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Quanto ganha um supervisor de produção da indústria alimentícia na admissão (CLT)

Período set/2025 a ago/2026Jornada 41 a 44 hAdmissões 5.008atualizado Pro Abrir por estado e mês

Mediana · 41 a 44h
R$ 3.500,00
10% entram abaixo de
R$ 1.950,00
10% entram acima de
R$ 9.000,00
Admissões · 41 a 44h
5.008

Salários no setor privado / Supervisor de produção da indústria alimentícia

Entre set/2025 e ago/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de produção da indústria alimentícia com carteira assinada (CLT) foi de R$ 3.500,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 5.008 admissões registradas no Novo CAGED.

É o salário de quem foi contratado nesse período, e não de quem já está empregado na ocupação. É o valor fixo do contrato: não inclui comissão, hora extra nem benefício. O número é a mediana: metade das admissões ficou abaixo dele e metade acima, o que o diferencia de uma média, puxada por poucos salários altos (o que é mediana).

Nomes que a CBO 2002 registra para a mesma ocupação: encarregado de moinho, mestre chocolateiro, mestre de conservas, mestre padeiro.

Quanto sobra depois do INSS e do Imposto de Renda? Faça a conta no salário líquido CLT.

Na prática, a partir da mediana de R$ 3.500,00:

Por hora (44 h por semana)R$ 15,91
Por ano, com 13º e terço de fériasR$ 46.667
Líquido estimado por mêsR$ 3.191
Custo estimado para a empresa, por mêsR$ 5.677
Como foi calculado

São contas sobre a mediana de admissão da jornada mais comum, não dados do Novo CAGED. O ano soma 12 salários, o 13º e o terço de férias. O líquido desconta o INSS por faixa e o Imposto de Renda de 2026, sem dependentes nem outros descontos; para o seu caso, use a calculadora de salário líquido CLT. O custo para a empresa soma FGTS (8%), INSS patronal (20%), RAT (2%) e terceiros (5,8%), com 13º e férias provisionados; empresa do Simples Nacional, em geral, não paga INSS patronal nem terceiros à parte. A hora divide a mediana por 220 horas por mês, o divisor usual da jornada de 44 horas semanais.

Faixa do salário de admissão

A faixa vai do P10 (R$ 1.950,00) ao P90 (R$ 9.000,00): entre as 5.008 admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia nesta jornada, no máximo um em cada dez entrou ganhando menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez entrou ganhando mais que o segundo. O traço é a mediana. Tudo em salário de admissão, antes dos descontos, na jornada de 41 a 44 horas semanais.

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 1,3% das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia (64 de 5.008) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026).

Quanto muda conforme a jornada

Jornada Mediana Admissões P10 P90
41 a 44 horas semanais41 a 44h R$ 3.500,00 5.008 R$ 1.950,00 R$ 9.000,00

A linha destacada é a jornada mais comum da ocupação, e é dela que sai o número do topo desta página. Cada linha sai das admissões daquela jornada, e não de um número geral repartido depois. Só entram jornadas com pelo menos 100 admissões; as 1 linhas acima cobrem 93% das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia com jornada declarada.

Compare o seu salário

Salário de admissão mês a mês

Mediana do salário de admissão de supervisor de produção da indústria alimentícia em cada mês, na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mesma do topo da página. Foi de R$ 3.362,32 em setembro de 2025 a R$ 3.500,00 em agosto de 2026; a menor foi em outubro de 2025 e a maior em março de 2026.

Mediana de admissão

R$ 3.000R$ 3.250R$ 3.500R$ 3.750R$ 4.000R$ 4.250set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Mês Mediana de admissão Admissões
setembro de 2025 R$ 3.362,32 443
outubro de 2025 R$ 3.131,36 406
novembro de 2025 R$ 3.800,00 349
dezembro de 2025 R$ 3.485,75 280
janeiro de 2026 R$ 3.340,90 420
fevereiro de 2026 R$ 3.500,00 443
março de 2026 R$ 4.000,00 475
abril de 2026 R$ 3.500,00 433
maio de 2026 R$ 3.536,14 406
junho de 2026 R$ 3.500,00 438
julho de 2026 R$ 3.500,00 453
agosto de 2026 R$ 3.500,00 462

