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Verbas indenizatórias do Ministério Público Federal

As verbas indenizatórias que o Ministério Público Federal paga a procuradores e a servidores, uma a uma, pelo nome que a planilha oficial dá a cada rubrica: quantas pessoas receberam, quanto é o valor do meio e quanto somou no mês. E, cargo a cargo, quanto elas representam ao lado da remuneração do cargo efetivo.

Fonte Portal da Transparência do Ministério Público Federal (planilhas de remuneração e de verbas indenizatórias e outras remunerações temporárias, membros e servidores ativos)Medida verbas indenizatórias pagas no mês, pelo nome da rubrica na planilhaMês setembro de 2026Atualizado em 26/10/2026

Verbas indenizatórias de membros do Ministério Público Federal

Em setembro de 2026, o Ministério Público Federal pagou R$ 28,8 milhões em verbas indenizatórias a 1.119 membros ativos. A rubrica de maior soma foi a que a planilha chama de "GAO (RES. 14/2016/STF/CNMP)": R$ 15,5 milhões, paga a 1.098 pessoas.

#Rubrica, como a planilha escreveQuem recebeuMedianaSoma no mês
1GAO (RES. 14/2016/STF/CNMP)1.098 (98,1%)R$ 13.913,63R$ 15.512.864
2PVTAC (RES. 14/2016/STF/CNMP)1.111 (99,3%)R$ 10.711,29R$ 12.043.988
3AB DE PERM (ISENTO RES. 14/2016/STF/CNMP)191 (17,1%)R$ 6.693,75R$ 1.101.674

Ficam fora da lista as rubricas com menos de 10 pessoas: 3 no mês, com 6 lançamentos e R$ 129.213 somados.

Verbas indenizatórias de servidores do Ministério Público Federal

Em setembro de 2026, o Ministério Público Federal pagou R$ 20,8 milhões em verbas indenizatórias a 8.857 servidores ativos. A rubrica de maior soma foi a que a planilha chama de "AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO": R$ 18,1 milhões, paga a 8.838 pessoas.

#Rubrica, como a planilha escreveQuem recebeuMedianaSoma no mês
1AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO8.838 (99,8%)R$ 2.081,77R$ 18.144.777
2AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR1.484 (16,8%)R$ 1.443,95R$ 2.497.879
3AUXÍLIO-TRANSPORTE76 (0,9%)R$ 202,66R$ 21.735
4AUXÍLIOS NATALIDADE16 (0,2%)R$ 718,58R$ 11.857

Ficam fora da lista as rubricas com menos de 10 pessoas: 4 no mês, com 13 lançamentos e R$ 90.916 somados.

Verbas indenizatórias por cargo no Ministério Público Federal

Por pessoa, a maior mediana de verbas indenizatórias em setembro de 2026 foi a do cargo de Subprocurador-geral da República: R$ 37.945,73 no mês, ao lado de R$ 44.047,88 de remuneração do cargo efetivo.

#CargoPessoasIndenizatórias: medianaCargo efetivo: valor mais comumTotal pago no mês: mediana
1Subprocurador-geral da República74R$ 37.945,73R$ 44.047,88R$ 81.993,61
2Procurador regional da República237R$ 29.291,84R$ 41.845,49R$ 72.125,40
3Procurador da República800R$ 23.186,87R$ 39.753,22R$ 66.917,92
4Analista do MPU2.753R$ 2.081,77R$ 24.085,22R$ 29.742,37
5Técnico do MPU5.987R$ 2.081,77R$ 14.679,72R$ 19.555,13

O que esta página mede

O Ministério Público Federal publica todo mês duas planilhas para quem está na ativa. A primeira traz a remuneração de cada pessoa em colunas numeradas. A segunda abre a coluna de verbas indenizatórias pelo nome de cada rubrica. Esta página soma a segunda: uma linha por rubrica, com o número de pessoas que a receberam, a mediana entre elas e a soma paga no mês. A mediana é o valor do meio: metade recebeu menos e metade recebeu mais.

Verba indenizatória não entra no total de rendimentos brutos da planilha de remuneração, que deixou de somá-la em dezembro de 2016, segundo aviso da própria planilha. Por isso quem olha só o total bruto não vê esses valores. As páginas de cada cargo mostram as duas contas lado a lado.

Por que três tabelas

Membros e servidores recebem rubricas diferentes, e somar tudo numa lista só misturaria as duas coisas. A primeira tabela é a dos membros, que são os procuradores. A segunda é a dos servidores, analistas e técnicos. A terceira muda de pergunta: em vez de somar a folha, mostra por cargo a mediana das verbas indenizatórias de uma pessoa, com o valor mais comum da remuneração do cargo efetivo e a mediana do total pago no mês ao lado.

Como ler os nomes das rubricas

Os nomes estão como a planilha os escreve, inclusive as siglas. A planilha não as explica, e esta página também não as expande por conta própria. O que se pode dizer com base em texto oficial está nas páginas de cargo dos procuradores, que citam a resolução e a portaria que tratam dessas verbas.

O que ficou fora, e por quê

  • Rubrica paga a poucas pessoas não aparece com nome: o corte está escrito abaixo de cada tabela, junto de quanto ela somou. Com tão pouca gente, a linha descreveria o contracheque de alguém.
  • Outras remunerações temporárias, que a mesma planilha traz em outro bloco, não são verba indenizatória e não entram aqui. Elas aparecem nas páginas de cada cargo.
  • Diárias não estão nessas planilhas; o portal as divulga em outro lugar.
  • Pagamentos não registrados em contracheque, como reembolsos e ressarcimento de auxílio-moradia: o portal os publica em outra seção, fora das planilhas somadas aqui. As somas e o total pago desta página são os do contracheque.
  • Aposentados, pensionistas, estagiários e colaboradores têm planilhas próprias e não entram.
  • Os outros Ministérios Públicos. Cada um publica a folha no seu portal, e por enquanto só o Federal está no site. Esta página não compara o Ministério Público com outra carreira nem com outro poder.
  • Nome: nenhuma pessoa é identificada.

Veja também as páginas de remuneração no Ministério Público Federal, cargo a cargo, e a ferramenta que mostra quanto o teto corta dos salários em cada folha.