Quanto ganha um técnico de enfermagem

Remuneração / Cargos / Técnico de enfermagem

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Técnico de enfermagem no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 6.207,18 e mediana de R$ 5.444,99, entre 11.010 registros de 2 esferas de governo.

Carreiras próximas, com página própria: Enfermeiro (mediana R$ 11.002), Auxiliar de enfermagem (mediana R$ 5.883).

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 11.010Atualizado em

Média
R$ 6.207,18
Mediana
R$ 5.444,99
Registros
11.010
Mediana vs. mês anterior
−2%

Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana caiu R$ 113,45 (−2%) entre quem ocupa cargos de técnico de enfermagem. O número de registros subiu em 33.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 3.222,73) ao P90 (R$ 9.836,06): entre quem ocupa cargos de técnico de enfermagem, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 6.054 R$ 7.597,53 R$ 8.137,78 0%
Estado de São Paulo 4.956 R$ 4.508,79 R$ 4.218,36 −2%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 4.953,32. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 5.865 R$ 8.137,78
36 horas 153 R$ 6.063,05
30 horas 23 R$ 5.308,49
20 horas 13 R$ 5.311,46
Estado de São Paulo Não informada 2.704 R$ 4.571,91
30 horas * 2.201 R$ 3.857,39
40 horas 50 R$ 4.023,64

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. “Não informada” é o que a própria fonte deixa em branco ou zerado — aparece aqui porque omitir daria a impressão de uma cobertura que não temos. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 2.609 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 6.422,37, para uma bruta mediana de R$ 8.524,59 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 75% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra

Os técnicos de enfermagem desta página estão em pelo menos três planos de carreira diferentes, cada um com sua tabela e suas gratificações.

  • Nas universidades e hospitais universitários federais, o técnico está na carreira dos técnico-administrativos em educação (PCCTAE, Lei 11.091/2005), no nível de classificação D. Desde 2025 ele sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação.
  • Nessa carreira, quem tem escolaridade acima da exigida (graduação, especialização, mestrado, doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento. Desde abril de 2026 o reconhecimento de saberes da prática profissional (RSC-PCCTAE) também dá acesso a esse incentivo.
  • No Ministério da Saúde, o técnico está em outro plano, a Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (Lei 11.355/2006). Ali parte da remuneração é uma gratificação de desempenho medida em pontos, que depende da avaliação individual e das metas do órgão.
  • No Estado de São Paulo, o técnico da Secretaria da Saúde está na LC 1.157/2011, com jornada básica de 30 horas semanais. A progressão por avaliação é limitada a uma parcela dos servidores de cada classe, e a promoção exige 5 e depois 15 anos no cargo. Plantões de 12 horas além da jornada são pagos à parte e não incorporam ao salário.
  • O adicional de insalubridade também é calculado de forma diferente: no federal é um percentual do vencimento; no Estado, um valor fixo por grau.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 11.355/2006, LC 1.157/2011 (SP), LC 432/1985 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 3.222,73 (Rio de Janeiro) a R$ 9.836,06 (Rio Grande do Sul). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Rio Grande do Sul 309 R$ 9.836,06
Goiás 297 R$ 9.836,06
Minas Gerais 936 R$ 9.180,32
Santa Catarina 235 R$ 9.180,32
Espírito Santo 114 R$ 9.180,32
Paraíba 110 R$ 9.180,32
Rio Grande do Norte 104 R$ 9.180,32
Amazonas 110 R$ 9.055,40
Sergipe 74 R$ 9.016,39
Piauí 42 R$ 8.964,49
Ceará 179 R$ 8.852,45
Mato Grosso do Sul 179 R$ 8.818,75
São Paulo 227 R$ 8.719,05
Paraná 102 R$ 8.671,67
Mato Grosso 47 R$ 8.524,59
Pernambuco 127 R$ 8.471,42
Bahia 105 R$ 8.471,42
Pará 34 R$ 8.021,38
Maranhão 56 R$ 7.832,21
Distrito Federal 116 R$ 6.594,68
Rio de Janeiro 2.105 R$ 3.222,73

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 388 registros (6,5%) ficam fora desta tabela, porque a fonte não informa a UF de exercício deles.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 3.223 R$ 8.138
Serviço público,
quem já está no cargo
30h R$ 3.427 R$ 3.857
Setor privado,
salário de admissão
31 a 39h R$ 1.621 R$ 2.455
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 1.621 R$ 3.023

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 5.915 registros e 30h tem 2.224 registros, de 8.306 que declaram jornada; a de 40h é 99% federal e a de 30h é 99% do Estado de São Paulo. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de técnico de enfermagem no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • A entrada é por concurso público. Nas universidades federais a exigência é ensino médio profissionalizante, ou ensino médio completo mais curso técnico; no Estado, ensino médio ou curso técnico de nível equivalente, com os requisitos específicos no edital.
  • Pra exercer a profissão é preciso ter o diploma de técnico de enfermagem registrado e inscrição no Conselho Regional de Enfermagem (COREN). Na administração pública, a prova dessa inscrição é condição pra posse.
  • O técnico trabalha sob supervisão do enfermeiro e, diferente do auxiliar, participa do planejamento da assistência de enfermagem.
  • Os hospitais universitários federais também contratam pela EBSERH, pelo regime da CLT, fora da carreira de servidor. No Estado, o Hospital das Clínicas da USP admite pela CLT, e o quadro estatutário antigo se extingue conforme os cargos vagam.

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, LC 1.157/2011 (SP), Lei 7.498/1986, Decreto 94.406/1987, art. 15, Lei 12.550/2011, art. 10, LC 1.160/2011 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • TECNICO DE ENFERMAGEM — Estado de São Paulo, 4.955 pessoas
  • TECNICO EM ENFERMAGEM — Governo federal, 4.538 pessoas
  • TECNICO DE ENFERMAGEM-MS 40H NI — Governo federal, 1.281 pessoas
  • TECNICO EM ENFERMAGEM – 36H — Governo federal, 145 pessoas
  • TECNICO DE ENFERMAGEM — Governo federal, 102 pessoas
  • TECNICO DE ENFERMAGEM – NI — Governo federal, 10 pessoas
  • TEC EM ENFERMAGEM DO TRABALHO — Governo federal, 3 pessoas
  • TECNICO DE ENFERMAGEM – 36H – NI — Governo federal, 2 pessoas

Este cargo, órgão por órgão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de enfermagem no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 8.137,78, entre 6.054 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.453,93 e R$ 9.695,38. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um técnico de enfermagem no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 4.218,36, entre 4.956 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 3.538,91 e R$ 5.430,57. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 4.953,32.

Quanto sobra do salário de um técnico de enfermagem depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 6.422,37 em jul/2026 — na mediana, 75% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um técnico de enfermagem ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Universidade Federal do Triângulo Mineiro: R$ 10.488,98, entre 86 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 6.207,18) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 5.444,99) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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