Quanto ganha um professor

Remuneração / Cargos / Professor da educação básica

Em jul/2026 e ago/2026, quem ocupa cargos de Professor da educação básica no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 8.107,97 e mediana de R$ 7.339,84, entre 264.576 registros de 3 esferas de governo.

Carreiras próximas, com página própria: Professor universitário (mediana R$ 17.573), Professor de ensino técnico (mediana R$ 16.531).

Período jul/2026 e ago/2026Esferas estadual, municipal, federalRegistros 264.576Atualizado em

Média
R$ 8.107,97
Mediana
R$ 7.339,84
Registros
264.576
Mediana vs. mês anterior
+6,5%

Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana subiu R$ 446,35 (+6,5%) entre quem ocupa cargos de professor da educação básica. O número de registros subiu em 2.688.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 3.655,08) ao P90 (R$ 12.739,36): entre quem ocupa cargos de professor da educação básica, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); nas outras esferas, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera Período No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Estado de São Paulo jul/2026 195.680 R$ 6.140,78 R$ 5.984,92 −0,2%
Prefeitura de São Paulo ago/2026 67.246 R$ 13.875,66 R$ 11.245,44 +23,5% *
Governo federal jul/2026 1.650 R$ 6.341,51 R$ 4.916,12 0%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 6.327,95. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

* Variação de mais de 15% num mês raramente é reajuste ou corte: folha pública tem décimo terceiro, terço de férias e pagamento de atrasados, e qualquer um deles move o mês inteiro. Vale para Prefeitura de São Paulo — compare os dois meses antes de tratar como aumento ou perda.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes, e no Estado de São Paulo isso muda muito o número: quem tem 40 horas tem mediana de R$ 7.791,00 e quem tem 30 horas, R$ 5.250,43 — cerca de 48% a mais para a mesma função. São as duas jornadas com mais gente no cargo.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Estado de São Paulo Não informada 114.883 R$ 5.844,97
40 horas * 41.956 R$ 7.791,00
30 horas 19.357 R$ 5.250,43
24 horas 12.128 R$ 3.989,63
12 horas 7.341 R$ 2.102,65
44 horas 10 R$ 23.867,55
Prefeitura de São Paulo JB Docente * 28.115 R$ 8.519,13
JEI formação 22.958 R$ 12.877,63
30 horas 14.575 R$ 13.195,56
JBE 1.427 R$ 18.520,60
JB 154 R$ 9.008,76
33 horas 16 R$ 10.981,17
Governo federal 40 horas * 1.385 R$ 4.873,27
Dedicação exclusiva 200 R$ 11.221,60
20 horas 65 R$ 5.565,92

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. “Não informada” é o que a própria fonte deixa em branco ou zerado — aparece aqui porque omitir daria a impressão de uma cobertura que não temos. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Compare o seu salário

Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, só 222 dos 1.650 contracheques de jul/2026 vieram sem pagamento eventual — poucos demais pra representar o cargo, então esta página não calcula a líquida.

Esta página não mostra a remuneração líquida das outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum; a Prefeitura de São Paulo não publica a remuneração líquida. Pra ter uma ordem de grandeza de quanto os descontos levam, veja a conta feita com os contracheques federais em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário muda tanto de uma esfera pra outra

Cada esfera paga o professor por uma lei diferente, e o rótulo da folha junta, num nome só, gente em situações bem distintas.

