Quanto o jovem aprendiz recebe, por hora e por mês, em cada estado, calculado do Novo CAGED: o salário que as empresas declararam ao Ministério do Trabalho nos contratos de aprendizagem. É o valor declarado na admissão, e não o que a lei manda pagar.
Jovem aprendiz: quanto se declara pagar por hora, por UF
Em jornada de até 30 horas semanais, o salário de admissão declarado dos aprendizes foi, na mediana nacional, de R$ 7,62 por hora (1,03× o mínimo-hora) e de R$ 838 por mês, entre 600.332 admissões de ago/2025 a jul/2026. Entre as 27 UFs com pelo menos 100 admissões, a que teve a maior mediana em relação ao mínimo-hora foi Paraná: R$ 9,66 por hora, 1,37× o mínimo-hora.
| # | UF | Mediana por hora | Em relação ao mínimo-hora | Mediana por mês | Jornada mais comum | Admissões |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Paraná | R$ 9,66 | 1,37× | R$ 966 | 20h | 42.663 |
| 2 | Santa Catarina | R$ 8,91 | 1,22× | R$ 899 | 20h | 34.716 |
| 3 | Rio Grande do Sul | R$ 8,40 | 1,16× | R$ 851 | 20h | 49.119 |
| 4 | Amazonas | R$ 7,68 | 1,10× | R$ 811 | 20h | 9.173 |
| 5 | Roraima | R$ 7,67 | 1,10× | R$ 801 | 20h | 1.466 |
| 6 | Espírito Santo | R$ 7,64 | 1,10× | R$ 810 | 20h | 12.653 |
| 7 | Amapá | R$ 7,62 | 1,10× | R$ 811 | 20h | 972 |
| 8 | Mato Grosso | R$ 7,62 | 1,08× | R$ 811 | 20h | 9.840 |
| 9 | São Paulo | R$ 7,62 | 1,06× | R$ 1.069 | 30h | 164.820 |
| 10 | Minas Gerais | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 59.256 |
| 11 | Rio de Janeiro | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 55.420 |
| 12 | Goiás | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 19.830 |
| 13 | Distrito Federal | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 13.728 |
| 14 | Mato Grosso do Sul | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 8.613 |
| 15 | Maranhão | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 856 | 20h | 6.532 |
| 16 | Piauí | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 5.386 |
| 17 | Tocantins | R$ 7,62 | 1,03× | R$ 793 | 20h | 2.272 |
| 18 | Bahia | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 765 | 20h | 23.885 |
| 19 | Pernambuco | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 18.648 |
| 20 | Pará | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 12.571 |
| 21 | Alagoas | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 5.305 |
| 22 | Sergipe | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 762 | 20h | 4.943 |
| 23 | Rondônia | R$ 7,59 | 1,03× | R$ 811 | 20h | 2.916 |
| 24 | Acre | R$ 7,55 | 1,03× | R$ 792 | 20h | 1.255 |
| 25 | Rio Grande do Norte | R$ 7,37 | 1,03× | R$ 759 | 20h | 7.229 |
| 26 | Ceará | R$ 7,37 | 1,03× | R$ 884 | 20h | 20.656 |
| 27 | Paraíba | R$ 7,37 | 1,00× | R$ 965 | 20h | 6.465 |
Ficam fora da lista as admissões em jornada acima de 30 horas semanais: de 31 a 39h (21.370); 40h (15.251); de 41 a 44h (42.046); acima de 44h (2.217). A jornada do aprendiz tem teto de seis horas por dia, ou oito para quem concluiu o ensino fundamental, contando as horas de aprendizagem teórica (CLT, art. 432), o que dá no máximo 40 horas semanais. As jornadas de 41 a 44 horas ficam fora desta lista, e o dado não diz por que elas aparecem em contratos de aprendizagem.
Salários declarados abaixo de R$ 162 por mês foram descartados, porque parecem valor por hora lançado como mensal. Nas UFs em que isso passa de 3,0% das admissões, a mediana mensal pode estar acima da real: Ceará: 2.757 admissões, 10,9% do total da UF.
Jovem aprendiz: salário mensal declarado por jornada, por UF
Mediana do salário mensal declarado, com o número de admissões entre parênteses. Só entra a célula com pelo menos 100 admissões.
