Salários no setor privado / Técnico em administração
Entre ago/2025 e jul/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em administração com carteira assinada (CLT) foi de R$ 2.500,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 4.185 admissões registradas no Novo CAGED.
É o salário de quem foi contratado nesse período, e não de quem já está empregado na ocupação. É o valor fixo do contrato: não inclui comissão, hora extra nem benefício. O número é a mediana: metade das admissões ficou abaixo dele e metade acima, o que o diferencia de uma média, puxada por poucos salários altos (o que é mediana).
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Faixa do salário de admissão
A faixa vai do P10 (R$ 1.769,50) ao P90 (R$ 4.699,08): entre as 4.185 admissões de técnico em administração nesta jornada, no máximo um em cada dez entrou ganhando menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez entrou ganhando mais que o segundo. O traço é a mediana. Tudo em salário de admissão, antes dos descontos, na jornada de 41 a 44 horas semanais.
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 4,1% das admissões de técnico em administração (171 de 4.185) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026).
Quanto muda conforme a jornada
| Jornada | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| 21 a 30 horas semanais21 a 30h | R$ 1.675,00 | 104 | R$ 826,08 | R$ 2.499,27 |
| 40 horas semanais40h | R$ 2.325,51 | 2.265 | R$ 1.518,00 | R$ 5.963,84 |
| 41 a 44 horas semanais41 a 44h | R$ 2.500,00 | 4.185 | R$ 1.769,50 | R$ 4.699,08 |
A linha destacada é a jornada mais comum da ocupação, e é dela que sai o número do topo desta página. Cada linha sai das admissões daquela jornada, e não de um número geral repartido depois. Só entram jornadas com pelo menos 100 admissões; as 3 linhas acima cobrem 96% das admissões de técnico em administração com jornada declarada.
O que faz um técnico em administração
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), do Ministério do Trabalho e Emprego, as principais áreas de atividade são: controlar rotina administrativa; realizar atividades em recursos humanos; atuar na área de compras; assessorar área de venda; executar atividades nas áreas fiscal e financeira. É a descrição oficial da ocupação, e não uma medição do site.
Por tamanho do estabelecimento
Para cada admissão, o Novo CAGED informa a faixa de emprego do estabelecimento que contratou, no início de janeiro. É a faixa do estabelecimento que contratou, e não a da empresa inteira. As faixas abaixo são as do Ministério do Trabalho, que não diz em que unidade a faixa conta: “zero” é o código da faixa zero, e o dado não diz mais que isso.
Jornada de 40 horas semanais
| Faixa de emprego do estabelecimento | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| De 10 a 49 | R$ 3.637,79 | 122 | R$ 1.931,76 | R$ 6.845,81 |
| De 50 a 249 | R$ 3.659,94 | 335 | R$ 2.115,03 | R$ 6.964,00 |
| Esta faixa está marcada como concentrada num valor só, por um dos três testes do site (ver Metodologia). O valor mais repetido é R$ 6.027,72, com 11,64% das admissões. Nesses casos a mediana descreve menos a variação do salário e mais essa concentração. | ||||
| 250 ou mais | R$ 2.000,00 | 1.698 | R$ 1.518,00 | R$ 4.388,67 |
| Esta faixa está marcada como concentrada num valor só, por um dos três testes do site (ver Metodologia). O valor mais repetido é R$ 1.621,00, com 22,61% das admissões. Nesses casos a mediana descreve menos a variação do salário e mais essa concentração. | ||||
Jornada de 41 a 44 horas semanais
| Faixa de emprego do estabelecimento | Mediana | Admissões | P10 | P90 |
|---|---|---|---|---|
| Zero | R$ 2.300,00 | 436 | R$ 1.621,00 | R$ 3.857,07 |
| De 1 a 9 | R$ 2.058,00 | 539 | R$ 1.621,00 | R$ 3.600,00 |
| De 10 a 49 | R$ 2.300,00 | 712 | R$ 1.755,11 | R$ 3.960,00 |
| De 50 a 249 | R$ 2.580,96 | 805 | R$ 1.854,00 | R$ 4.565,06 |
| 250 ou mais | R$ 2.788,88 | 1.693 | R$ 2.001,90 | R$ 5.362,00 |
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana de admissão vai de R$ 2.058,00 (faixa de emprego de 1 a 9) a R$ 2.788,88 (faixa de emprego 250 ou mais), entre as faixas com pelo menos 100 admissões e sem concentração num valor só.
