Salários no setor privado / Marceneiro
Entre ago/2025 e jul/2026, a mediana do salário de admissão de marceneiro com carteira assinada (CLT) foi de R$ 2.173,27 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 33.507 admissões registradas no Novo CAGED.
É o salário de quem foi contratado nesse período, e não de quem já está empregado na ocupação. É o valor fixo do contrato: não inclui comissão, hora extra nem benefício. O número é a mediana: metade das admissões ficou abaixo dele e metade acima, o que o diferencia de uma média, puxada por poucos salários altos (o que é mediana).
Nomes que a CBO 2002 registra para a mesma ocupação: auxiliar de marceneiro, marceneiro de móveis, prototipista (marceneiro).
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Faixa do salário de admissão
A faixa vai do P10 (R$ 1.621,00) ao P90 (R$ 3.475,80): entre as 33.507 admissões de marceneiro nesta jornada, no máximo um em cada dez entrou ganhando menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez entrou ganhando mais que o segundo. O traço é a mediana. Tudo em salário de admissão, antes dos descontos, na jornada de 41 a 44 horas semanais.
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 8,4% das admissões de marceneiro (2.828 de 33.507) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026).
Quanto muda conforme a jornada
| Jornada | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| 21 a 30 horas semanais21 a 30h | R$ 1.035,38 | 134 | R$ 759,00 | R$ 2.006,28 |
| 40 horas semanais40h | R$ 2.000,00 | 683 | R$ 1.547,00 | R$ 2.849,47 |
| 41 a 44 horas semanais41 a 44h | R$ 2.173,27 | 33.507 | R$ 1.621,00 | R$ 3.475,80 |
A linha destacada é a jornada mais comum da ocupação, e é dela que sai o número do topo desta página. Cada linha sai das admissões daquela jornada, e não de um número geral repartido depois. Só entram jornadas com pelo menos 100 admissões; as 3 linhas acima cobrem 97% das admissões de marceneiro com jornada declarada.
O que faz um marceneiro
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), do Ministério do Trabalho e Emprego, as principais áreas de atividade são: planejar o trabalho; confeccionar produtos de madeira e derivados para produção em série ou sob medida (móveis, pipas); restaurar produtos em madeira e derivados; entregar produtos confeccionados sob-medidas ou restaurados; seguir procedimentos para garantia da qualidade. É a descrição oficial da ocupação, e não uma medição do site.
Por tamanho do estabelecimento
Para cada admissão, o Novo CAGED informa a faixa de emprego do estabelecimento que contratou, no início de janeiro. É a faixa do estabelecimento que contratou, e não a da empresa inteira. As faixas abaixo são as do Ministério do Trabalho, que não diz em que unidade a faixa conta: “zero” é o código da faixa zero, e o dado não diz mais que isso.
Jornada de 40 horas semanais
| Faixa de emprego do estabelecimento | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| Zero | R$ 1.800,00 | 170 | R$ 1.518,00 | R$ 2.982,00 |
| Esta faixa está marcada como concentrada num valor só, por um dos três testes do site (ver Metodologia). O valor mais repetido é R$ 1.518,00, com 15,29% das admissões. Nesses casos a mediana descreve menos a variação do salário e mais essa concentração. | ||||
| De 1 a 9 | R$ 1.900,00 | 293 | R$ 1.533,10 | R$ 2.734,60 |
| Esta faixa está marcada como concentrada num valor só, por um dos três testes do site (ver Metodologia). O valor mais repetido é R$ 1.621,00, com 11,95% das admissões. Nesses casos a mediana descreve menos a variação do salário e mais essa concentração. | ||||
| De 10 a 49 | R$ 2.024,50 | 105 | R$ 1.592,20 | R$ 3.000,00 |
Jornada de 41 a 44 horas semanais
| Faixa de emprego do estabelecimento | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| Zero | R$ 2.120,00 | 5.209 | R$ 1.621,00 | R$ 3.242,00 |
| De 1 a 9 | R$ 2.158,00 | 13.965 | R$ 1.621,00 | R$ 3.300,00 |
| De 10 a 49 | R$ 2.190,00 | 10.203 | R$ 1.628,63 | R$ 3.500,00 |
| De 50 a 249 | R$ 2.173,27 | 3.295 | R$ 1.699,70 | R$ 3.500,20 |
| 250 ou mais | R$ 2.477,15 | 835 | R$ 1.789,29 | R$ 3.685,02 |
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana de admissão vai de R$ 2.158,00 (faixa de emprego de 1 a 9) a R$ 2.477,15 (faixa de emprego 250 ou mais), entre as faixas com pelo menos 100 admissões e sem concentração num valor só.
