Remuneração / Cargos / Técnico de tecnologia da informação
Em jul/2026, quem ocupa cargos de Técnico de tecnologia da informação no serviço público brasileiro teve remuneração média de R$ 6.776,78 e mediana de R$ 6.959,46, entre 3.827 registros de 2 esferas de governo.
Carreiras próximas, com página própria: Analista de tecnologia da informação (mediana R$ 13.975).
Em relação ao mês anterior de cada fonte, a mediana caiu R$ 11,45 (−0,2%) entre quem ocupa cargos de técnico de tecnologia da informação. O número de registros subiu em 21.
Faixa de remuneração
A faixa vai do P10 (R$ 3.976,73) ao P90 (R$ 9.574,64): entre quem ocupa cargos de técnico de tecnologia da informação, no máximo um em cada dez recebe menos que o primeiro valor, e no máximo um em cada dez recebe mais que o segundo. O retângulo é a metade do meio — do P25 ao P75 — e o traço é a mediana. Tudo antes dos descontos: no Estado de São Paulo, o salário do mês (a coluna Remuneração do portal); na outra esfera, a remuneração bruta publicada.
Por esfera de governo
| Esfera | No cargo | Média | Mediana | Mediana vs. mês anterior |
|---|---|---|---|---|
| Governo federal | 3.818 | R$ 6.774,65 | R$ 6.962,68 | −0,1% |
| Estado de São Paulo | 9 | R$ 7.681,10 | R$ 5.543,55 | +0,2% |
A média geral junta as esferas acima e serve de ordem de grandeza, não de salário de ninguém: a mesma função paga valores diferentes em cada esfera, e é a linha da sua esfera que responde à sua pergunta. No Estado de São Paulo, os valores são do salário do mês — a coluna Remuneração do portal, sem férias, 13º, pagamentos eventuais, licença-prêmio e indenizações; com tudo isso, a mediana estadual foi de R$ 6.693,54. Nas outras esferas, é a remuneração bruta que cada portal publica. O porquê está na metodologia.
Quanto muda conforme a jornada
A mediana da tabela acima junta jornadas diferentes. Abaixo, o mesmo cargo separado por jornada.
| Esfera | Jornada | No cargo | Mediana |
|---|---|---|---|
| Governo federal | 40 horas * | 3.773 | R$ 6.973,00 |
| 30 horas | 26 | R$ 5.444,16 | |
| 20 horas | 19 | R$ 3.629,44 |
* Jornada mais comum no cargo, em cada esfera. Só aparecem faixas com pelo menos 5 pessoas. Dedicação exclusiva e os regimes de jornada docente são categorias da fonte, não um número de horas, e por isso ficam em linha própria.
Parte dos servidores federais deste cargo, os das universidades e institutos federais, está no plano de carreira PCCTAE (nível D), em que o vencimento é definido por padrão. Veja o vencimento de cada padrão e a mediana da bruta que o Portal mostra →
Compare o seu salário
Quanto cai na conta
No governo federal, a bruta não é o que a pessoa recebe. Olhando só os 2.917 contracheques de jul/2026 sem pagamento eventual — sem 13º, férias ou atrasados, que inflam o mês —, a remuneração líquida mediana foi de R$ 5.315,84, para uma bruta mediana de R$ 6.698,36 no mesmo grupo. Na mediana, sobram 80% da bruta.
A líquida já desconta imposto de renda, contribuição previdenciária e, quando há, o abate-teto. Auxílios como alimentação, transporte e creche são pagos por fora e não entram nela, e descontos pessoais — consignado, plano de saúde, pensão — não são publicados. Não há líquida para as outras esferas: no Estado de São Paulo, a líquida publicada inclui férias, 13º e pagamentos eventuais, e esta página ainda não separa um mês comum. A conta completa, faixa por faixa, está em Bruto, líquido e o que sobra.
Calcule o seu líquido
Por que o salário varia entre técnicos de TI
Quase todos os técnicos de TI desta página estão em universidades e institutos federais, na mesma carreira. A diferença vem da posição na tabela e da qualificação.
- O cargo é o Técnico de Tecnologia da Informação da carreira dos técnico-administrativos em educação (Lei 11.091/2005), no nível de classificação D, o de nível médio técnico.
- Desde 2025 o servidor sobe um padrão de vencimento a cada 12 meses com avaliação positiva, e pode acelerar a progressão com cursos de capacitação. Quem está há mais tempo na carreira fica mais acima na tabela.
- Quem tem escolaridade acima da exigida (graduação, especialização, mestrado ou doutorado) recebe o Incentivo à Qualificação, um percentual sobre o vencimento. Num cargo de nível médio, uma graduação já conta.