É o valor fixo do contrato de quem foi contratado em cada mês, e não a evolução do salário de quem já estava na ocupação. A mediana de um mês para o outro também muda com quem contratou (setor, região, tamanho da empresa), e não só com reajuste. O eixo do gráfico não começa no zero, para a variação aparecer. Só entram meses com pelo menos 30 admissões. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Comparado aos 12 meses anteriores

Entre set/2025 e ago/2026, as admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia com carteira assinada foram 0,9% maiores que as de set/2024 a ago/2025, e a mediana do salário de admissão, na jornada de 41 a 44 horas semanais, passou de R$ 3.410,24 para R$ 3.500,00 (+2,6%).

set/2024 a ago/2025 set/2025 a ago/2026 Variação
Admissões 5.338 5.384 +0,9%
Desligamentos 7.837 8.272 +5,6%
Saldo −2.499 −2.888 −389
Mediana de admissão (41 a 44 horas semanais) R$ 3.410,24 R$ 3.500,00 +2,6%

As duas colunas usam as mesmas regras: a mesma ocupação, os mesmos setores e, na mediana, a mesma jornada do topo da página. A variação é nominal, sem descontar a inflação; o salário mínimo nacional foi de R$ 1.412,00 a partir de set/2024 e R$ 1.518,00 a partir de jan/2025 no primeiro período e de R$ 1.518,00 a partir de set/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026 no segundo. A mediana de admissão também muda com quem contratou (setor, região, tamanho da empresa), e não só com reajuste. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

O que faz um supervisor de produção da indústria alimentícia

O supervisor de produção da indústria alimentícia transforma as metas da empresa em plano de produção: define cronograma, pessoal, matérias-primas, padrões técnicos e indicadores. Acompanha a qualidade dos processos e dos produtos, o cumprimento das boas práticas de fabricação, os estoques e o estado das máquinas e define ações corretivas e emergenciais quando algo sai do padrão. Também seleciona, treina e avalia a equipe e elabora relatórios, procedimentos e manuais operacionais.

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), do Ministério do Trabalho e Emprego, o trabalho do supervisor de produção da indústria alimentícia se divide em 7 grandes áreas. Em cada uma, exemplos de atividades que a CBO lista:

  • Planejar o processo de produção: desdobrar metas estabelecidas em planos de ações, estabelecer cronograma de atividades e dimensionar linhas de produção.
  • Coordenar o processo de produção: monitorar a qualidade dos processos e dos produtos, definir itens (temperatura, ph) de controle de processo e requisitar a manutenção de equipamentos e máquinas.
  • Controlar o processo de produção: cumprir o plano de manutenção e de higienização e avaliar a satisfação dos clientes internos.
  • Promover melhorias no processo de produção: identificar capacidades de máquinas e equipamentos, alocar colaboradores de acordo com aptidões e identificar anomalias do processo (não-conformidades).
  • Supervisionar pessoas: identificar perfis adequados ao processo produtivo, selecionar pessoas de acordo com perfis estabelecidos e definir incentivos à produtividade da equipe.
  • Elaborar documentos: elaborar relatórios, elaborar planilhas e elaborar procedimentos operacionais.
  • Treinar pessoas: identificar necessidades de treinamento, indicar pessoas para capacitação profissional e estimular o desenvolvimento de competências pessoais.

O texto e a lista resumem a descrição oficial da ocupação na CBO, e não uma medição do site.

Admissões e desligamentos de supervisor de produção da indústria alimentícia

De setembro de 2025 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 5.384 admissões com carteira assinada de supervisor de produção da indústria alimentícia e 8.272 desligamentos com carteira assinada. A diferença entre as duas contagens (o saldo) é de −2.888.

Mercado em retração no período: para cada 100 desligamentos, houve 65 admissões. Toda admissão repôs um desligamento, e ainda ficaram 2.888 desligamentos sem reposição na janela.

Mês a mês

Admissões Desligamentos

0200400600800set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Saldo de cada mês (admissões menos desligamentos): acima de zero, entrou mais gente do que saiu.

