Pro

Quanto ganha um ferramenteiro na admissão (CLT)

Período set/2025 a ago/2026Jornada 41 a 44 hAdmissões 4.333atualizado Pro Abrir por estado e mês

Mediana · 41 a 44h
R$ 3.520,00
10% entram abaixo de
R$ 2.002,00
10% entram acima de
R$ 6.499,76
Admissões · 41 a 44h
4.333

Salários no setor privado / Ferramenteiro

Entre set/2025 e ago/2026, a mediana do salário de admissão de ferramenteiro com carteira assinada (CLT) foi de R$ 3.520,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 4.333 admissões registradas no Novo CAGED.

É o salário de quem foi contratado nesse período, e não de quem já está empregado na ocupação. É o valor fixo do contrato: não inclui comissão, hora extra nem benefício. O número é a mediana: metade das admissões ficou abaixo dele e metade acima, o que o diferencia de uma média, puxada por poucos salários altos (o que é mediana).

Nomes que a CBO 2002 registra para a mesma ocupação: ferramenteiro de bancada, ferramenteiro de coquilhas, líder de ferramentaria, matrizeiro.

Quanto sobra depois do INSS e do Imposto de Renda? Faça a conta no salário líquido CLT.

Na prática, a partir da mediana de R$ 3.520,00:

Por hora (44 h por semana)R$ 16,00
Por ano, com 13º e terço de fériasR$ 46.933
Líquido estimado por mêsR$ 3.209
Custo estimado para a empresa, por mêsR$ 5.710
Como foi calculado

São contas sobre a mediana de admissão da jornada mais comum, não dados do Novo CAGED. O ano soma 12 salários, o 13º e o terço de férias. O líquido desconta o INSS por faixa e o Imposto de Renda de 2026, sem dependentes nem outros descontos; para o seu caso, use a calculadora de salário líquido CLT. O custo para a empresa soma FGTS (8%), INSS patronal (20%), RAT (2%) e terceiros (5,8%), com 13º e férias provisionados; empresa do Simples Nacional, em geral, não paga INSS patronal nem terceiros à parte. A hora divide a mediana por 220 horas por mês, o divisor usual da jornada de 44 horas semanais.

Faixa do salário de admissão

A faixa vai do P10 (R$ 2.002,00) ao P90 (R$ 6.499,76): entre as 4.333 admissões de ferramenteiro nesta jornada, no máximo um em cada dez entrou ganhando menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez entrou ganhando mais que o segundo. O traço é a mediana. Tudo em salário de admissão, antes dos descontos, na jornada de 41 a 44 horas semanais.

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 1,3% das admissões de ferramenteiro (55 de 4.333) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026).

Quanto muda conforme a jornada

Jornada Mediana Admissões P10 P90
40 horas semanais40h R$ 4.702,00 157 R$ 2.200,00 R$ 7.320,00
41 a 44 horas semanais41 a 44h R$ 3.520,00 4.333 R$ 2.002,00 R$ 6.499,76

A linha destacada é a jornada mais comum da ocupação, e é dela que sai o número do topo desta página. Cada linha sai das admissões daquela jornada, e não de um número geral repartido depois. Só entram jornadas com pelo menos 100 admissões; as 2 linhas acima cobrem 98% das admissões de ferramenteiro com jornada declarada.

Compare o seu salário

Salário de admissão mês a mês

Mediana do salário de admissão de ferramenteiro em cada mês, na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mesma do topo da página. Foi de R$ 3.393,16 em setembro de 2025 a R$ 4.000,00 em agosto de 2026; a menor foi em setembro de 2025 e a maior em agosto de 2026.

Mediana de admissão

R$ 3.200R$ 3.400R$ 3.600R$ 3.800R$ 4.000R$ 4.200set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Mês Mediana de admissão Admissões
setembro de 2025 R$ 3.393,16 385
outubro de 2025 R$ 3.500,00 412
novembro de 2025 R$ 3.583,77 289
dezembro de 2025 R$ 3.500,00 183
janeiro de 2026 R$ 3.482,50 358
fevereiro de 2026 R$ 3.600,00 401
março de 2026 R$ 3.500,00 480
abril de 2026 R$ 3.432,00 415
maio de 2026 R$ 3.758,12 362
junho de 2026 R$ 3.500,20 365
julho de 2026 R$ 3.760,00 352
agosto de 2026 R$ 4.000,00 331

É o valor fixo do contrato de quem foi contratado em cada mês, e não a evolução do salário de quem já estava na ocupação. A mediana de um mês para o outro também muda com quem contratou (setor, região, tamanho da empresa), e não só com reajuste. O eixo do gráfico não começa no zero, para a variação aparecer. Só entram meses com pelo menos 30 admissões. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Comparado aos 12 meses anteriores