- Nas universidades e institutos federais, desde abril de 2026 a lei permite reconhecer a experiência no cargo como alternativa ao diploma para pagar o Incentivo à Qualificação (o chamado RSC), limitado a 75% dos servidores da carreira e ao orçamento disponível.
- A jornada geral é de 40 horas semanais. Em setores com atendimento contínuo ou turnos, o dirigente pode autorizar 30 horas, conforme o decreto de jornada do serviço público federal.
Fontes: Lei 11.091/2005, Decreto 1.590/1995, art. 3º, Lei 15.367/2026. Legislação conferida em setembro de 2026.
Onde esse cargo paga mais
| Órgão | No cargo | Bruta média |
|---|---|---|
| Instituto Federal Fluminense | 31 | R$ 8.501,76 |
| Instituto Federal da Paraíba | 38 | R$ 8.014,97 |
| Instituto Federal Goiano | 31 | R$ 7.963,57 |
| Instituto Federal do Norte de Minas Gerais | 39 | R$ 7.873,15 |
| Instituto Federal Catarinense | 43 | R$ 7.780,01 |
| Instituto Federal do Ceará | 56 | R$ 7.734,80 |
| Instituto Federal Baiano | 47 | R$ 7.704,63 |
| Instituto Federal de São Paulo | 96 | R$ 7.703,65 |
| Instituto Federal de Santa Catarina | 49 | R$ 7.667,13 |
| Instituto Federal Farroupilha | 41 | R$ 7.656,68 |
| Instituto Federal do Rio Grande do Sul | 46 | R$ 7.655,89 |
| Universidade Tecnológica Federal do Paraná | 37 | R$ 7.637,50 |
Só entram órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, pra que um punhado de registros não vire “o lugar que mais paga”.
Em que estado está quem ganha o quê
Entre os estados com pelo menos 30 servidores neste cargo, a mediana vai de R$ 4.481,89 (Mato Grosso do Sul) a R$ 7.258,90 (Distrito Federal). Isso não quer dizer que um estado pague mais que o outro pelo mesmo trabalho: as carreiras federais têm tabela de vencimento nacional, e o que muda entre os estados é a composição de quem está lotado em cada um. Esta página não mede o que compõe essa diferença — e ela pode estar em mais de uma coisa, inclusive em o mesmo nome de família reunir cargos distintos na folha.
| Estado | No cargo | Mediana |
|---|---|---|
| Distrito Federal | 158 | R$ 7.258,90 |
| Santa Catarina | 103 | R$ 7.258,90 |
| Rio de Janeiro | 262 | R$ 6.973,00 |
| São Paulo | 155 | R$ 6.973,00 |
| Maranhão | 60 | R$ 6.973,00 |
| Minas Gerais | 484 | R$ 6.874,39 |
| Rio Grande do Sul | 268 | R$ 6.704,81 |
| Tocantins | 37 | R$ 6.704,81 |
| Paraíba | 117 | R$ 6.669,09 |
| Paraná | 128 | R$ 6.434,55 |
| Ceará | 121 | R$ 6.434,55 |
| Piauí | 41 | R$ 6.394,42 |
| Bahia | 125 | R$ 5.937,68 |
| Pará | 111 | R$ 5.911,72 |
| Pernambuco | 131 | R$ 5.703,82 |
| Rio Grande do Norte | 112 | R$ 5.667,37 |
| Acre | 37 | R$ 5.479,17 |
| Mato Grosso | 62 | R$ 5.159,72 |
| Goiás | 115 | R$ 5.056,07 |
| Espírito Santo | 68 | R$ 5.056,07 |
| Amazonas | 49 | R$ 4.856,94 |
| Sergipe | 49 | R$ 4.835,71 |
| Mato Grosso do Sul | 130 | R$ 4.481,89 |
Só o serviço público federal entra neste recorte: é a única fonte que publica a UF de exercício. O Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo aparecem nas outras seções desta página, por serem folhas de um lugar só. Esta tabela soma todas as jornadas — um estado com mais servidores de jornada longa aparece mais alto por isso, e não por pagar mais pelo mesmo trabalho; a seção de jornada, acima, mostra o tamanho desse efeito. 849 registros (22,5%) ficam fora desta tabela: no cadastro que usamos, o vínculo de cargo efetivo desses registros vem sem a UF de exercício.
E no setor privado?