−400−2000+200+400set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Mês Admissões Desligamentos Saldo
setembro de 2025 471 649 −178
outubro de 2025 437 677 −240
novembro de 2025 375 605 −230
dezembro de 2025 299 552 −253
janeiro de 2026 448 653 −205
fevereiro de 2026 476 688 −212
março de 2026 505 795 −290
abril de 2026 462 743 −281
maio de 2026 440 713 −273
junho de 2026 483 702 −219
julho de 2026 493 732 −239
agosto de 2026 495 763 −268

Em quais setores

Setor do empregador (divisão da CNAE) Admissões Parcela Mediana · 41 a 44h
Fabricação de produtos alimentícios 2.934 54,5% R$ 4.500,00
Alimentação 673 12,5% R$ 2.500,00
Comércio varejista 441 8,2% R$ 2.500,00
Comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas 295 5,5% R$ 3.200,00
Agricultura, pecuária e serviços relacionados 235 4,4% R$ 3.482,50
Outros 54 setores 806 15,0% —

O setor é a atividade principal do estabelecimento que contratou, e não a função da pessoa. Só aparecem em separado os setores com pelo menos 100 admissões, até cinco; os demais estão somados em “Outros”. A mediana é a do salário de admissão na jornada de 41 a 44 horas semanais, a do topo da página, e só aparece no setor com pelo menos 100 admissões nessa jornada. A diferença entre setores é medida, não explicada.

Em quais estados

Estado Admissões Parcela
São Paulo 1.222 22,7%
Minas Gerais 678 12,6%
Paraná 530 9,8%
Santa Catarina 421 7,8%
Goiás 339 6,3%

O estado é o do estabelecimento que contratou. Só entram estados com pelo menos 100 admissões, até cinco. Ficam de fora os outros 22 estados, com 2.194 admissões.

Admissão e desligamento são movimentações, e não pessoas: a mesma pessoa pode ser admitida e desligada mais de uma vez na janela. A conta inclui só vínculos com carteira assinada, sem aprendiz e sem trabalho intermitente. Servidores estatutários, autônomos, informais e a administração pública ficam de fora. O saldo é a diferença entre as duas contagens, e não a variação do total de pessoas empregadas como supervisor de produção da indústria alimentícia. A régua de “expansão” (pelo menos 105 admissões para cada 100 desligamentos na janela), “retração” (95 ou menos) e “estável” (entre as duas) é desta página: descreve a janela, não diz por quê nem prevê o ano seguinte. A taxa de rotatividade, no sentido usual, divide as movimentações pelo número de pessoas empregadas na ocupação, que o Novo CAGED não traz; por isso ela não é calculada aqui. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Quanto se paga em cada estado

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana do salário de admissão de supervisor de produção da indústria alimentícia vai de R$ 1.997,90 no Amazonas a R$ 7.035,00 em Mato Grosso. No Brasil, é R$ 3.500,00. 13 estados têm pelo menos 100 admissões nessa jornada.

No mapa, cada bolha é um estado: o tamanho é o número de admissões na jornada, e a cor diz quanto a mediana do estado fica acima ou abaixo da do Brasil. A diferença entre estados também reflete quem contrata em cada um (setor, tamanho da empresa), e não só o salário da função. O estado é o do estabelecimento que contratou.

Estado Mediana Admissões P10 P90
Amazonas R$ 1.997,90 147 R$ 1.702,62 R$ 3.079,20
Ceará R$ 2.303,88 152 R$ 1.775,24 R$ 5.000,00
Goiás R$ 4.000,00 319 R$ 1.851,68 R$ 9.332,60
Mato Grosso R$ 7.035,00 209 R$ 2.682,27 R$ 11.594,56
Mato Grosso do Sul R$ 5.120,07 147 R$ 2.200,00 R$ 10.274,46
Minas Gerais R$ 3.000,00 635 R$ 1.963,12 R$ 8.000,00
Pará R$ 3.035,78 122 R$ 1.782,00 R$ 7.959,20
Paraná R$ 4.100,00 503 R$ 2.401,69 R$ 9.500,00
Pernambuco R$ 2.374,42 165 R$ 1.726,04 R$ 8.074,62
Rio de Janeiro R$ 2.545,07 132 R$ 1.894,60 R$ 7.189,87
Rio Grande do Sul R$ 4.000,00 328 R$ 2.400,00 R$ 8.535,13
Santa Catarina R$ 3.471,50 403 R$ 1.929,16 R$ 7.800,00
São Paulo R$ 4.000,00 1.162 R$ 2.500,00 R$ 9.534,44
Brasil R$ 3.500,00 5.008 R$ 1.950,00 R$ 9.000,00