Entre set/2025 e ago/2026, as admissões de ferramenteiro com carteira assinada foram 7,7% menores que as de set/2024 a ago/2025, e a mediana do salário de admissão, na jornada de 41 a 44 horas semanais, passou de R$ 3.469,40 para R$ 3.520,00 (+1,5%).

set/2024 a ago/2025 set/2025 a ago/2026 Variação
Admissões 5.000 4.614 −7,7%
Desligamentos 5.660 5.560 −1,8%
Saldo −660 −946 −286
Mediana de admissão (41 a 44 horas semanais) R$ 3.469,40 R$ 3.520,00 +1,5%

As duas colunas usam as mesmas regras: a mesma ocupação, os mesmos setores e, na mediana, a mesma jornada do topo da página. A variação é nominal, sem descontar a inflação; o salário mínimo nacional foi de R$ 1.412,00 a partir de set/2024 e R$ 1.518,00 a partir de jan/2025 no primeiro período e de R$ 1.518,00 a partir de set/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026 no segundo. A mediana de admissão também muda com quem contratou (setor, região, tamanho da empresa), e não só com reajuste. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

O que faz um ferramenteiro

O ferramenteiro constrói e conserta as ferramentas usadas na produção, como moldes de injeção e de sopro, estampos de corte e dobra, dispositivos de usinagem e modelos para fundição. Interpreta o desenho, define a sequência de trabalho, opera máquinas de usinagem e de eletroerosão, solda, faz tratamento térmico e ajusta o molde até a peça sair certa. Também mede e controla as dimensões das peças e faz a manutenção dos moldes e estampos desgastados.

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), do Ministério do Trabalho e Emprego, o trabalho do ferramenteiro se divide em 8 grandes áreas. Em cada uma, exemplos de atividades que a CBO lista:

  • Planejar o processo de construção: utilizar normas técnicas, desenvolver protótipo e analisar desenho de projeto.
  • Construir ferramentas e dispositivos: organizar a distribuição do material, consultar catálogos técnicos e utilizar parâmetros de corte.
  • Desenvolver ferramentas para máquinas: construir ferramentas de corte, construir dispositivos para usinagem e construir dispositivos de controle do produto.
  • Construir estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino: limar punções e matriz, perfilar punções e trefilar matrizes (vazar).
  • Construir moldes de sopro, de injeção e de eletroerosão: confeccionar eletrodos para eletroerosão, usinar canais de injeção e furar o conjunto extrator.
  • Construir modelos e moldes metálicos para fundição: projetar caixa de machos, coquilhas e modelos, copiar modelos, utilizando máquinas especiais e conformar à quente modelos e moldes.
  • Executar manutenção preventiva e corretiva: identificar falhas no ferramental, desmontar estampos, moldes e dispositivos e avaliar desgastes de moldes, estampos e dispositivos.
  • Fazer controle dimensional: utilizar equipamentos de medição, traçar material a ser usinado e medir dureza de componentes submetidos a tratamento térmico.

O texto e a lista resumem a descrição oficial da ocupação na CBO, e não uma medição do site.

Admissões e desligamentos de ferramenteiro

De setembro de 2025 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 4.614 admissões com carteira assinada de ferramenteiro e 5.560 desligamentos com carteira assinada. A diferença entre as duas contagens (o saldo) é de −946.

Mercado em retração no período: para cada 100 desligamentos, houve 83 admissões. Toda admissão repôs um desligamento, e ainda ficaram 946 desligamentos sem reposição na janela.

As admissões de ferramenteiro variam muito de um mês para o outro: março de 2026 teve 2,7 vezes as admissões de dezembro de 2025. Por isso, olhe a janela inteira, e não um mês isolado: a diferença entre admissões e desligamentos de um mês sozinho depende da época do ano.

Mês a mês

Admissões Desligamentos

0200400600set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Saldo de cada mês (admissões menos desligamentos): acima de zero, entrou mais gente do que saiu.