São duas medidas diferentes da mesma profissão, e é por isso que aparecem lado a lado em vez de somadas ou divididas: no serviço público, o número é a folha de quem já ocupa o cargo, com o tempo de casa e os adicionais que vêm com ele; no setor privado, é o salário de quem está sendo contratado agora, como o empregador declara ao Novo CAGED.
| De onde vem | Jornada | P10 | Mediana |
|---|---|---|---|
| Serviço público, quem já está no cargo |
40h | R$ 3.977 | R$ 6.973 |
| Setor privado, salário de admissão |
41 a 44h | R$ 1.621 | R$ 2.089 |
| Setor privado, salário de admissão |
40h | R$ 1.850 | R$ 2.446 |
P10 é o valor abaixo do qual estão os 10% que menos ganham, e mediana é o valor do meio — as duas contas são as mesmas nos dois lados. O que muda é de quem: no serviço público, da folha de quem já ocupa o cargo; no setor privado, do salário de quem foi contratado no período. Cada linha sai dos registros da sua própria jornada, dos dois lados: no público, 40h tem 3.777 registros, de 3.827 que declaram jornada; a de 40h é 100% federal. Nas carreiras públicas que contratam com frequência, o P10 fica perto do valor de entrada do edital — conferido neste site em professor federal —, mas isso não vale para todo cargo: onde faz anos que ninguém entra, os 10% que menos ganham já não são quem chegou agora. As duas linhas medem populações diferentes e não se dividem uma pela outra: nenhuma diferença entre os lados é calculada neste bloco.
Salário de técnico de tecnologia da informação no setor privado, jornada por jornada →
Como se chega nesse cargo
- A entrada é por concurso público de cada universidade ou instituto, no padrão inicial do nível D.
- A exigência é ensino médio profissionalizante, ou ensino médio completo mais curso técnico em eletrônica com ênfase em sistemas computacionais.
- O cargo de nível superior da área, na mesma carreira, é o Analista de Tecnologia da Informação, no nível E, que exige curso superior na área.
Fonte: Lei 11.091/2005, Anexo II. Legislação conferida em setembro de 2026.
Como cada portal chama esse cargo
Estes são os rótulos oficiais que entram nesta conta. O nome é sempre o que a fonte publica, sem tradução nossa:
- TEC DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO — Governo federal, 3.826 pessoas
- TECNICO INFORMATICA — Estado de São Paulo, 5 pessoas
- TEC. EM INFORMATICA II A — Estado de São Paulo, 4 pessoas
- TECNICO DE INFORMATICA — Estado de São Paulo, 2 pessoas
- TECNICO DE INFORMATICA – NI — Governo federal, 1 pessoa
- TECNICO SUP INFORMATICA — Governo federal, 1 pessoa
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico de tecnologia da informação no governo federal?
Em jul/2026, a remuneração bruta mediana de quem ocupa o cargo no governo federal foi de R$ 6.962,68, entre 3.818 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.481,89 e R$ 8.236,32. É o valor antes dos descontos, segundo o portal de transparência oficial.
Quanto ganha um técnico de tecnologia da informação no Estado de São Paulo?
Em jul/2026, o salário do mês mediano de quem ocupa o cargo no Estado de São Paulo foi de R$ 5.543,55, entre 9 pessoas. Metade dessas pessoas recebeu entre R$ 4.044,35 e R$ 7.379,73. É a coluna Remuneração do portal estadual, antes dos descontos e sem férias, 13º, pagamentos eventuais e indenizações — com eles, a mediana foi de R$ 6.693,54.
Quanto sobra do salário de um técnico de tecnologia da informação depois dos descontos?
No governo federal, num mês sem pagamento eventual, a remuneração líquida mediana foi de R$ 5.315,84 em jul/2026 — na mediana, 80% da bruta. A líquida já desconta imposto de renda e previdência; auxílios como alimentação e transporte são pagos à parte e não entram nela.
Onde um técnico de tecnologia da informação ganha mais?
Entre os órgãos com pelo menos 30 pessoas no cargo, a maior remuneração bruta média ficou com Instituto Federal Fluminense: R$ 8.501,76, entre 31 pessoas. A lista completa está na seção “Onde esse cargo paga mais”.
Por que a média e a mediana são diferentes?
A média (R$ 6.776,78) soma todos os salários e divide pelo número de pessoas. A mediana (R$ 6.959,46) é o valor do meio: metade ganha menos, metade ganha mais. Aqui a média fica abaixo da mediana porque alguns salários bem mais baixos que o resto a puxam pra baixo. Pra saber quanto ganha uma pessoa típica no cargo, a mediana é a melhor resposta.
Quer ver nome a nome, com órgão e período?