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Quanto ganha um jovem aprendiz, por estado

Quanto o jovem aprendiz recebe, por hora e por mês, em cada estado, calculado do Novo CAGED: o salário que as empresas declararam ao Ministério do Trabalho nos contratos de aprendizagem. É o valor declarado na admissão, e não o que a lei manda pagar.

Fonte Microdados do Novo CAGED — MTE/PDETMedida mediana do salário de admissão declarado ao CAGED, contratos de aprendizagem, jornada de até 30 horas semanaisPeríodo ago/2025 a jul/2026Atualizado em 04/10/2026

Jovem aprendiz: quanto se declara pagar por hora, por UF

Em jornada de até 30 horas semanais, o salário de admissão declarado dos aprendizes foi, na mediana nacional, de R$ 7,62 por hora (1,03× o mínimo-hora) e de R$ 838 por mês, entre 600.332 admissões de ago/2025 a jul/2026. Entre as 27 UFs com pelo menos 100 admissões, a que teve a maior mediana em relação ao mínimo-hora foi Paraná: R$ 9,66 por hora, 1,37× o mínimo-hora.

#UFMediana por horaEm relação ao mínimo-horaMediana por mêsJornada mais comumAdmissões
1ParanáR$ 9,661,37×R$ 96620h42.663
2Santa CatarinaR$ 8,911,22×R$ 89920h34.716
3Rio Grande do SulR$ 8,401,16×R$ 85120h49.119
4AmazonasR$ 7,681,10×R$ 81120h9.173
5RoraimaR$ 7,671,10×R$ 80120h1.466
6Espírito SantoR$ 7,641,10×R$ 81020h12.653
7AmapáR$ 7,621,10×R$ 81120h972
8Mato GrossoR$ 7,621,08×R$ 81120h9.840
9São PauloR$ 7,621,06×R$ 1.06930h164.820
10Minas GeraisR$ 7,621,03×R$ 76220h59.256
11Rio de JaneiroR$ 7,621,03×R$ 76220h55.420
12GoiásR$ 7,621,03×R$ 76220h19.830
13Distrito FederalR$ 7,621,03×R$ 76220h13.728
14Mato Grosso do SulR$ 7,621,03×R$ 76220h8.613
15MaranhãoR$ 7,621,03×R$ 85620h6.532
16PiauíR$ 7,621,03×R$ 76220h5.386
17TocantinsR$ 7,621,03×R$ 79320h2.272
18BahiaR$ 7,591,03×R$ 76520h23.885
19PernambucoR$ 7,591,03×R$ 76220h18.648
20ParáR$ 7,591,03×R$ 76220h12.571
21AlagoasR$ 7,591,03×R$ 76220h5.305
22SergipeR$ 7,591,03×R$ 76220h4.943
23RondôniaR$ 7,591,03×R$ 81120h2.916
24AcreR$ 7,551,03×R$ 79220h1.255
25Rio Grande do NorteR$ 7,371,03×R$ 75920h7.229
26CearáR$ 7,371,03×R$ 88420h20.656
27ParaíbaR$ 7,371,00×R$ 96520h6.465

Ficam fora da lista as admissões em jornada acima de 30 horas semanais: de 31 a 39h (21.370); 40h (15.251); de 41 a 44h (42.046); acima de 44h (2.217). A jornada do aprendiz tem teto de seis horas por dia, ou oito para quem concluiu o ensino fundamental, contando as horas de aprendizagem teórica (CLT, art. 432), o que dá no máximo 40 horas semanais. As jornadas de 41 a 44 horas ficam fora desta lista, e o dado não diz por que elas aparecem em contratos de aprendizagem.

Salários declarados abaixo de R$ 162 por mês foram descartados, porque parecem valor por hora lançado como mensal. Nas UFs em que isso passa de 3,0% das admissões, a mediana mensal pode estar acima da real: Ceará: 2.757 admissões, 10,9% do total da UF.

Jovem aprendiz: salário mensal declarado por jornada, por UF

Mediana do salário mensal declarado, com o número de admissões entre parênteses. Só entra a célula com pelo menos 100 admissões.