Cada tabela é de uma jornada só, e as jornadas não se misturam. O dado não separa setor, função e cidade: a diferença entre as faixas descreve onde técnico em administração foi contratado, e não explica por que o salário é maior ou menor.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em administração ao ser contratado com carteira assinada?
Entre ago/2025 e jul/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em administração foi de R$ 2.500,00 na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mais comum da ocupação, entre 4.185 admissões registradas no Novo CAGED. No máximo um em cada dez entrou ganhando menos de R$ 1.769,50, e no máximo um em cada dez, mais de R$ 4.699,08.
Quanto muda o salário de admissão de técnico em administração conforme a jornada?
A mediana vai de R$ 1.675,00 (jornada de 21 a 30 horas semanais) a R$ 2.500,00 (jornada de 41 a 44 horas semanais), entre as jornadas com pelo menos 100 admissões. Cada jornada é calculada só com as admissões daquela jornada, e as medianas não se misturam.
O tamanho do estabelecimento muda o salário de admissão de técnico em administração?
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, a mediana vai de R$ 2.058,00 (faixa de emprego de 1 a 9) a R$ 2.788,88 (faixa de emprego 250 ou mais), entre as faixas com pelo menos 100 admissões e sem concentração num valor só. A faixa é a do estabelecimento que contratou, no início de janeiro, e não a da empresa inteira. O dado não diz por que a diferença existe.
Qual parcela das admissões de técnico em administração é pelo salário mínimo?
Na jornada de 41 a 44 horas semanais, 4,1% das admissões de técnico em administração (171 de 4.185) foram registradas com salário igual ao salário mínimo nacional do mês da contratação (R$ 1.518,00 até dez/2025 e R$ 1.621,00 a partir de jan/2026). A conta compara o salário de cada contrato com o mínimo nacional vigente no mês da admissão; piso estadual e piso de categoria não entram.
Por que o número daqui é diferente do que aparece em outros sites de salário?
Três diferenças costumam explicar. Aqui o número é a mediana (metade das admissões abaixo, metade acima), e não a média, que sobe com poucos salários altos. É o salário de admissão, de quem foi contratado entre ago/2025 e jul/2026, e não o de quem já está empregado. E é de uma jornada só, a de 41 a 44 horas semanais: quem mistura jornadas chega a outro valor. A fonte é o Novo CAGED, e os contratos da administração pública ficam de fora. O passo a passo está na metodologia.
O salário de admissão é o que um técnico em administração ganha hoje?
Não. É o salário do contrato de quem foi contratado na ocupação entre ago/2025 e jul/2026. Quem já estava empregado e teve aumento não entra na conta, e comissão, hora extra e benefícios também ficam de fora. Por isso o número diz quanto o mercado pagou para contratar, e não o que quem está na função recebe.
De onde vêm os números de salário de técnico em administração?
Dos microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa janela de 12 competências, de ago/2025 a jul/2026. Entram só as admissões com salário mensal declarado; ficam de fora aprendizes, trabalho intermitente e contratos de órgãos da administração pública. O passo a passo está na metodologia.
De onde vêm estes números
Microdados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. A janela são as 12 competências de ago/2025 a jul/2026, reconstruída inteira a cada apuração porque o MTE revisa meses já publicados. Entram só as admissões — quem está entrando na ocupação —, com salário mensal declarado; ficam de fora contratos de aprendiz, trabalho intermitente e os de órgãos da administração pública. O corte é feito pela atividade econômica que o empregador declara: sai quem declara administração pública. Empresa estatal continua na base, porque declara a atividade do seu setor — banco, correio, hospital. A ocupação reúne 1 código da CBO 2002, e a ocupação é a declarada pelo empregador ao Ministério do Trabalho. O passo a passo está na metodologia.
Classificação Brasileira de Ocupações: CBO 2002, família 3513.