| UF | Até 20 horas | De 21 a 30 horas |
|---|---|---|
| Paraná | R$ 966 (32.304) | R$ 1.146 (10.359) |
| Santa Catarina | R$ 892 (29.299) | R$ 970 (5.417) |
| Rio Grande do Sul | R$ 851 (39.108) | R$ 887 (10.011) |
| Amazonas | R$ 784 (7.488) | R$ 811 (1.685) |
| Roraima | R$ 801 (1.253) | R$ 811 (213) |
| Espírito Santo | R$ 810 (11.210) | R$ 811 (1.443) |
| Amapá | R$ 762 (852) | R$ 811 (120) |
| Mato Grosso | R$ 791 (7.241) | R$ 831 (2.599) |
| São Paulo | R$ 770 (51.323) | R$ 1.142 (113.497) |
| Minas Gerais | R$ 762 (47.571) | R$ 1.069 (11.685) |
| Rio de Janeiro | R$ 762 (38.162) | R$ 1.106 (17.258) |
| Goiás | R$ 762 (13.620) | R$ 1.104 (6.210) |
| Distrito Federal | R$ 762 (9.852) | R$ 1.070 (3.876) |
| Mato Grosso do Sul | R$ 762 (5.309) | R$ 1.069 (3.304) |
| Maranhão | R$ 762 (3.702) | R$ 914 (2.830) |
| Piauí | R$ 762 (4.456) | R$ 1.066 (930) |
| Tocantins | R$ 762 (1.464) | R$ 1.069 (808) |
| Bahia | R$ 762 (17.477) | R$ 1.035 (6.408) |
| Pernambuco | R$ 761 (15.089) | R$ 1.069 (3.559) |
| Pará | R$ 761 (9.854) | R$ 856 (2.717) |
| Alagoas | R$ 762 (3.872) | R$ 811 (1.433) |
| Sergipe | R$ 762 (3.994) | R$ 811 (949) |
| Rondônia | R$ 762 (1.708) | R$ 884 (1.208) |
| Acre | R$ 762 (928) | R$ 811 (327) |
| Rio Grande do Norte | R$ 737 (5.564) | R$ 1.035 (1.665) |
| Ceará | R$ 737 (11.033) | R$ 1.069 (9.623) |
| Paraíba | R$ 737 (3.002) | R$ 1.048 (3.463) |
O que esta página mede
É o salário de admissão declarado nos contratos de aprendizagem registrados no Novo CAGED, na janela móvel indicada acima das tabelas. A mediana é o valor do meio: metade das admissões foi abaixo dele e metade acima. Não inclui benefício nem vale-transporte. Ficam de fora a administração pública, o trabalho intermitente, o salário zero ou pago por tarefa e as admissões sem estado ou sem jornada informados.
Por que o número principal é por hora
O salário do aprendiz é proporcional às horas contratadas, e o contrato de aprendizagem é, quase sempre, de jornada curta. Uma lista ordenada pelo salário mensal mediria a jornada de cada estado, e não o quanto se paga: um estado onde predomina a jornada de seis horas por dia sobe na lista só por isso. Por isso a ordem é pela razão ao mínimo-hora e o valor mensal fica em segundo plano, sempre com a jornada mais comum ao lado.
O mínimo-hora é o salário mínimo da época da admissão dividido por 220, a conta de 44 horas semanais por cinco semanas. O valor por hora do aprendiz é o salário declarado dividido pelas horas semanais contratadas vezes cinco. A razão é calculada admissão a admissão, porque a janela atravessa a virada do salário mínimo.
O que a lei garante, e por que o número não é um piso
A CLT garante ao aprendiz, salvo condição mais favorável, o salário mínimo-hora (art. 428, §2º). A razão ao mínimo-hora, portanto, é o teste natural: perto de uma vez o mínimo-hora é o que a lei exige, e acima disso é o que a empresa, a categoria ou o programa pagam a mais. A mediana de cada estado é o que foi declarado. Ela pode ficar abaixo do que o aprendiz de fato recebeu, ou acima dele, se a jornada ou o valor foram lançados com erro. Esta página não é tabela salarial e não diz quanto uma empresa deve pagar.
A jornada do aprendiz tem teto de seis horas por dia, ou oito para quem já concluiu o ensino fundamental, contando as horas de aprendizagem teórica (art. 432). Em semana de cinco dias, isso dá no máximo 40 horas semanais.
Como ler as tabelas
- Mediana por hora e em relação ao mínimo-hora são a medida principal. Em muitos estados as duas ficam coladas no mínimo: a ordem entre eles diz pouco, e a diferença que importa é a dos estados que se descolam do mínimo.
- Mediana por mês é o salário mensal declarado. Compare só estados com a mesma jornada mais comum; a segunda tabela separa as jornadas de até 20 horas e de 21 a 30 horas.
- Só entra a célula com volume mínimo de admissões, informado nas frases acima das tabelas. Célula menor fica de fora porque a mediana de poucas admissões varia demais.
- Não há faixa entre o primeiro e o terceiro quartil: o salário do aprendiz se concentra em poucos valores repetidos, e a faixa não descreveria o mercado.
O que ficou fora, e por quê
Entram só as jornadas de até 30 horas semanais, que são a grande maioria das admissões. As jornadas acima disso aparecem no aviso abaixo da primeira tabela, com o número de admissões. As de 41 a 44 horas ficam fora: passam de 40 horas semanais, o máximo da jornada do aprendiz na CLT (art. 432), e trazem salários que, divididos pelas horas, ficam muito abaixo do mínimo-hora. O dado não diz por que elas aparecem em contratos de aprendizagem. Salário declarado muito abaixo do mínimo mensal também sai, porque costuma ser valor por hora lançado como mensal; quando isso pesa em algum estado, a página avisa.
Esta página não separa o aprendiz por ocupação: o código de ocupação do contrato de aprendizagem não descreve a função de quem aprende. Também não compara o aprendiz com o salário de um trabalhador contratado em jornada integral, nem com a remuneração de servidores públicos.
Veja também as profissões que mais pagam na admissão, os que mais contratam e o índice de salários por ocupação.