Quanto ganha um assistente social concursado

Remuneração / Cargos / Assistente social

Em jul/2026, quem ocupa cargos de Assistente social no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 13.405,17 e mediana de R$ 13.640,56, entre 2.771 registros de 2 esferas de governo.

Período jul/2026Esferas federal, estadualRegistros 2.771Atualizado em

Média
R$ 13.405,17
Mediana
R$ 13.640,56
Registros
2.771
Mediana vs. mês anterior
+1,6%

Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana subiu R$ 216,22 (+1,6%) entre quem ocupa cargos de assistente social. O número de registros caiu em 8.

Faixa de remuneração

A faixa vai do P10 (R$ 7.836,49) ao P90 (R$ 18.071,23): entre quem ocupa cargos de assistente social, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.

Por esfera de governo

Esfera No cargo Média Mediana Mediana vs. mês anterior
Governo federal 2.422 R$ 13.939,63 R$ 13.913,65 0%
Estado de São Paulo 349 R$ 9.696,14 R$ 7.891,30 −1,8%

A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 10.383,46. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.

Quanto muda conforme a jornada

A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.

Esfera Jornada No cargo Mediana
Governo federal 40 horas * 2.391 R$ 13.913,65
30 horas 20 R$ 9.681,53
20 horas 11 R$ 6.682,81

* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.

Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível E), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento por padrão e por que vários cargos têm a mesma mediana →

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Onde (esfera de governo)

Quanto cai na conta

No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 1.773 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.996,78, para uma bruta mediana de R$ 13.913,65 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 73% da bruta.

A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.

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Por que o salário varia entre assistentes sociais

O assistente social está em carreiras diferentes conforme o órgão, cada uma com a sua tabela.

  • Universidades e institutos federais. O cargo de Assistente Social está na carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005), no nível mais alto (E). Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem tem escolaridade acima da exigida (especialização, mestrado ou doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento.
  • Desde abril de 2026, a lei permite que a universidade ou o instituto reconheça a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
  • Ministérios e INSS. Fora das instituições de ensino, o cargo está em outras carreiras federais, com tabelas e gratificações de desempenho próprias. No Ministério da Saúde, por exemplo, a carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho paga vencimento mais a GDPST, que tem até 20 pontos pela avaliação individual e até 80 pelas metas do órgão.
  • A lei da profissão fixa a duração do trabalho do assistente social em 30 horas semanais, regra incluída em 2010.
  • No Estado de São Paulo, os assistentes sociais desta página trabalham na Fundação CASA, a antiga FEBEM, que contrata pela CLT. O plano de cargos da fundação divide os cargos permanentes em três classes (I, II e III), cada uma com seis faixas salariais, e a mudança de faixa e de classe depende de avaliação de competências. É daí que vêm os rótulos I, II e III.

Fontes: Lei 11.091/2005, Lei 15.367/2026, Lei 11.355/2006, Lei 8.662/1993, Lei 185/1973 (SP), art. 13, Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação CASA (enviado à Alesp em 2021). Legislação conferida em setembro de 2026.

Onde esse cargo paga mais

Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.

Em que estado está quem ganha o quê

Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 12.814,81 (Rio de Janeiro) a R$ 14.484,11 (São Paulo). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.

Estado No cargo Mediana
São Paulo 81 R$ 14.484,11
Sergipe 41 R$ 14.484,11
Rio Grande do Norte 85 R$ 14.248,06
Minas Gerais 192 R$ 13.974,74
Espírito Santo 47 R$ 13.974,74
Rio Grande do Sul 132 R$ 13.913,65
Santa Catarina 93 R$ 13.913,65
Ceará 92 R$ 13.913,65
Pernambuco 89 R$ 13.913,65
Paraná 85 R$ 13.913,65
Paraíba 76 R$ 13.913,65
Piauí 42 R$ 13.913,65
Alagoas 34 R$ 13.913,65
Mato Grosso 30 R$ 13.913,65
Goiás 56 R$ 13.668,99
Pará 71 R$ 13.424,34
Maranhão 54 R$ 13.424,34
Mato Grosso do Sul 33 R$ 13.424,34
Bahia 89 R$ 13.365,64
Amazonas 47 R$ 13.365,64
Distrito Federal 142 R$ 12.895,62
Rio de Janeiro 296 R$ 12.814,81

Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 450 registros (19,1%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.

E no setor privado?

São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.

De onde vem Jornada P10 Mediana
Serviço público,
quem já está no cargo
40h R$ 9.351 R$ 13.914
Setor privado,
salário de admissão
21 a 30h R$ 2.431 R$ 3.500
Setor privado,
salário de admissão
40h R$ 2.160 R$ 3.750

P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 2.392 registros, de 2.769 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.

Salário de assistente social no setor privado, jornada por jornada →

Como se chega nesse cargo

  • Nos órgãos federais e na Fundação CASA, a entrada é por concurso público. Nas universidades e institutos federais, o requisito do cargo é curso superior em Serviço Social.
  • Para exercer a profissão, a lei exige diploma de graduação em Serviço Social e registro prévio no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) da região.

Fontes: Lei 11.091/2005, Anexo II, Lei 8.662/1993, Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação CASA (enviado à Alesp em 2021). Legislação conferida em setembro de 2026.

Como cada portal chama esse cargo

Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:

  • ASSISTENTE SOCIAL — Governo federal, 2.407 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL III — Estado de São Paulo, 141 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL II — Estado de São Paulo, 132 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL I — Estado de São Paulo, 82 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL – NS — Governo federal, 13 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL — Estado de São Paulo, 11 pessoas
  • ASSISTENTE SOCIAL – 30H — Governo federal, 3 pessoas

Este cargo, órgão por órgão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um assistente social no governo federal?

Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 13.913,65, entre 2.422 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 11.847,80 e R$ 16.019,01. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.

Quanto ganha um assistente social no Estado de São Paulo?

Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 7.891,30, entre 349 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 6.111,71 e R$ 12.487,12. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 10.383,46.

Quanto sobra do salário de um assistente social depois dos descontos?

No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 9.996,78 em jul/2026 — na mediana, 73% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.

Onde um assistente social ganha mais?

Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Instituto Nacional do Seguro Social: R$ 16.648,61, entre 43 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.

Por que a média e a mediana são diferentes?

A média (R$ 13.405,17) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 13.640,56) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.

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