−200−1000+100+200set2025outnovdezjan2026fevmarabrmaijunjulago

Mês Admissões Desligamentos Saldo
setembro de 2025 407 428 −21
outubro de 2025 435 552 −117
novembro de 2025 311 429 −118
dezembro de 2025 194 353 −159
janeiro de 2026 377 423 −46
fevereiro de 2026 432 494 −62
março de 2026 516 546 −30
abril de 2026 437 527 −90
maio de 2026 387 446 −59
junho de 2026 384 430 −46
julho de 2026 376 465 −89
agosto de 2026 358 467 −109

Em quais setores

Setor do empregador (divisão da CNAE) Admissões Parcela Mediana · 41 a 44h
Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos 909 19,7% R$ 3.500,00
Fabricação de produtos de borracha e de material plástico 593 12,9% R$ 4.500,00
Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias 581 12,6% R$ 5.328,29
Fabricação de máquinas e equipamentos 419 9,1% R$ 3.800,00
Seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra 248 5,4% R$ 4.926,03
Outros 48 setores 1.864 40,4% —

O setor é a atividade principal do estabelecimento que contratou, e não a função da pessoa. Só aparecem em separado os setores com pelo menos 100 admissões, até cinco; os demais estão somados em “Outros”. A mediana é a do salário de admissão na jornada de 41 a 44 horas semanais, a do topo da página, e só aparece no setor com pelo menos 100 admissões nessa jornada. A diferença entre setores é medida, não explicada.

Em quais estados

Estado Admissões Parcela
São Paulo 2.047 44,4%
Minas Gerais 489 10,6%
Rio Grande do Sul 433 9,4%
Paraná 345 7,5%
Santa Catarina 340 7,4%

O estado é o do estabelecimento que contratou. Só entram estados com pelo menos 100 admissões, até cinco. Ficam de fora os outros 21 estados, com 960 admissões.

Admissão e desligamento são movimentações, e não pessoas: a mesma pessoa pode ser admitida e desligada mais de uma vez na janela. A conta inclui só vínculos com carteira assinada, sem aprendiz e sem trabalho intermitente. Servidores estatutários, autônomos, informais e a administração pública ficam de fora. O saldo é a diferença entre as duas contagens, e não a variação do total de pessoas empregadas como ferramenteiro. A régua de “expansão” (pelo menos 105 admissões para cada 100 desligamentos na janela), “retração” (95 ou menos) e “estável” (entre as duas) é desta página: descreve a janela, não diz por quê nem prevê o ano seguinte. A taxa de rotatividade, no sentido usual, divide as movimentações pelo número de pessoas empregadas na ocupação, que o Novo CAGED não traz; por isso ela não é calculada aqui. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Quanto se paga em cada estado

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana do salário de admissão de ferramenteiro vai de R$ 2.230,00 no Ceará a R$ 4.564,78 no Amazonas. No Brasil, é R$ 3.520,00. 9 estados têm pelo menos 100 admissões nessa jornada.

No mapa, cada bolha é um estado: o tamanho é o número de admissões na jornada, e a cor diz quanto a mediana do estado fica acima ou abaixo da do Brasil. A diferença entre estados também reflete quem contrata em cada um (setor, tamanho da empresa), e não só o salário da função. O estado é o do estabelecimento que contratou.

Estado Mediana Admissões P10 P90
Amazonas R$ 4.564,78 133 R$ 2.000,00 R$ 6.875,10
Bahia R$ 2.603,05 109 R$ 1.653,26 R$ 4.457,45
Ceará R$ 2.230,00 155 R$ 1.758,80 R$ 2.620,00
Minas Gerais R$ 3.366,00 463 R$ 1.886,03 R$ 6.710,00
Paraná R$ 4.000,00 315 R$ 2.025,12 R$ 6.099,36
Rio de Janeiro R$ 3.130,60 140 R$ 2.000,00 R$ 5.547,80
Rio Grande do Sul R$ 3.300,00 421 R$ 2.000,00 R$ 5.500,00
Santa Catarina R$ 3.831,05 334 R$ 2.200,00 R$ 6.200,00
São Paulo R$ 4.255,00 1.907 R$ 2.296,80 R$ 6.801,27
Brasil R$ 3.520,00 4.333 R$ 2.002,00 R$ 6.499,76

Cada linha sai só das admissões de ferramenteiro naquele estado, na jornada de 41 a 44 horas semanais. A faixa do topo da página (P10 e P90) é a do Brasil inteiro, que está na linha destacada; a de cada estado é a da sua linha. P10: no máximo um em cada dez entrou ganhando menos; P90: no máximo um em cada dez entrou ganhando mais. Só entram estados com pelo menos 100 admissões nessa jornada. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Quem é contratado

Entre set/2025 e ago/2026, 96% das admissões de ferramenteiro na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, foram de homens; a mediana de admissão das mulheres foi R$ 2.400,00 e a dos homens, R$ 3.700,00, na mesma jornada. Cada linha traz quantas admissões foram daquele grupo e a mediana do salário de admissão dele.

