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Quanto ganha um analista de TI no serviço público

Remuneração / Cargos / Analista de tecnologia da informação

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Analista de tecnologia da informação no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 14.330,52 e mediana de R$ 13.974,74, entre 3.740 registros de 2 esferas de governo.

Carreiras próximas, com página própria: Técnico de tecnologia da informação (mediana R$ 6.959).

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 3.740Atualizado em

Média
R$ 14.330,52
Mediana
R$ 13.974,74
Registros
3.740
Mediana vs. mês anterior
igual

Em relação ao mês anterior de cada fonte a mediana não mudou: segue em R$ 13.974,74 entre quem ocupa cargos de analista de tecnologia da informação. O número de registros subiu em 62.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 7.347,36) ao P90 (R$ 21.288,62): entre quem ocupa cargos de analista de tecnologia da informação, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 3.671 R$ 14.281,26 R$ 13.974,74 0%
Estado de São Paulo 69 R$ 16.951,38 R$ 15.876,82 −0,4%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 18.836,27. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes, e no Estado de São Paulo isso muda muito o número: quem tem 40 horas tem mediana de R$ 18.119,42 e quem tem 44 horas, R$ 15.027,05 — cerca de 21% a mais para a mesma função. São as duas jornadas com mais gente no cargo.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 3.624 R$ 13.974,74
30 horas 30 R$ 10.251,74
20 horas 17 R$ 6.956,82
Estado de São Paulo 44 horas * 34 R$ 15.027,05
40 horas 27 R$ 18.119,42
30 horas 8 R$ 8.073,70

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →

Compare o seu salário

Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 2.936 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.929,83, para uma bruta mediana de R$ 13.913,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 74% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Onde você trabalha
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Ajustar: previdência complementar, função, pensão

Por lei fica fora da base da previdência, salvo se você optou por incluir.

Por que o salário varia entre analistas de TI

Esta página junta três carreiras federais com regras de pagamento diferentes, além de um grupo menor de empregados de entidades do Estado de São Paulo.

  • Universidades e institutos federais. A maior parte dos analistas desta página é Analista de Tecnologia da Informação da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005), no nível mais alto (E). Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem tem escolaridade acima da exigida (especialização, mestrado ou doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento.
  • Desde abril de 2026, a lei permite que a universidade ou o instituto reconheça a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • Analista em Tecnologia da Informação do Ministério da Gestão. Desde 2024 é uma carreira própria, paga por subsídio, uma parcela única sem gratificação de desempenho. O servidor é lotado no Ministério da Gestão, que decide em qual órgão federal ele vai trabalhar. Sobe um padrão a cada 12 meses com avaliação, e a promoção de classe também exige experiência e certificação ou especialização em TI.
  • Nessa carreira, funções de chefia e assessoramento são pagas à parte do subsídio, e quem perderia salário na mudança para o subsídio recebe uma parcela complementar provisória, absorvida aos poucos nas progressões e nos reajustes.
  • Analista de Sistemas. É um cargo antigo, pago por vencimento mais uma gratificação de desempenho. Desde abril de 2026 esses servidores formam um quadro em extinção no Ministério da Gestão: o cargo deixa de existir quando vaga.
  • No Estado, os analistas desta página são empregados de empresas e fundações estaduais, como a Prodesp e a Fapesp, que contratam por concurso pela CLT.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 15.367/2026, Lei 14.875/2024, arts. 28 a 41, Prodesp, Trabalhe conosco, Agência FAPESP, concurso para analista de sistemas. Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 7.969,06 (Mato Grosso) a R$ 14.484,11 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
Distrito Federal 437 R$ 14.484,11
Santa Catarina 90 R$ 13.913,65
Espírito Santo 45 R$ 13.913,65
Minas Gerais 367 R$ 13.424,34
Rio Grande do Sul 222 R$ 13.424,34
Pernambuco 66 R$ 13.424,34
São Paulo 100 R$ 12.895,62
Rio Grande do Norte 63 R$ 12.839,24
Paraíba 92 R$ 12.827,22
Rio de Janeiro 217 R$ 12.815,20
Pará 93 R$ 12.387,72
Goiás 64 R$ 12.333,56
Paraná 109 R$ 11.899,83
Maranhão 34 R$ 11.899,83
Amazonas 31 R$ 11.899,83
Bahia 100 R$ 11.431,14
Ceará 89 R$ 10.548,44
Mato Grosso do Sul 87 R$ 10.548,44
Piauí 46 R$ 10.548,44
Mato Grosso 30 R$ 7.969,06

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 1.133 registros (32,2%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 7.347 R$ 13.975
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 2.500 R$ 6.500

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 3.651 registros, de 3.740 que declaram jornada; a de 40h é 99% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de analista de tecnologia da informação no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Universidades e institutos federais: concurso público de cada instituição, no padrão inicial do nível E, com exigência de curso superior na área.
  • Ministério da Gestão: concurso em duas etapas, e a segunda é um curso de formação. A lei exige diploma de graduação, sem fixar a área; o concurso pode ser feito por especialidade, conforme o edital.
  • O cargo de Analista de Sistemas, por estar em extinção, não recebe novos servidores.

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 14.875/2024, arts. 28 a 41, Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • ANALISTA DE TEC DA INFORMACAO — Governo federal, 2.955 pessoas
  • ANALISTA EM TECNOL DA INFORMACAO — Governo federal, 602 pessoas
  • ANALISTA DE SISTEMAS — Governo federal, 107 pessoas
  • ANALISTA DE SISTEMAS — Estado de São Paulo, 30 pessoas
  • ANALISTA INFORMATICA — Estado de São Paulo, 15 pessoas
  • ANALISTA SISTEMAS SR — Estado de São Paulo, 13 pessoas
  • ANALISTA DE TECNOL DA INFORMACAO – 40H — Governo federal, 9 pessoas
  • ANALISTA SUPORTE INFORMATICA — Estado de São Paulo, 8 pessoas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um analista de tecnologia da informação no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.974,74, entre 3.671 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 10.980,93 e R$ 16.959,47. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um analista de tecnologia da informação no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 15.876,82, entre 69 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 10.540,82 e R$ 20.588,99. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 18.836,27.

Quanto sobra do salário de um analista de tecnologia da informação depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.929,83 em jul/2026 — na mediana, 74% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um analista de tecnologia da informação ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Min Gestão e Inov em Serv Públicos: R$ 18.384,86, entre 697 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 14.330,52) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.974,74) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica acima da mediana porque alguns salários bem mais altos que o resto a puxam pra cima. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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