UFAté 20 horasDe 21 a 30 horas
ParanáR$ 966 (32.304)R$ 1.146 (10.359)
Santa CatarinaR$ 892 (29.299)R$ 970 (5.417)
Rio Grande do SulR$ 851 (39.108)R$ 887 (10.011)
AmazonasR$ 784 (7.488)R$ 811 (1.685)
RoraimaR$ 801 (1.253)R$ 811 (213)
Espírito SantoR$ 810 (11.210)R$ 811 (1.443)
AmapáR$ 762 (852)R$ 811 (120)
Mato GrossoR$ 791 (7.241)R$ 831 (2.599)
São PauloR$ 770 (51.323)R$ 1.142 (113.497)
Minas GeraisR$ 762 (47.571)R$ 1.069 (11.685)
Rio de JaneiroR$ 762 (38.162)R$ 1.106 (17.258)
GoiásR$ 762 (13.620)R$ 1.104 (6.210)
Distrito FederalR$ 762 (9.852)R$ 1.070 (3.876)
Mato Grosso do SulR$ 762 (5.309)R$ 1.069 (3.304)
MaranhãoR$ 762 (3.702)R$ 914 (2.830)
PiauíR$ 762 (4.456)R$ 1.066 (930)
TocantinsR$ 762 (1.464)R$ 1.069 (808)
BahiaR$ 762 (17.477)R$ 1.035 (6.408)
PernambucoR$ 761 (15.089)R$ 1.069 (3.559)
ParáR$ 761 (9.854)R$ 856 (2.717)
AlagoasR$ 762 (3.872)R$ 811 (1.433)
SergipeR$ 762 (3.994)R$ 811 (949)
RondôniaR$ 762 (1.708)R$ 884 (1.208)
AcreR$ 762 (928)R$ 811 (327)
Rio Grande do NorteR$ 737 (5.564)R$ 1.035 (1.665)
CearáR$ 737 (11.033)R$ 1.069 (9.623)
ParaíbaR$ 737 (3.002)R$ 1.048 (3.463)

O que esta página mede

É o salário de admissão declarado nos contratos de aprendizagem registrados no Novo CAGED, na janela móvel indicada acima das tabelas. A mediana é o valor do meio: metade das admissões foi abaixo dele e metade acima. Não inclui benefício nem vale-transporte. Ficam de fora a administração pública, o trabalho intermitente, o salário zero ou pago por tarefa e as admissões sem estado ou sem jornada informados.

Por que o número principal é por hora

O salário do aprendiz é proporcional às horas contratadas, e o contrato de aprendizagem é, quase sempre, de jornada curta. Uma lista ordenada pelo salário mensal mediria a jornada de cada estado, e não o quanto se paga: um estado onde predomina a jornada de seis horas por dia sobe na lista só por isso. Por isso a ordem é pela razão ao mínimo-hora e o valor mensal fica em segundo plano, sempre com a jornada mais comum ao lado.

O mínimo-hora é o salário mínimo da época da admissão dividido por 220, a conta de 44 horas semanais por cinco semanas. O valor por hora do aprendiz é o salário declarado dividido pelas horas semanais contratadas vezes cinco. A razão é calculada admissão a admissão, porque a janela atravessa a virada do salário mínimo.

O que a lei garante, e por que o número não é um piso

A CLT garante ao aprendiz, salvo condição mais favorável, o salário mínimo-hora (art. 428, §2º). A razão ao mínimo-hora, portanto, é o teste natural: perto de uma vez o mínimo-hora é o que a lei exige, e acima disso é o que a empresa, a categoria ou o programa pagam a mais. A mediana de cada estado é o que foi declarado. Ela pode ficar abaixo do que o aprendiz de fato recebeu, ou acima dele, se a jornada ou o valor foram lançados com erro. Esta página não é tabela salarial e não diz quanto uma empresa deve pagar.

A jornada do aprendiz tem teto de seis horas por dia, ou oito para quem já concluiu o ensino fundamental, contando as horas de aprendizagem teórica (art. 432). Em semana de cinco dias, isso dá no máximo 40 horas semanais.

Como ler as tabelas

  • Mediana por hora e em relação ao mínimo-hora são a medida principal. Em muitos estados as duas ficam coladas no mínimo: a ordem entre eles diz pouco, e a diferença que importa é a dos estados que se descolam do mínimo.
  • Mediana por mês é o salário mensal declarado. Compare só estados com a mesma jornada mais comum; a segunda tabela separa as jornadas de até 20 horas e de 21 a 30 horas.
  • Só entra a célula com volume mínimo de admissões, informado nas frases acima das tabelas. Célula menor fica de fora porque a mediana de poucas admissões varia demais.
  • Não há faixa entre o primeiro e o terceiro quartil: o salário do aprendiz se concentra em poucos valores repetidos, e a faixa não descreveria o mercado.

O que ficou fora, e por quê

Entram só as jornadas de até 30 horas semanais, que são a grande maioria das admissões. As jornadas acima disso aparecem no aviso abaixo da primeira tabela, com o número de admissões. As de 41 a 44 horas ficam fora: passam de 40 horas semanais, o máximo da jornada do aprendiz na CLT (art. 432), e trazem salários que, divididos pelas horas, ficam muito abaixo do mínimo-hora. O dado não diz por que elas aparecem em contratos de aprendizagem. Salário declarado muito abaixo do mínimo mensal também sai, porque costuma ser valor por hora lançado como mensal; quando isso pesa em algum estado, a página avisa.

Esta página não separa o aprendiz por ocupação: o código de ocupação do contrato de aprendizagem não descreve a função de quem aprende. Também não compara o aprendiz com o salário de um trabalhador contratado em jornada integral, nem com a remuneração de servidores públicos.

Veja também as profissões que mais pagam na admissão, os que mais contratam e o índice de salários por ocupação.