Por sexo

Sexo Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Mulheres R$ 2.400,00 195 4,5%
Homens R$ 3.700,00 4.138 95,5%

Por raça/cor

Raça/cor Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Branca R$ 4.000,00 2.188 50,5%
Preta R$ 3.300,00 319 7,4%
Parda R$ 3.140,46 1.797 41,5%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 29 0,7%

Por idade

Idade na admissão Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Até 24 anos R$ 2.360,60 845 19,5%
25 a 39 anos R$ 3.500,00 1.636 37,8%
40 a 54 anos R$ 4.576,10 1.436 33,1%
55 anos ou mais R$ 4.534,30 414 9,6%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 2 menos de 0,1%

Por escolaridade

Escolaridade Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Sem ensino médio completo R$ 2.434,02 518 12,0%
Ensino médio completo R$ 3.740,00 3.559 82,1%
Superior completo ou mais R$ 5.000,00 256 5,9%

Por sexo e raça/cor

Sexo e raça/cor Mediana · 41 a 44h Admissões Parcela
Homens brancos R$ 4.000,00 2.109 48,7%
Homens pretos R$ 3.408,61 302 7,0%
Homens pardos R$ 3.300,00 1.698 39,2%
Outros grupos (menos de 100 admissões cada) — 224 5,2%

Todas as linhas são de admissões na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mesma do topo da página: a mediana de cada grupo é o salário de admissão de quem entrou naquele grupo, nessa jornada. A diferença entre grupos é medida, não explicada: o setor, o estado, o tamanho da empresa, a especialidade e a idade mudam de um grupo para outro, e esta conta não separa nada disso. Sexo, raça/cor, idade e escolaridade são os que o empregador informa ao governo na admissão; a raça/cor é autodeclarada pelo trabalhador ao empregador. “Sem ensino médio completo” inclui quem começou e não terminou o ensino médio; “Ensino médio completo” inclui quem começou e não terminou a faculdade. Só aparecem grupos com pelo menos 100 admissões. Fonte: Microdados do Novo CAGED (MTE/PDET).

Por tamanho do estabelecimento

Esta seção mostrava a mediana do salário de admissão por faixa de emprego do estabelecimento que contratou. Os números foram retirados em 13 de outubro de 2026. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que identificou inconsistências no campo “Tamanho do estabelecimento em janeiro” dos microdados do Novo CAGED e recomendou não usar essa variável, “inclusive nos arquivos anteriormente baixados”, até a divulgação da correção (comunicado do ministério). A seção volta quando os valores corrigidos forem publicados. As outras seções desta página não usam esse campo.

Remuneração em dezembro de 2025 de quem estava empregado

Esta seção mostra a remuneração de dezembro de 2025 dos vínculos de ferramenteiro (CLT por prazo indeterminado, ativos em 31 de dezembro), como os empregadores a declararam à RAIS. Não é o salário de admissão da seção acima, que mede quanto o mercado pagou para contratar, e não mostra o que a profissão ganha hoje.

Jornada Mediana Vínculos P10 P90
21 a 30 horas semanais R$ 2.873,68 31 R$ 1.262,32 R$ 6.762,95
31 a 39 horas semanais R$ 5.284,36 459 R$ 2.735,18 R$ 10.458,42
40 horas semanais R$ 9.870,13 1.790 R$ 3.596,87 R$ 17.194,41
41 a 44 horas semanais R$ 5.715,56 17.493 R$ 2.678,63 R$ 10.338,81
mais de 44 horas semanais R$ 6.230,00 219 R$ 2.195,96 R$ 13.066,43

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais numerosa, os grupos de empregadores com pelo menos 10% dos vínculos são: 99,2% em empresas.

Uma jornada ficou de fora desta tabela por ter poucos vínculos ou por ter, em dezembro, uma parcela alta de remunerações abaixo do salário mínimo proporcional à jornada.

Dado anual da RAIS, ano-base 2025, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2026. A remuneração é a efetivamente recebida no mês que incide no cálculo do FGTS, sem o 13º. A tabela inclui empresas, entidades sem fins lucrativos e estatais, e não inclui a administração pública. Não acompanha reajustes posteriores a dezembro de 2025 nem o salário mínimo de 2026. A mediana de cada linha sai só dos vínculos daquela jornada, com remuneração de dezembro de 2025 maior que zero, e P10 e P90 dizem que no máximo um em cada dez vínculos fica abaixo ou acima. Ver Metodologia.

Quanto ganha um ferramenteiro na admissão (CLT): R$ 3.520,00, set/2025 a ago/2026. Cartão do Ganha Quanto
O resumo desta página numa imagem, para salvar ou compartilhar.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um ferramenteiro ao ser contratado com carteira assinada?