Cada tabela é de uma jornada só, e as jornadas não se misturam. O dado não separa setor, função e cidade: a diferença entre as faixas descreve onde marceneiro foi contratado, e não explica por que o salário é maior ou menor.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um marceneiro ao ser contratado com carteira assinada?
Entre ago/2025 e jul/2026, a mediana do salário de admissão de marceneiro foi de R$ 2.173,27 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 33.507 admissões registradas no Novo CAGED. No máximo um em cada dez entrou ganhando menos de R$ 1.621,00, e no máximo um em cada dez, mais de R$ 3.475,80.
Quanto muda o salário de admissão de marceneiro conforme a jornada?
A mediana vai de R$ 1.035,38 (jornada de 21 a 30 horas semanais) a R$ 2.173,27 (jornada de 41 a 44 horas semanais), entre as jornadas com pelo menos 100 admissões. Cada jornada é calculada só com as admissões daquela jornada, e as medianas não se misturam.
O tamanho do estabelecimento muda o salário de admissão de marceneiro?
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana vai de R$ 2.158,00 (faixa de emprego de 1 a 9) a R$ 2.477,15 (faixa de emprego 250 ou mais), entre as faixas com pelo menos 100 admissões e sem concentração num valor só. A faixa é a do estabelecimento que contratou, no início de janeiro, e não a da empresa inteira. O dado não diz por que a diferença existe.
Qual parcela das admissões de marceneiro é pelo salário mínimo?
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 8,4% das admissões de marceneiro (2.828 de 33.507) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026). A conta compara o salário de cada contrato com o mínimo nacional vigente no mês da admissão; piso estadual e piso de categoria não entram.
Por que o número daqui é diferente do que aparece em outros sites de salário?
Três diferenças costumam explicar. Aqui o número é a mediana (metade das admissões abaixo, metade acima), e não a média, que sobe com poucos salários altos. É o salário de admissão, de quem foi contratado entre ago/2025 e jul/2026, e não o de quem já está empregado. E é de uma jornada só, a de 41 a 44 horas semanais: quem mistura jornadas chega a outro valor. A fonte é o Novo CAGED, e os contratos da administração pública ficam de fora. O passo a passo está na metodologia.
O salário de admissão é o que um marceneiro ganha hoje?
Não. É o salário do contrato de quem foi contratado na ocupação entre ago/2025 e jul/2026. Quem já estava empregado e teve aumento não entra na conta, e comissão, hora extra e benefícios também ficam de fora. Por isso o número diz quanto o mercado pagou para contratar, e não o que quem está na função recebe.
De onde vêm os números de salário de marceneiro?
Dos microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa janela de 12 competências, de ago/2025 a jul/2026. Entram só as admissões com salário mensal declarado; ficam de fora aprendizes, trabalho intermitente e contratos de órgãos da administração pública. O passo a passo está na metodologia.
De onde vêm estes números
Microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. A janela são as 12 competências de ago/2025 a jul/2026, reconstruída inteira a cada apuração porque o MTE revisa meses já publicados. Entram só as admissões — quem está entrando na ocupação —, com salário mensal declarado; ficam de fora contratos de aprendiz, trabalho intermitente e os de órgãos da administração pública. O corte é feito pela atividade econômica que o empregador declara: sai quem declara administração pública. Empresa estatal continua na base, porque declara a atividade do seu setor — banco, correio, hospital. A ocupação reúne 1 código da CBO 2002, e a ocupação é a declarada pelo empregador ao Ministério do Trabalho. O passo a passo está na metodologia.
Classificação Brasileira de Ocupações: CBO 2002, família 7711.