Cada linha sai só das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia naquele estado, na jornada de 41 a 44 horas semanais. A faixa do topo da página (P10 e P90) é a do Brasil inteiro, que está na linha destacada; a de cada estado é a da sua linha. P10: no máximo um em cada dez entrou ganhando menos; P90: no máximo um em cada dez entrou ganhando mais. Só entram estados com pelo menos 100 admissões nessa jornada. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Quem é contratado

Entre set/2025 e ago/2026, 67% das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, foram de homens; a mediana de admissão das mulheres foi R$ 2.800,00 e a dos homens, R$ 4.000,00, na mesma jornada. Cada linha traz quantas admissões foram daquele grupo e a mediana do salário de admissão dele.

Por sexo

Sexo Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Mulheres R$ 2.800,00 1.643 32,8%
Homens R$ 4.000,00 3.365 67,2%

Por raça/cor

Raça/cor Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Branca R$ 3.896,00 2.338 46,7%
Preta R$ 3.100,00 321 6,4%
Parda R$ 3.146,00 2.289 45,7%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 60 1,2%

Por idade

Idade na admissão Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Até 24 anos R$ 2.350,00 417 8,3%
25 a 39 anos R$ 3.500,00 2.567 51,3%
40 a 54 anos R$ 4.000,00 1.796 35,9%
55 anos ou mais R$ 3.751,77 227 4,5%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 1 menos de 0,1%

Por escolaridade

Escolaridade Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Sem ensino médio completo R$ 2.987,61 416 8,3%
Ensino médio completo R$ 3.000,00 2.987 59,6%
Superior completo ou mais R$ 5.610,68 1.605 32,1%

Por sexo e raça/cor

Sexo e raça/cor Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Mulheres brancas R$ 3.067,00 799 16,0%
Mulheres pretas R$ 2.500,00 104 2,1%
Mulheres pardas R$ 2.500,00 718 14,3%
Homens brancos R$ 4.350,00 1.539 30,7%
Homens pretos R$ 3.500,00 217 4,3%
Homens pardos R$ 3.612,00 1.571 31,4%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 60 1,2%

Todas as linhas são de admissões na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mesma do topo da página: a mediana de cada grupo é o salário de admissão de quem entrou naquele grupo, nessa jornada. A diferença entre grupos é medida, não explicada: o setor, o estado, o tamanho da empresa, a especialidade e a idade mudam de um grupo para outro, e esta conta não separa nada disso. Sexo, raça/cor, idade e escolaridade são os que o empregador informa ao governo na admissão; a raça/cor é autodeclarada pelo trabalhador ao empregador. “Sem ensino médio completo” inclui quem começou e não terminou o ensino médio; “Ensino médio completo” inclui quem começou e não terminou a faculdade. Só aparecem grupos com pelo menos 100 admissões. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Por tamanho do estabelecimento

Esta seção mostrava a mediana do salário de admissão por faixa de emprego do estabelecimento que contratou. Os números foram retirados em 13 de outubro de 2026. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que identificou inconsistências no campo “Tamanho do estabelecimento em janeiro” dos microdados do Novo CAGED e recomendou não usar essa variável, “inclusive nos arquivos anteriormente baixados”, até a divulgação da correção (comunicado do ministério). A seção volta quando os valores corrigidos forem publicados. As outras seções desta página não usam esse campo.

Quanto ganha um supervisor de produção da indústria alimentícia na admissão (CLT): R$ 3.500,00, set/2025 a ago/2026. Cartão do Ganha Quanto
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Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de produção da indústria alimentícia ao ser contratado com carteira assinada?