Entre set/2025 e ago/2026, a mediana do salário de admissão de ferramenteiro foi de R$ 3.520,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 4.333 admissões registradas no Novo CAGED. No máximo um em cada dez entrou ganhando menos de R$ 2.002,00, e no máximo um em cada dez, mais de R$ 6.499,76.

Quanto muda o salário de admissão de ferramenteiro conforme a jornada?

A mediana vai de R$ 3.520,00 (jornada de 41 a 44 horas semanais) a R$ 4.702,00 (jornada de 40 horas semanais), entre as jornadas com pelo menos 100 admissões. Cada jornada é calculada só com as admissões daquela jornada, e as medianas não se misturam.

Qual parcela das admissões de ferramenteiro é pelo salário mínimo?

Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 1,3% das admissões de ferramenteiro (55 de 4.333) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026). A conta compara o salário de cada contrato com o mínimo nacional vigente no mês da admissão; piso estadual e piso de categoria não entram.

Homens e mulheres entram ganhando o mesmo como ferramenteiro?

Entre set/2025 e ago/2026, 96% das admissões de ferramenteiro na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, foram de homens; a mediana de admissão das mulheres foi R$ 2.400,00 e a dos homens, R$ 3.700,00, na mesma jornada. A diferença é medida, não explicada: setor, estado, tamanho da empresa e especialidade mudam de um grupo para o outro, e a conta não separa nada disso.

Por que o número daqui é diferente do que aparece em outros sites de salário?

Três diferenças costumam explicar. Aqui o número é a mediana (o valor do meio: pelo menos metade das admissões nele ou abaixo, e pelo menos metade nele ou acima), e não a média, que sobe com poucos salários altos. É o salário de admissão, de quem foi contratado entre set/2025 e ago/2026, e não o de quem já está empregado. E é de uma jornada só, a de 41 a 44 horas semanais: quem mistura jornadas chega a outro valor. A fonte é o Novo CAGED, e os contratos da administração pública ficam de fora. O passo a passo está na metodologia.

O salário de admissão é o que um ferramenteiro ganha hoje?

Não. É o salário do contrato de quem foi contratado na ocupação entre set/2025 e ago/2026. Quem já estava empregado e teve aumento não entra na conta, e comissão, hora extra e benefícios também ficam de fora. Por isso o número diz quanto o mercado pagou para contratar, e não o que quem está na função recebe.

De onde vêm os números de salário de ferramenteiro?

Dos microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa janela de 12 competências, de set/2025 a ago/2026. Entram só as admissões com salário mensal declarado; ficam de fora aprendizes, trabalho intermitente e contratos de órgãos da administração pública. O passo a passo está na metodologia.

De onde vêm estes números

Microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. A janela são as 12 competências de set/2025 a ago/2026, reconstruída inteira a cada apuração porque o MTE revisa meses já publicados. Entram só as admissões — quem está entrando na ocupação —, com salário mensal declarado; ficam de fora contratos de aprendiz, trabalho intermitente e os de órgãos da administração pública. O corte é feito pela atividade econômica que o empregador declara: sai quem declara administração pública. Empresa estatal continua na base, porque declara a atividade do seu setor — banco, correio, hospital. A ocupação reúne 1 código da CBO 2002, e a ocupação é a declarada pelo empregador ao Ministério do Trabalho. O passo a passo está na metodologia.

Classificação Brasileira de Ocupações: CBO 2002, família 7211.

Ocupações parecidas

Outras ocupações da área Indústria e manutenção, com a mediana do salário de admissão de cada uma entre set/2025 e ago/2026. Cada linha usa a jornada em que a ocupação mais contrata, por isso a jornada pode mudar de uma linha para outra.

R$ 1.790,00R$ 4.860,00

Ferramenteiroas 6 da tabelaoutras da área (62 no total)

Ocupação Jornada Mediana Admissões
Caldeireiro 41 a 44 horas semanais R$ 3.600,00 42.343
Técnico em mecatrônica 41 a 44 horas semanais R$ 3.581,76 2.389
Supervisor de produção da indústria alimentícia 41 a 44 horas semanais R$ 3.500,00 5.008
Técnico em eletromecânica 41 a 44 horas semanais R$ 3.462,00 7.286
Técnico de garantia da qualidade 41 a 44 horas semanais R$ 3.422,04 19.569
Técnico de planejamento de produção 41 a 44 horas semanais R$ 3.300,00 15.586

Só ocupações do setor privado (CLT), todas medidas do mesmo jeito. É o salário de quem foi contratado no período, e não o de quem já está na função.