já está empregado com carteira? RAIS, com retrato de dezembro.
  • Qual é a renda de quem trabalha, contando informais e conta própria? PNAD Contínua.
  • Quanto ganha um servidor ou um cargo público? O portal de transparência do governo que paga.
  • Quanto ganha um juiz ou um procurador da República? O painel do CNJ e o portal do MPF.

Onde o Ganha Quanto entra

Este site não produz dado: carrega parte dessas fontes e organiza. As páginas de /remuneracao/ trazem o Executivo federal (civis, militares, aposentados e pensionistas), o Estado de São Paulo (só ativos), os Estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná (ativos), os magistrados do painel do CNJ e o MPF. A busca cobre os servidores civis federais, do Estado e da Prefeitura de São Paulo, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do Paraná; a Prefeitura de São Paulo ainda não tem páginas por órgão, e os policiais militares e bombeiros dos estados (e os policiais civis do Paraná) ficam sem nome. O mês mais recente varia de uma fonte para outra: o de cada uma está em /fontes/. Em /salarios/ estão as admissões do Novo CAGED de agosto de 2025 a julho de 2026, em 283 ocupações.

A RAIS aparece só numa seção à parte de páginas de profissão com carteira assinada, como a de enfermeiro, e nunca para servidor. O site não usa a PNAD Contínua nem o eSocial, e não tem as folhas dos outros estados e municípios. Veja a lista em fontes e os critérios na metodologia.

Três cuidados com qualquer uma delas

  • O motivo do valor. Em geral, os arquivos trazem o valor, não o motivo. O portal federal publica no mesmo pacote um arquivo de observações para parte dos casos, como parcela fora do cálculo do teto ou decisão judicial.
  • A comparação entre fontes. População, medida e período podem mudar de uma para outra. No exemplo do enfermeiro, a folha federal de quem já ocupa o cargo e a admissão de quem foi contratado são dois números certos que não se comparam. No caso do professor, são três números oficiais que não se comparam.
  • A ocupação. No Novo CAGED e na RAIS, é a que o empregador declarou.

Para que serve este mapa

Antes de citar um salário, confira três coisas: quem entra na conta, o que o valor inclui e de quando é. Para um servidor, um cargo ou um órgão público, use a busca de remuneração de servidores públicos.

Perguntas frequentes

Qual é a fonte oficial de salário por profissão?

Com carteira assinada, o Novo CAGED (salário de admissão) e a RAIS (quem já estava empregado em dezembro). Para cargo público, o portal de transparência de cada governo.

Qual é a diferença entre o Novo CAGED e a RAIS?

O Novo CAGED é mensal e mostra o movimento: quem entrou e quem saiu de empregos regidos pela CLT. A RAIS é anual e mostra o retrato: os vínculos formais ativos em 31 de dezembro, inclusive os do setor público.

Por que duas fontes oficiais dão valores diferentes para a mesma profissão?

Porque medem coisas diferentes: uma olha quem está entrando; outra, quem já está no cargo.

Sites de vagas e de avaliação de empresas são fonte oficial?

Os comerciais, não: são empresas privadas, cada uma com o seu método.

Veja o que já está organizado

O Ganha Quanto carrega parte dessas fontes: a folha de órgãos públicos, cargo a cargo, e o salário de admissão com carteira assinada, por profissão.

Ver as profissões