Quanto ganha um pedagogo concursado

Remuneração / Cargos / Pedagogo

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Pedagogo no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 13.857,83 e mediana de R$ 13.913,65, entre 2.352 registros de 2 esferas de governo.

Carreiras próximas, com página própria: Diretor de escola (mediana R$ 11.763), Coordenador pedagógico (mediana R$ 24.912), Agente de organização escolar (mediana R$ 2.645), Auxiliar técnico de educação (mediana R$ 7.645), Agente escolar (mediana R$ 7.358).

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 2.352Atualizado em

Média
R$ 13.857,83
Mediana
R$ 13.913,65
Registros
2.352
Mediana vs. mês anterior
igual

Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 13.913,65 entre quem ocupa cargos de pedagogo. O número de registros subiu em 7.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 8.590,76) ao P90 (R$ 18.135,12): entre quem ocupa cargos de pedagogo, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 2.215 R$ 14.133,64 R$ 13.974,74 0%
Estado de São Paulo 137 R$ 9.398,64 R$ 8.922,80 −7,8%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 11.028,59. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 2.202 R$ 14.102,56
30 horas 7 R$ 9.440,44
20 horas 6 R$ 8.253,87

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 1.669 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.279,78, para uma bruta mediana de R$ 13.913,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 74% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por lei fica fora da base da previdência, salvo se você optou por incluir.

Por que o salário varia entre pedagogos

A maior parte dos pedagogos desta página trabalha em institutos federais e universidades, num cargo técnico-administrativo, não de professor.

  • O cargo é Pedagogo/área, no nível mais alto (E) da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005). Não é cargo de professor nem segue a tabela dos docentes: a lei define as atribuições dessa carreira como apoio técnico-administrativo ao ensino.
  • Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem tem escolaridade acima da exigida (especialização, mestrado ou doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento.
  • Desde abril de 2026, a lei permite que a universidade ou o instituto reconheça a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • Nos institutos federais, servidores técnico-administrativos de nível superior com cinco anos de exercício na rede podem ser nomeados pró-reitores e, cumpridas outras condições, concorrer a diretor-geral de campus. São cargos de direção, pagos à parte.
  • No Estado de São Paulo, os pedagogos desta página trabalham na Fundação CASA, a antiga FEBEM, que contrata pela CLT. O plano de cargos da fundação divide os cargos permanentes em três classes (I, II e III), cada uma com seis faixas salariais, e a mudança de faixa e de classe depende de avaliação de competências. É daí que vêm os rótulos I, II e III.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 15.367/2026, Lei 11.892/2008, arts. 11 e 13, Lei 185/1973 (SP), art. 13, Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação CASA (enviado à Alesp em 2021). Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 12.867,43 (Pará) a R$ 14.484,11 (Santa Catarina). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Santa Catarina 98 R$ 14.484,11
Espírito Santo 51 R$ 14.484,11
Pernambuco 63 R$ 14.199,83
Minas Gerais 170 R$ 13.913,65
Rio Grande do Sul 127 R$ 13.913,65
Distrito Federal 107 R$ 13.913,65
Rio de Janeiro 102 R$ 13.913,65
Paraná 92 R$ 13.913,65
São Paulo 84 R$ 13.913,65
Rio Grande do Norte 62 R$ 13.913,65
Ceará 61 R$ 13.913,65
Piauí 43 R$ 13.913,65
Maranhão 68 R$ 13.668,99
Paraíba 48 R$ 13.668,99
Goiás 53 R$ 13.424,34
Bahia 87 R$ 13.365,64
Acre 30 R$ 13.365,64
Amazonas 40 R$ 13.102,44
Pará 84 R$ 12.867,43

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 609 registros (29,3%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 8.591 R$ 13.914
Setor privado,
salário de admissão
41 a 44h R$ 1.621 R$ 2.100
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 2.176 R$ 3.782

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 2.339 registros, de 2.352 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de pedagogo no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Nos institutos e universidades federais, a entrada é por concurso público de provas ou de provas e títulos, no padrão inicial do nível E, com exigência de curso superior em Pedagogia.
  • Na mesma carreira há o cargo vizinho de Técnico em Assuntos Educacionais, também de nível E, que aceita Pedagogia ou outras licenciaturas.
  • Na Fundação CASA, a entrada também é por concurso público.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 11.091/2005, Anexo II, Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação CASA (enviado à Alesp em 2021). Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • PEDAGOGO-AREA — Governo federal, 2.186 pessoas
  • PEDAGOGO III — Estado de São Paulo, 62 pessoas
  • PEDAGOGO II — Estado de São Paulo, 49 pessoas
  • PEDAGOGO I — Estado de São Paulo, 39 pessoas
  • PEDAGOGO — Governo federal, 27 pessoas
  • PEDAGOGO – 40H — Governo federal, 2 pessoas
  • PEDAGOGO – NS — Governo federal, 1 pessoa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um pedagogo no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.974,74, entre 2.215 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 12.054,50 e R$ 16.339,69. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um pedagogo no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 8.922,80, entre 137 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 6.060,54 e R$ 11.855,70. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 11.028,59.

Quanto sobra do salário de um pedagogo depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 10.279,78 em jul/2026 — na mediana, 74% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um pedagogo ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Instituto Federal de Alagoas: R$ 15.295,01, entre 36 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 13.857,83) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.913,65) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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