Entre set/2025 e ago/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de produção da indústria alimentícia foi de R$ 3.500,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 5.008 admissões registradas no Novo CAGED. No máximo um em cada dez entrou ganhando menos de R$ 1.950,00, e no máximo um em cada dez, mais de R$ 9.000,00.

Qual parcela das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia é pelo salário mínimo?

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 1,3% das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia (64 de 5.008) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026). A conta compara o salário de cada contrato com o mínimo nacional vigente no mês da admissão; piso estadual e piso de categoria não entram.

Homens e mulheres entram ganhando o mesmo como supervisor de produção da indústria alimentícia?

Entre set/2025 e ago/2026, 67% das admissões de supervisor de produção da indústria alimentícia na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, foram de homens; a mediana de admissão das mulheres foi R$ 2.800,00 e a dos homens, R$ 4.000,00, na mesma jornada. A diferença é medida, não explicada: setor, estado, tamanho da empresa e especialidade mudam de um grupo para o outro, e a conta não separa nada disso.

Por que o número daqui é diferente do que aparece em outros sites de salário?

Três diferenças costumam explicar. Aqui o número é a mediana (o valor do meio: pelo menos metade das admissões nele ou abaixo, e pelo menos metade nele ou acima), e não a média, que sobe com poucos salários altos. É o salário de admissão, de quem foi contratado entre set/2025 e ago/2026, e não o de quem já está empregado. E é de uma jornada só, a de 41 a 44 horas semanais: quem mistura jornadas chega a outro valor. A fonte é o Novo CAGED, e os contratos da administração pública ficam de fora. O passo a passo está na metodologia.

O salário de admissão é o que um supervisor de produção da indústria alimentícia ganha hoje?

Não. É o salário do contrato de quem foi contratado na ocupação entre set/2025 e ago/2026. Quem já estava empregado e teve aumento não entra na conta, e comissão, hora extra e benefícios também ficam de fora. Por isso o número diz quanto o mercado pagou para contratar, e não o que quem está na função recebe.

De onde vêm os números de salário de supervisor de produção da indústria alimentícia?

Dos microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa janela de 12 competências, de set/2025 a ago/2026. Entram só as admissões com salário mensal declarado; ficam de fora aprendizes, trabalho intermitente e contratos de órgãos da administração pública. O passo a passo está na metodologia.

De onde vêm estes números

Microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. A janela são as 12 competências de set/2025 a ago/2026, reconstruída inteira a cada apuração porque o MTE revisa meses já publicados. Entram só as admissões — quem está entrando na ocupação —, com salário mensal declarado; ficam de fora contratos de aprendiz, trabalho intermitente e os de órgãos da administração pública. O corte é feito pela atividade econômica que o empregador declara: sai quem declara administração pública. Empresa estatal continua na base, porque declara a atividade do seu setor — banco, correio, hospital. A ocupação reúne 1 código da CBO 2002, e a ocupação é a declarada pelo empregador ao Ministério do Trabalho. O passo a passo está na metodologia.

Classificação Brasileira de Ocupações: CBO 2002, família 8401.

Ocupações parecidas

Outras ocupações da área Indústria e manutenção, com a mediana do salário de admissão de cada uma entre set/2025 e ago/2026. Cada linha usa a jornada em que a ocupação mais contrata, por isso a jornada pode mudar de uma linha para outra.

R$ 1.790,00R$ 4.860,00

Supervisor de produção da indústria alimentíciaas 6 da tabelaoutras da área (62 no total)

Ocupação Jornada Mediana Admissões
Caldeireiro 41 a 44 horas semanais R$ 3.600,00 42.343
Técnico em mecatrônica 41 a 44 horas semanais R$ 3.581,76 2.389
Ferramenteiro 41 a 44 horas semanais R$ 3.520,00 4.333
Técnico em eletromecânica 41 a 44 horas semanais R$ 3.462,00 7.286
Técnico de garantia da qualidade 41 a 44 horas semanais R$ 3.422,04 19.569
Técnico de planejamento de produção 41 a 44 horas semanais R$ 3.300,00 15.586

Só ocupações do setor privado (CLT), todas medidas do mesmo jeito. É o salário de quem foi contratado no período, e não o de quem já está na função.