  • A jornada pesa e não aparece no rótulo. No Estado de São Paulo há jornada completa e ampliada, cada uma com sua tabela de pagamento. Na Prefeitura, a jornada básica convive com a Jornada Especial Integral de Formação (JEIF), que tem mais horas remuneradas. Professores com cargas diferentes entram no mesmo rótulo e, portanto, na mesma mediana.
  • Estado de São Paulo: desde 2022 a carreira é a de Professor de Ensino Fundamental e Médio (LC 1.374/2022), paga por subsídio, com tabelas próprias pra licenciatura, mestrado e doutorado. Os cargos antigos, PEB I e PEB II, estão em extinção, mas quem não aderiu ao plano novo continua neles, e por isso os três rótulos convivem na folha.
  • Os professores temporários do Estado, contratados pela LC 1.093/2009, são pagos pela referência inicial da carreira. O portal não traz o tipo de vínculo, então não é possível separá-los nesta base.
  • Prefeitura de São Paulo: o “CAT” do rótulo é a categoria definida pela habilitação no Estatuto do Magistério Municipal (Lei 14.660/2007). A categoria 3 é a de licenciatura plena; a categoria 1, a de formação de nível médio. A evolução na carreira combina tempo de serviço e títulos.
  • Governo federal: os professores desta família são poucos e estão em cargos antigos. Vários rótulos trazem “EX-TERRITORIO” no nome, e o grupo não é comparável aos professores das redes de São Paulo.
  • O piso nacional do magistério (Lei 11.738/2008) só fixa o mínimo do vencimento inicial, para 40 horas semanais; cada rede pode pagar acima dele.

Fontes: LC 1.374/2022 (SP), Lei 14.660/2007 (São Paulo, capital), Lei 11.738/2008. Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”. Nos órgãos do Estado de São Paulo, a média é do salário do mês; nos federais, da remuneração bruta. A Prefeitura de São Paulo fica fora deste ranking porque publica a unidade de lotação — hospital, escola — e não o órgão, o que não é comparável com um ministério ou uma secretaria.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 4.873,27 (Roraima) a R$ 4.959,32 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Distrito Federal 775 R$ 4.959,32
Amapá 128 R$ 4.916,12
Roraima 518 R$ 4.873,27

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 165 registros (10,4%) ficam fora desta tabela, porque a fonte não informa a UF de exercício deles.

Como se chega nesse cargo

  • A entrada é por concurso público. No Estado de São Paulo, de provas e títulos; na Prefeitura, de provas ou de provas e títulos.
  • No Estado, a licenciatura plena é o mínimo, e o professor pode dar aula dos anos iniciais do ensino fundamental ao ensino médio, conforme a habilitação.
  • Na Prefeitura, a categoria depende da habilitação, e quem conclui a licenciatura plena depois de entrar passa da categoria 1 para a 3.
  • Os temporários do Estado entram por contratação, não por concurso de cargo efetivo.

Fontes: LC 1.374/2022 (SP), art. 6º, Lei 14.660/2007 (São Paulo, capital), arts. 8º e 36, LC 1.093/2009 (SP). Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • PROF ENSINO FUNDAMENTAL/MEDIO — Estado de São Paulo, 113.967 pessoas
  • PROFESSOR EDUCACAO BASICA II — Estado de São Paulo, 71.724 pessoas
  • PROFESSOR ED INFANTIL E ENS FUNDAMENTAL CAT 3 — Prefeitura de São Paulo, 24.354 pessoas
  • PROFESSOR ENSINO FUNDAMENTAL II E MEDIO CAT 3 — Prefeitura de São Paulo, 20.465 pessoas
  • PROFESSOR EDUCACAO INFANTIL CAT 3 — Prefeitura de São Paulo, 14.021 pessoas
  • PROFESSOR EDUCACAO BASICA I — Estado de São Paulo, 12.906 pessoas
  • PROFESSOR ED INFANTIL E ENS FUNDAMENTAL CAT 1 — Prefeitura de São Paulo, 7.569 pessoas
  • PROFESSOR EDUCACAO INFANTIL CAT 1 — Prefeitura de São Paulo, 832 pessoas

Este cargo, órgão por órgão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor da educação básica no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 5.984,92, entre 195.680 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.675,84 e R$ 7.791,00. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 6.327,95.

Quanto ganha um professor da educação básica na Prefeitura de São Paulo?

Em ago/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo na Prefeitura de São Paulo foi de R$ 11.245,44, entre 67.246 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 8.567,42 e R$ 14.586,85. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um professor da educação básica no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 4.916,12, entre 1.650 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.829,63 e R$ 7.629,51. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Onde um professor da educação básica ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior média ficou com Fundação Nacional do Índio: R$ 12.138,71 de remuneração bruta, entre 31 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 8.107,97) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 7.339,84) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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